segunda-feira, 6 de julho de 2009

Kefir, o primo do iogurte

Sabemos que leite é o alimento fundamental para filhotes de mamíferos - a gestação e o parto produzem o milagre de instalar em tetas, mamas e seios uma fabriquinha de nutrientes líquidos para o novo ser. Já se disse que leite é o sangue da mãe, embranquecido, que sai pelos bicos.

Também sabemos que as crianças produzem até a segunda dentição uma enzima chamada lactase que serve exclusivamente para lidar com a lactose do leite. Depois disso o pâncreas desativa a produção da enzima, e isso quer dizer que não conseguimos mais digerir o leite direito. Mas, com sete anos de idade, não é de supor que ainda estaríamos mamando no seio materno. Os dentes, afinal, estão ali querendo mastigar sólidos.

O ser humano adulto começou a usar o leite dos animais para sobreviver e descobriu que, ao azedar, ele ficava mais fácil de digerir e até de conservar. Foi assim que surgiram iogurte, coalhada, kefir e todos os muitos queijos. A diferença entre uns e outros está em que alguns, como o iogurte com lactobacilos vivos, a coalhada de leite cru e o kefir, recompõem a flora intestinal, enquanto outros (a maioria dos leites gelificados, iogurtes e queijos industriais) só serve mesmo para aumentar o muco e prender o intestino.

A culinarista Pat Feldman, de SP, publicou em seu blog um ótimo artigo: O que é kefir? Ele pode ser feito com leite e com água e é adorável o modo como se propaga, as sementes passando de mão em mão, cada um cultivando na intimidade da casa um suplemento de valor inestimável para a saúde dos intestinos, portanto do resto todo. Bom kefir, galera! Valeu, Pat!