terça-feira, 15 de abril de 2014

Para branquear os dentes? Cúrcuma!



Estava eu aqui posta em sossego atualizando meus livrinhos quando a Ninesh mandou um comentário a um post sobre cúrcuma - http://www.soniahirsch.com/2009/04/curcuma-ou-acafrao-da-terra-todo-dia.html - falando sobre escovar com ela os dentes. Como a cúrcuma é boa para tudo, inclusive proteger a madeira contra cupins, acreditei e tratei de experimentar.

Gente, a boca fica maravilhosamente limpa, os dentes absurdamente brancos. E a escova, claro, para sempre amarela.

Basta molhar a escova em água e encostá-la no pó que ela vem carregadinha. Não faz espuma.

Cuidado só com o pijama: os respingos mancham. Mas se acontecer, é só tingi-lo com a própria…

Valeu, Ninesh!

E para comprar direto da cooperativa de produtores de açafrão (cúrcuma) de Mara Rosa, acesse http://cooperacafrao.blogspot.com.br .

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Alô alô, Santa Catarina e Paraná: Curso de dietoterapia chinesa e brasileira de 23 a 25 de maio em Joinville


Próxima atração: Dengue transgênica?

“Na última quinta o governo liberou o uso comercial de mosquistos Aedes aegypti transgênicos. Em nenhum outro país do mundo esses organismos estão sendo usados em escala comercial. Alguns estudos foram feitos no Panamá e Ilhas Cayman, além de duas experiências na periferia de Juazeiro, na Bahia.

As conclusões desses testes na Bahia não foram apresentadas à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio e, portanto, não constam do pedido de liberação comercial que foi aprovado na última sessão do órgão. Ainda assim, os dados disponíveis falam apenas na redução da população de mosquitos da dengue, sem contudo informar se houve ou não queda da incidência da doença nas áreas avaliadas, que seria a grande promessa da tecnologia.”

Leia mais sobre esse modo absurdo de produzir riscos biológicos desnecessários em
http://aspta.org.br/campanha/670-2/ .

domingo, 13 de abril de 2014

Comer bem, comer mal + Maionese de inhame


“Ho ho ho”, ri o falso Papai Noel esfregando o barrigão depois de devorar a ceia, “Comi bem!” E a jovem, após singela saladinha de alface, recusando outros pratos: “Obrigada, comi bem”. A enfermeira, sobre o paciente que parece estar um pouco melhor: “Está comendo bem...” E o casal que acaba de gastar uma pequena fortuna num jantar de alta gastronomia: “Ah, comemos muito bem!”.

Como se vê, cada um come bem de um jeito. Mas afinal, o que é mesmo comer bem?

Com certeza, não é comer muito. A gula sempre foi e continua sendo um pecado capital. Mesmo que o conceito de pecado seja um pouco elástico hoje em dia, pode-se dizer que a pessoa empanturrada peca contra si mesma, contra o delicado equilíbrio do corpo que sente, pensa, fala, age. A digestão sequestra toda a energia disponível e é por isso que muitas vezes põe os glutões para dormir o sono pesado da comilança.

Comer pouco também não é comer bem. Pouco já diz que é pouco. Se for uma estratégia para reduzir o tamanho do estômago sem cirurgia, vale a pena – mas aí o que se recomenda é fazer várias pequenas refeições por dia, todas bem nutritivas, para não gerar carências.

Porque também não come bem quem come qualquer coisa. Se há algo que faz diferença na alimentação, hoje, é a qualidade. O mundo alimentar foi dividido em dois: comida de verdade de um lado e produtos alimentícios de outro. O Brasil já está em plena “transição nutricional”, dizem os cientistas políticos. Nosso consumo de feijão caiu 25% enquanto o de refrigerantes e guloseimas subiu 40%. Com maior poder aquisitivo, estamos optando por pseudocomida industrializada. Ou seja, comendo mal, o que acaba levando a doenças crônicas e distúrbios recorrentes que estragam a vida de qualquer
um.

Por outro lado, mercados e feiras continuam aí. Há cada vez mais barracas de vegetais orgânicos, frutas do sítio, frangos e ovos caipiras, pães de farinha integral e todo tipo de alimento de verdade para fazer uma boa comida tradicional. Até mesmo vegetais e frutas produzidos com agrotóxicos, em cujo uso o Brasil é campeão, ajudam a desintoxicar - não só dos pesticidas que carregam, mas de toxinas do ar, da água, do estresse.

Folhas verde-escuras, como couve, mostarda, brócolis, chicória, rúcula e tantas outras: comê-las todo dia é um seguro de saúde concreto. Vegetais coloridos e variados – abóbora, cenoura, beterraba, rabanete, pepino, nabo, quiabo e tantos outros, se possível da estação e produzidos nas redondezas, são o que garante de fato a presença de vitaminas e sais minerais no sangue. Seja com arroz e feijão, seja com carnes, peixe ou aves, os vegetais é que fazem a diferença. E o custo de uma sacola cheia de vegetais divertidos pode ser bem menor que o de um queijo, por exemplo, que alimenta menos e
costuma levar a tantas reações alérgicas.

Esse é outro ponto importante: o que cada um pode ou não pode, deve ou não deve comer. Conhecer-se é fundamental para ter bem-estar. O corpo reclama quando insatisfeito - rinite, dor de cabeça, intestino preso ou solto, muitos gases, dificuldade de pensar com clareza. Em vez de tomar logo um comprimido, faz bem quem pensa sobre que comeu na véspera. Comida também dá ressaca.

Quantidade, qualidade e autoconhecimento são três critérios confiáveis para comer melhor. O que não significa comer com rigidez. Como diz a médica norteamericana Christiane Northrup, “Não existe dieta perfeita; mesmo que você a encontre, o desejo de variar vai produzir mudanças, e isto é saudável”.

Maionese de inhame da Myriam, minha irmã
para temperar saladas e vegetais ou passar na torradinha

Rendimento: 1 litro

300 gramas de inhames cozidos, sem casca
1 xícara/chá de azeite
1 1/2 xícara de água
1 colher/sopa de mostarda
1/2 cebola média picada
1 ou 2 dentes de alho
1/2 limão grande espremido
salsa e cebolinha picadas
sal e pimenta-do-reino a gosto
1/2 colher/café de açúcar ou mel

Bater tudo no liquidificador até obter um creme homogêneo. 
Guardar na geladeira, em vidro grande, e ir tirando aos poucos.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Dieta radical da candidíase: Farinhas de coco e banana verde da Poly

Extraído dos comentários em http://www.soniahirsch.com/2010/07/candidiase-gourmet-sugestao-de-cardapio.html 

Poly:

Estou fazendo a dieta, sofri bastante os primeiros dias, só pensava em comida, de tanta fome! Mas os resultados são animadores, corrimento de uma vida INTEIRA desapareceu!!! Com apenas uma semana.

Descobri a farinha de banana verde e a de coco, fiz as duas em casa. Posso usá-las na dieta radical? Gostaria de preparar panqueca pela manhã como desjejum.

Sonia:

Poly, experimente e observe. Depois conte pra nós como foi.

A farinha de coco eu experimentei e achei simplesmente o máximo. Você fez em casa como? E a farinha de banana-verde?

Poly:

Pra fazer a farinha de banana verde comprei uma penca bem verdinha, descasquei e cortei em rodelas, espalhei na forma e levei ao forno com fogo baixo. Aí é só ir observando, quando as rodelas estiverem bem sequinhas, quase quebrando na mão você tira, espera esfriar e depois coloca no processador ou liquidificador até formar a farinha.

No meu caso bati no liquidificador mesmo, e fui peneirando aos poucos.

Não tem gosto de quase nada, e realmente prolonga a sensação de saciedade.

A farinha de coco eu fiz com o coco maduro, ralei toda a polpa e depois deixei de molho por uns 15 min em água quente, li que ajuda a eliminar um pouco do excesso de gordura. Depois bati tudo no liquidificador e coei com um pano de prato limpo. 

O liquido que sobra é praticamente um leite de coco caseiro. O coco ralado que fica no pano de prato eu coloquei numa forma e levei ao forno até secar. Depois é só levar ao processador ou liquidificador e formar a farinha. 

Quando levar esse coco ralado ao forno tem que observar bem para não queimar, porque ele seca muito rápido,a farinha fica num tom amareladinho mesmo. Peguei as receitas de como fazer essas farinhas na internet, achei melhor fazer em casa do que comprar pronto.

Espero ter ajudado.

Abraços 

Sonia:

Ajudou muito, Poly! Peço sua licença para compartilhar aqui :-)

PS - E a receita da panqueca?


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Maconha liberada pelo juiz! E já que estamos falando de drogas recreativas...


Deu no Globo de hoje, página 8: o juiz Frederico Maciel, de Brasília, absolveu um rapaz que foi preso por tentar levar 46 gramas de maconha para um amigo dentro do presídio, considerando incoerente que álcool e tabaco sejam permitidos e vendidos, enquanto a maconha, “um entropecente recreativo”, é proibida. Considera ilegal a portaria da Anvisa que coloca o THC entre substâncias sujeitas a controle especial, devido ao baixo poder nocivo.

Já que outras figuras de proa do mundo, como Fernando Henrique Cardoso, Pepe Mujica e até Obama estão de acordo, passemos ao parágrafo seguinte: 

A LARICA.

O problema mais comum derivado do consumo de maconha passa longe, muito longe, da visão oficial sobre o assunto: é a famosa e imprevisível larica.

Trata-se de uma fome inacreditável, compulsiva, obsessiva, que quando ataca não deixa a vítima pensar em outra coisa. E aí, o que estiver mais à mão é devorado gulosamente sem a menor vergonha, inclusive pizza gelada e coca-cola choca. Cresce o desejo por coisas doces, e depois, é claro, vem o famoso bode: moleza, preguiça, sono, deixa pra lá...

Mas não é só quem fuma baseado que pode ter larica. A larica é livre, popular, não respeita sexo, cor, religião, partido ou time. Você tem ou não tem, e isso depende da forma como cada organismo trata o açúcar. Uns anseiam por ele, outros nem ligam. Há quem beba álcool: nesse caso é uma larica etílica.

Maconha dá larica porque faz baixar por algum tempo o nível de glicose no sangue, com efeitos especiais no cérebro, cujo principal combustível é glicose. O jejum de glicose pode dar barato, mas também pode provocar um ataque de hipoglicemia, com suor, palpitações e tremedeira, e aí o único jeito é proporcionar ao dependente uma dose rápida de açúcar. Por outro lado, glicose demais no sangue faz o cérebro ficar saturado, lerdo, pesadão; deprime, emburrece, narcotiza.

Como se vê, açúcar é uma droga poderosa. Tão poderosa que é difícílimo tirá-la de onde está, profundamente arraigada nos nossos hábitos diários de consumo, rainha dos lares, escolas e hospitais. Deveria ser proibida para menores.

Diga não ao açúcar!

Do livro Sem açúcar, com +afeto, 
cuja 15a tiragem está no prelo,
em edição atualizada,

com capa nova de Cesar Lobo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Flúor: boas e más notícias

A boa é que essa plantinha indiana, o manjericão santo (Ocimum tenuiflorum), consegue neutralizar grande parte do flúor na água. A má é que ele continua sendo adicionado à nossa água potável, sem necessidade, porque os governos são, como direi… calma, Sonia… como direi…

http://noticias-alternativas.blogspot.com.br/2013/04/manjericao-santo-remove-fluor-da-agua-e.html

Grata a Unknown, que postou esse comentário aqui no blog.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Papo de verão: O quente, o frio, o morno e o fresco


ilustração de Celina Gusmão no livro 
Meditando na cozinha, de onde saiu esta crônica

Valha-nos Deus, que calor. Quarenta
graus à sombra e o ar-condicionado pifou.
Ventilador, só se for para fazer vento
quente. E suor seco. Do chuveiro
a água sai morna. O chão de ladrilho
também está morno, mas quase fresco:
deitar ali e ficar sem pensar nada. Jazer.
Aqui jaz uma pessoa morta de calor.

Também, quem mandou comer? Devia ter ficado
em jejum. Pão e água. Não, pão esquenta. Só água.
Zero calorias! Viver de água e chi, o sopro vital.
Mergulhar no vazio feito um monge zen, respirar bem
devagar e ir reduzindo a frequência dos batimentos
cardíacos. A circulação de sangue mais lenta faz o corpo
funcionar menos e isso o desaquece. A pele, suada e fresca,
passa a refrescar também o interior do corpo.

Ah, frescor! Distante. Meio-dia, panela no fogo, barriga
vazia, cadê a vontade de comer? Só se for salada. Mmm,
maravilhosa salada, cheia de alfaces várias, raditi, chicória,
rúcula, agrião, catalona, tudo misturado numa festa com
cenoura, beterraba, rabanete, fatias de manga, laranja e
mais pepino e cebolinha, que não podem faltar no calor.

O pepino é um sucesso. Fácil de preparar, refresca logo o
estômago e os pulmões, o que melhora muito as condições
da pele; facilita a circulação de líquidos no corpo, acelera a
formação de urina, acaba com os inchaços dolorosos e
quentes da garganta. Velho, amarelado, fervido em sopa,
alivia a tosse seca do outono. Aplicado externamente, suco
de pepino fresco faz secar espinhas e trata queimaduras.
É o príncipe do verão, digamos. Com ou sem casca,
conforme o estômago do freguês.

Já a cebolinha verde é um curinga – regula
a temperatura interna, impedindo tanto o excesso
de calor quanto o de frio, e combina demais com tudo –
sanduíche, macarrão, salada, carnes, sopa... Também fica
maravilhosa quando é aferventada em pouca água durante
três a cinco minutos; escorra, ponha na tábua de vegetais,
espere esfriar um pouquinho, esprema para tirar o resto
da água e corte na diagonal em pedaços de 3 cm.
Tempere com uns pingos de molho de soja, nada mais.
Um maço dá para duas pessoas. Acompanha bem qualquer
macarrão, fica divina entre duas fatias de pão integral,
completa cogumelos de todos os tipos. E ainda faz hora
extra salvando crianças e adultos que engolem coisas
pontudas e perfurantes como cacos de vidro, chaves,
brincos: basta aferventar a cebolinha e ir engolindo inteira,
sem cortar, que ela se enrola em torno do objeto e o conduz
assim protegido até a saída.

Algas marinhas, aveia, banana, beldroega, beringela, nabo,
broto de bambu, cana-de-açúcar, caqui, caranguejo, coelho,
pato, clara de ovo, espinafre, limão, laranja, tangerina,
maçã, manga, melancia, melão, ovo de pata, painço,
papaia, pera, tofu, tomate, trigo, alimentos frescos
e mornos, crus ou ligeiramente cozidos: tudo isso
reduz o calor.

Abóbora, açúcar, alho, alho-poró, anchova, truta, canela,
cravo, carneiro, codorna, cebola, cenoura, frango, leite de
coco, malte, mexilhão, pêssego, rim, alimentos e bebidas
quentes e gelados, doces, sorvetes, refrigerantes, chocolate,
café, cerveja, frituras, coisas de forno ou feitas na pressão:
tudo isso aumenta o calor.

A sabedoria oriental diz que não se trata
o quente com o frio, mas com o fresco; não se
trata o frio com o quente, mas com o morno.
Nós, que não sabemos nada disso, bebemos gelados no
verão e morremos de calor – porque o corpo tem que
continuar quentinho por dentro para poder funcionar,
e trata de acelerar as turbinas para aquecer o gélido
conteúdo. Coisas da natureza, contrariando a tecnologia,
a propaganda, os impulsos de consumo, a tola
e superficial felicidade do século 21.


Mas, com tanto calor, pensar quem há de?

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Alô alô, Belo Horizonte: Questões de saúde atuais e soluções milenares da dietética chinesa

CURSO DE DIETOTERAPIA
CHINESA E BRASILEIRA

Alimentação Correta para Prevenção
e Tratamento de Doenças

Com Sonia Hirsch e Prof. Fernando Braga

PROGRAMAÇÃO (DIA 30 DE NOVEMBRO DE 2013):
SÁBADO PELA MANHÃ (COM SONIA HIRSCH):
1.         DEIXA SAIR: Desintoxicar na primavera. A primavera na cosmologia chinesa. Sintomas de intoxicação em vários níveis. Limpeza intestinal diária como seguro de saúde;

2.         A DIETA DO DR. BARCELLOS CONTRA O CÂNCER E TODAS AS ALERGIAS: Desinflamatória, desintoxicante, emagrecedora, antialérgica: a poderosa dieta que ajuda a recuperar a saúde naturalmente, suprimindo proteínas que alimentam tumores.
SÁBADO À TARDE (COM O PROF. FERNANDO BRAGA):
3.         O PRINCÍPIO TÉRMICO DE YIN E YANG NA ALIMENTAÇÃO: A influência dos alimentos quentes e frios na saúde das pessoas; conquiste vitalidade e nutrição praticando o Princípio Térmico de Yin e Yang na Culinária;

4.         A ALIMENTAÇÃO PELAS ESTAÇÕES: Coma em sintonia com a estação e mantenha-se magro e saudável; alimentos para os 18 dias de instabilidade (como se alimentar nas trocas de estações para não contrair doenças); os alimentos mais recomendados para cada estação do ano; alimentos para potencializar o metabolismo no inverno; alimentos para equilibrar a febre interna no verão;

5.         A INFLUÊNCIA DOS TEMPEROS NA DIETÉTICA CHINESA: Aprenda a usar os diferentes temperos a seu favor e otimize o funcionamento do sistema imunológico, digestivo e intestinal;

PROGRAMAÇÃO (DIA 01 DE DEZEMBRO DE 2013):
DOMINGO PELA MANHÃ (COM SONIA HIRSCH):
6.         CANDIDÍASE CRÔNICA: Epidemia oculta, pré-câncer, que se trata comendo bem. Ela está por trás de uma série de doenças crônicas, degenerativas e incapacitantes. A origem geralmente é digestiva e medicamentosa, por antibióticos que abrem caminho para fungos e toxinas. Os sintomas femininos aparecem mais, embora a candidíase afete igualmente os homens. A dieta específica para cada um;

7.         OUTROS PARASITAS LIGADOS A DESCONFORTOS, DISTÚRBIOS E DOENÇAS: Bichos que dão em gente podem ser vermes, protozoários, fungos e bactérias, de vários tipos e tamanhos, todos hábeis no disfarce, todos produzindo sintomas aqui e ali e intoxicando devagar o hospedeiro, minando suas forças e levando a doenças físicas, mentais e morais.

DOMINGO À TARDE (COM O PROF. FERNANDO BRAGA):
8.         DOENÇAS AUTO-IMUNES E ALIMENTAÇÃO: O tratamento deve começar em casa, resgatando alimentos esquecidos e acrescentando outros. Introduzir a alimentação correta pode mudar a vida das pessoas;

9.         INTOLERÂNCIA À LACTOSE E AO GLÚTEN: Estratégias alimentares que podem mudar esta realidade;

10.       PROPULSORES METABÓLICOS: As técnicas chinesas para aumentar a digestão e a absorção dos alimentos. 

PROGRAMAÇÃO (DIA 26 DE JANEIRO DE 2014):
SÁBADO O DIA TODO (COM O PROF. FERNANDO BRAGA):
11.        ALIMENTOS (COM DOSAGENS CORRETAS E FORMAS DE INDICAÇÃO) PARA TRATAMENTO DOS PRINCIPAIS PADRÕES DE DESARMONIA:

FÍGADO: Alimentos para Dominar O Yang, Alimentos Circuladores do Qi, Alimentos Supressores do Vento, Alimentos para a Deficiência de Sangue;
CORAÇÃO: Alimentos para Mover o Sangue do Coração, Alimentos para Tonificar o Yang do Coração;

PULMÃO: Alimentos para Aumentar o Qi do Pulmão, Alimentos Redutores do Muco, Alimentos Repositores do Yin do Pulmão com Influência Sobre a Pele;

BAÇO-PÂNCREAS: Alimentos para Tonificar o Yang do Baço-Pâncreas, Alimentos para reforçar os Vasos Sanguíneos, Alimentos para os Músculos;

RINS: Alimentos para Tonificar o Yang dos Rins e Promover Longevidade (Tônicos da Essência), Alimentos para Reposição do Yin dos Rins.

OBS.: Serão Ensinadas Diversas Fórmulas (Misturas) à Base de Alimentos (com dosagens específicas) Amplamente Utilizadas pelo Professor Fernando Braga com Excelentes Resultados.

PROGRAMAÇÃO (DIA 27 DE JANEIRO DE 2014):
DOMINGO O DIA TODO (COM O PROF. FERNANDO BRAGA):
12.    ALIMENTOS CHAVES PARA: Prevenção e Tratamento de Insônia; Prevenção e Tratamento da TPM; Prevenção e Tratamento da Fraqueza Digestiva;

13.  ALIMENTOS IMPORTANTES PARA CRIANÇAS: Estratégias alimentares para crianças com pouco ou muito apetite e dificuldades em ganhar ou perder peso; a hiperatividade infantil pela ótica da dietoterapia chinesa;

14.    ALIMENTOS IMPORTANTES PARA GESTANTES: O que não pode faltar na alimentação das gestantes;

15.    ALIMENTOS IMPORTANTES PARA IDOSOS: Estratégias Alimentares para o Aumento da Imunidade, Preservação Óssea e preservação da memória.

16.    ALIMENTOS IMPORTANTES PARA COMBATER O ENVELHECIMENTO: Como usá-los no decorrer das estações do ano;

17.    ALIMENTOS CONTRA DOENÇAS DEGENERATIVAS: Estratégias de tratamento à partir da sua própria casa;

18.    LIMITES PARA TRATAR DOENÇAS COM ALIMENTOS: Até onde devemos nos cuidar com a alimentação e quando buscar tratamentos de um profissional de saúde.

PÚBLICO-ALVO:
Profissionais de saúde e pessoas interessadas em se aprofundar
nos conhecimentos da Medicina Tradicional Chinesa.
INVESTIMENTO:
R$ 530,00 pelos 2 finais de semana, com parcelamento em até 8 vezes pelo PagSeguro, no ato da inscrição.
Inscrições e pagamento: 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Síndrome de Gu: As parasitoses crônicas e seus efeitos físicos e mentais, na visão da Medicina Clássica Chinesa


Eu nunca tinha ouvido falar em Síndrome de Gu, e bem que achava estranho os acupunturistas saberem tão pouco sobre parasitoses crônicas. Foi quando recebi estas preciosidades: http://medicinachinesaclassica.org/blog/wp-content/uploads/artigos/2011GuPARTEI.pdf  , parte 2 em http://medicinachinesaclassica.org/blog/wp-content/uploads/artigos/2012PSEM4.pdf .

São dois artigos do estudioso Heiner Fruehauf, muito bem traduzidos em português, que qualquer pessoa que se interesse por saúde precisa ler. Não precisa entender tudo, por exemplo os conceitos culturais e as ervas. Mas precisa tomar conhecimento do potencial de dano físico e mental que as parasitoses crônicas causam, e perceber como isso está acelerado neste momento.

Os textos mais antigos da Medicina Clássica Chinesa expõem a complexidade do problema e indicam estratégias.

Olho vivo.

Mais sobre bichos que dão em gente: http://correcotia.com/vermes

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O caldeirão da Sonia Hirsch: Remédio bom é amar e ser amado



De: Dex Generada
Para: Deixa Sair

Ouvir: http://tunapunkrock.bandcamp.com/track/o-caldeirao-da-sonia-hirsch

O caldeirão da Sonia Hirsch

Na vida quase tudo tem remédio
Se a gente entende bem o que é isso
O que nos debilita ou vicia
Nos mata ou nos leva ao suicídio
A febre a fossa a polícia o tédio
O dinheiro e a própria medicina
Que nos fazem querer o precipício
A cura: expurgo e profilaxia

Tristeza e tosse com gengibre e prazer
Pra voz clara maçãs, e boa autoestima
Agrião e extravasar pra limpar o fígado
Pro coração: cachos de uvas e amigos

Asfalto, calçamento: todos cimentados
Endurecendo o chão e a gente
Pavimentando câncer e estresse
Remédio é picareta e semente.
fast food, prato congelado
Alimentam indústria e colesterol
Anticapitalismo e mastigar sem pressa
Comida fresca, molotov e sol

Mingau de arroz limpa o medo e as toxinas
Lágrimas e arruda pra lavar a alma e os olhos
Objetivos próprios, DIY e água fresca
Correr e depois pôr os pés de molhos

Se o que não se exercita atrofia
Nadar contra a corrente é liberdade
Viver temperatura e temperamento
Sem cérebro ou ar condicionados
Suar! Mexer! Com outra pele em contato
Abraço molhado! Externando o calor que ar de dentro

Remédio é evitar ficar doente
Produzir coisas que têm significado
Manter limpos o corpo e a mente
Remédio bom é amar e ser amado

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Viomundo: Indústria farmacêutica expande diagnósticos e inventa novas doenças

Ela é médica e professora, chama-se Adriane Fugh-Berman e expôs ao Viomundo (mais uma dica preciosa da Susana Ayres) os laços pra lá de viciados entre a indústria farmacêutica e os diagnósticos médicos:

– Existe um número muito maior de pessoas saudáveis do que de pessoas doentes no mundo e é importante, para a indústria farmacêutica, fazer com que as pessoas que são totalmente saudáveis pensem que são doentes. Existem muitas maneiras de se fazer isso. Uma delas é mudar o padrão do que se caracteriza como doença. Outra é criar novas doenças.

Vale a pena ler a íntegra em http://www.viomundo.com.br/denuncias/adriane-fugh-berman-industria-farmaceutica-expande-diagnosticos-e-inventa-novas-doencas-para-vender-remedios.html .

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ritalina: Exterminando o futuro?

Do Portal da Unicamp:
"Para uns, ela é uma droga perversa. Para outros, a 'tábua de salvação'. Trata-se da ritalina, o metilfenidato, da família das anfetaminas, prescrita para adultos e crianças portadores de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Teria o objetivo de melhorar a concentração, diminuir o cansaço e acumular mais informação em menos tempo. Esse fármaco desapareceu das prateleiras brasileiras há poucos meses (e já começou a voltar), trazendo instabilidade principalmente aos pais, pela incerteza do consumo pelos filhos. Ocorre que essa droga pode trazer dependência química, pois tem o mesmo mecanismo de ação da cocaína, sendo classificada pela Drug Enforcement Administration como um narcótico. No caso de consumo pela criança, que tem seu organismo ainda em fase de formação, a ritalina vem sendo indicada de maneira indiscriminada, sem o devido rigor no diagnóstico. Tanto que, no momento, o país se desponta na segunda posição mundial de consumo da droga, figurando apenas atrás dos Estados Unidos. Como acontece com boa parte dos medicamentos da família das anfetaminas, a ritalina 'chafurda' a ilegalidade, com jovens procurando a euforia química e o emagrecimento sem dispor de receita médica. Fala-se muito que, se não fizer o tratamento com a ritalina, o paciente se tornará um delinquente. "Mas nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona", critica a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro. Mais vale a orientação familiar”, encoraja a pediatra, que concedeu entrevista, a seguir, ao Portal Unicamp."
Leia a entrevista completa da dra Cida Moysés no Portal da Unicamp.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Comer bem: Queijetarianos

Adoro Jamie Oliver e seu estilo bagunceiro de cozinhar, cheio de uma energia alegre e inteligente de quem se dá todo ao que está fazendo, mas sabe que a vida não começa nem acaba ali. Gosto de como ele valoriza os vegetais frescos da horta, ensinando tudo o que pode enquanto colhe e prepara, e acho admirável seu empenho em passar ao público o amor pelas ervas, dizendo coisas como: "O melhor que você tem a fazer é comer muitas folhinhas verdes, elas estão cheias de nutrientes e dão sabor a tudo". É um cozinheiro rude e delicado, meio porquinho, que às vezes tempera demais, mas tão carismático que tem uma legião de fãs no mundo inteiro.

Hoje me fez companhia durante minha meia hora diária de pedaladas no elíptico. Ia cozinhar para sua banda, que é vegetariana, então resolveu fazer canelone, aquela panquequinha de massa de macarrão. Refogou cebola picadinha, alho, espinafre (diferente do nosso), temperou com sal, pimenta, noz-moscada e colocou a mistura no meio dos retângulos de massa comprada pronta. Aí apresentou ao público inglês a nossa conhecida ricota, que esfarelou por cima do recheio. Mais sal e pimenta, e então uma dose generosa de queijo parmezon ralado. Enrolou os canelones, colocando-os sobre um molho de tomates batidos no processador com manjericão, sal e pimenta, cobriu tudo com mozzarella de búfala (a autêntica) e antes de levar ao forno deitou por cima mais uma grossa camada de parmezon ralado, explicando que, como não há carne para dar sabor, o queijo faz esse serviço. Aí foi para a sobremesa: morangos enfiados em espetos de alecrim, caramelizados, para servir com creme... de quê? De outro queijo, mascarpone, batido com açúcar.

É como se houvesse uma frustração do paladar vegetariano a ser compensada por esse elemento lúdico, cremoso ou puxa-puxa, às vezes doce, às vezes salgado e picante., que evoca o seio materno.

Tudo bem se fosse o queijo um alimento inocente como as abobrinhas e as folhinhas verdes, mas não é. Sua digestão pode ser lenta e incompleta, gerando mais muco no estômago do que os ácidos são capazes de dissolver. Enquanto se está comendo queijo no dia a dia ele se acumula, formando eventualmente uma camada grossa de muco no tubo digestivo; esse muco sobe para a garganta, o nariz, os sínus - olha aí a raiz da gripe, da sinusite, do catarro que se tem que tossir para soltar das mucosas. E que alimenta os micróbios e parasitas mais diversos, com um admirável poder de complicar a vida do freguês.

Grande parte da humanidade é intolerante à lactose, que é o açúcar do leite, e também à sua proteína, que é onde a coisa pega mais. Proteínas são combinações de aminoácidos destinadas a formar tecidos. Conforme o tecido muda a combinação. Assim, a proteína que faz o cabelo é diferente da proteína que faz a pele. Quando a gente come alimentos que têm proteína, o fígado a decompõe em aminoácidos e estes circulam pelo sangue para serem colhidos conforme a necessidade de cada setor do organismo. Quando se consome leite de vaca, existe ali uma combinação de aminoácidos própria para construir e renovar tecidos de um animal quadrúpede que tem chifre, pelo, rabo e não frequenta blogs: muge e pasta. É uma combinação geralmente inadequada para seres humanos. A comparação química entre o leite humano e o leite de vaca mostra claramente como nossas necessidades são diferentes.

Queijos são leite de vaca concentrado. Usam-se 15 a 20 litros de leite para produzir um queijo minas de tamanho médio.

Os queijos surgem na cultura humana como elemento de subsistência, uma forma de aproveitar a sobra do leite de vacas, cabras, ovelhas, búfalas, jumentas, iaques e semelhantes. Fáceis de guardar e transportar, versáteis na forma de preparo, variando conforme as regiões e as estações do ano, os queijos sem dúvida têm sido uma ajuda e tanto para a humanidade. Fornecem proteína, gordura, umidade em tempos de seca; gratificam.

Mas esses mesmos queijos acabam sendo usados de uma forma distorcida quando fora da tradição que lhes dá significado. O próprio Jamie Oliver, cozinhando para um chef italiano em outro episódio, é censurado por colocar queijo demais no macarrão. Até os macrobióticos aprovam queijo ralado nessa circunstância, para haver algo que fermente e facilite a digestão da massa, mas tem que ser pouco - para não sobrar e virar muco.

Fora isso, ainda há um lado negro nessa questão: os hormônios e antibióticos dados ao gado leiteiro têm efeitos negativos sobre a nossa vida hormonal. Já há mais de 12 anos que o leite dos Estados Unidos é produzido com hormônios recombinantes, que vêm a ser o seguinte: fatores de crescimento são introduzidos no DNA de bactérias que se multiplicam no rúmen das vacas. Rúmen é o saco digestivo onde primeiro chegam o capim, a cana e a ração, para serem pré-digeridos por bactérias e enzimas. Só depois de completo esse processo é que as vacas (e os outros ruminantes) regurgitam aquela pasta e a engolem de vez para o estômago. Quando elas recebem bactérias geneticamente modificadas (GMO ou OGM, sendo "o" de organismo), passam a produzir a bagatela de 68 litros de leite por dia. Essa referência é antiga, de 1998. O FDA (instituição oficial de controle de drogas e alimentos dos Estados Unidos) aprovou e a coisa cresceu e se multiplicou desde então. A galera natureba, adepta dos orgânicos, já fez muito escândalo. Mas neste mundo capitalista o escândalo é visto com carinho pelos tubarões, pois permite identificar os grupos "subversivos" e, de certa forma, controlá-los.

A segunda  maior audiência deste blog é para um tema que envolve um grave problema de saúde pública, a candidíase. Diariamente chegam comentários desesperados, especialmente de mulheres que estão sofrendo, já fizeram vários tratamentos médicos, não conseguem transar porque dói e arde, o corrimento coça. Um dos grandes culpados dessa situação é o açúcar, ou o excesso de carboidratos, mesmo integrais. Outro: leite e derivados, especialmente queijo.

Como o Brasil não tem tradição alguma nessa produção - nem tinha vacas quando foi descoberto - é comum os queijos locais serem de má qualidade. Alguns nem são queijo de verdade, como o requeijão e o tal do padrão. Alô alô: queijos bons, naturais, daqueles que se pode comer depois da sobremesa para ajudar a digestão, são como os bons vinhos: caros. Aqui e no resto do mundo.

Te cuida, Jamie Oliver. Tô de olho. Um beijo.
............................... 
do livro Paixão emagrece amor engorda
postado também em 1/3/2010

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Cultura mineira: Defendendo o verdadeiro queijo Minas

Bem que eu já tinha percebido que há queijos e queijos. Com meu talento natural para ficar entupida, encatarrada y otras cositas más quando como queijo, os "curados" me pareciam diferentes, amigáveis quando não inofensivos, e infinitamente mais saborosos do que os queijos comuns.

Mas nem sempre. Algo me escapava entre a origem e os efeitos. Precisei ir a Belo Horizonte dar um curso, meses atrás, para me iniciar na verdadeira questão: as regiões altas de Minas Gerais ainda produzem queijo com leite cru, não pasteurizado, que ao passar algumas semanas maturando fica livre de qualquer micróbio nocivo e por isso se chama curado. "Curado de quê?", pergunta o diretor Helvécio Ratton. "Das doencinhas do queijo", responde o produtor mineiro.

Esse diálogo acontece no filme O mineiro e o queijo , documentário sobre a vida e o trabalho de quem mantém a tradição queijeira há cinco ou seis gerações, desde que os portugueses da Serra da Estrela trouxeram para a região a sua própria cultura. Foi o início do queijo "minas", famoso no mundo. Só que em 1950, tomado por uma febre higienista importada dos Estados Unidos, o governo brasileiro decretou que todo leite teria que ser pasteurizado antes de virar alimento. Desculpa: para combater brucelose, tuberculose e qualquer outra infecção que a teta da vaca pudesse transmitir. Assim se poderia consumir o queijo fresco, sem esperar pela cura.

A cura não acontece quando o leite do queijo é pasteurizado. Cru, ele contém enzimas e lactobacilos que com o passar dos dias trabalham as proteínas e o açúcar do leite tornando-o mais fácil de digerir. Como os bons queijos franceses e italianos, pode ser oferecido até como auxiliar da digestão depois de almoços e jantares. É a combinação de microorganismos do leite e do ar local que faz o serviço. Se o leite for pasteurizado, porém, terá apenas bactérias mortas; ele coalha, sim, e solta o soro, sim, mas é mera massa proteica coagulada, com baixo índice de acidez e alta propensão a ser indigesto.

Queijos curados verdadeiros passaram a ser vendidos por baixo do balcão. Com medo da vigilância sanitária, o comerciante começava respondendo que não tinha. Depois de conhecer o freguês, aí sim o queijo, já de casca grossa, amarelada, finalmente aparecia.

Serra da Canastra, Serro e Alto Paranaíba são as regiões de excelência comprovada para essa produção. O processo é praticamente o mesmo, mas os queijos saem diferentes em sabor e consistência. Hoje se chamam "queijos artesanais de Minas" e fazem parte do patrimônio cultural imaterial brasileiro. Não confundir com os "tipo minas" e "minas padrão" com que as multinacionais dos laticínios nos enganam. Os bons ainda são, infelizmente, para os poucos que podem ir a Minas comprar.

domingo, 21 de julho de 2013

"DEIXA SAIR" EM BH: 17 E 18 DE AGOSTO 2013

DEIXA SAIR COM SONIA HIRSCH
BELO HORIZONTE ~ 17 E 18 AGOSTO 2013
(SÁBADO E DOMINGO) DAS 9:30 ÀS 13H

CENTRO LOYOLA ~ CIDADE JARDIM
inscrições: Priscila (31) 9742-8080

:::::::::::

SÁBADO
1. Deixa sair

Desintoxicar na primavera. A primavera na cosmologia chinesa. Sintomas de intoxicação em vários níveis. Limpeza intestinal diária como seguro de saúde.

2. A dieta do dr Barcellos contra o câncer e todas as alergias
Desinflamatória, desintoxicante, emagrecedora, antialérgica: a poderosa dieta que ajuda a recuperar a saúde naturalmente, suprimindo proteínas que alimentam tumores.

DOMINGO
3. Candidíase crônica: epidemia oculta, pré-câncer, que se trata comendo bem

Ela está por trás de uma série de doenças crônicas, degenerativas e incapacitantes . A origem geralmente é digestiva e medicamentosa, por antibióticos que abrem caminho para fungos e toxinas. Os sintomas femininos aparecem mais, embora a candidíase afete igualmente os homens. A dieta específica para cada um.

4. Outros parasitas ligados a desconfortos, distúrbios e doenças
Bichos que dão em gente podem ser vermes, protozoários, fungos e bactérias, de vários tipos e tamanhos, todos hábeis no disfarce, todos produzindo sintomas aqui e ali e intoxicando devagar o hospedeiro, minando suas forças e levando a doenças físicas, mentais e morais.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Em Campinas: ALIMENTAÇÃO, CANDIDÍASE, PARASITOSES E CÂNCER

A maior parte das grandes doenças do nosso tempo começa pequena, discreta, imperceptível, num lugar que usamos muito todos os dias: o estômago.

A falta de uma boa digestão nos impede de assimilar corretamente os nutrientes e deixa no tubo digestivo resíduos que vão produzir toxinas.

A falta de uma boa eliminação faz com que esses resíduos e toxinas alimentem parasitas que modulam nosso desejo na direção de pseudoalimentos, bons para eles e péssimos para nós. Não só no estômago e nos intestinos, mas no sangue, nos órgãos vitais, nas juntas, nos tecidos moles que doem aqui e ali.

Não se trata apenas de comer melhor. Trata-se de não adoecer.

Num momento em que se tornaram corriqueiros os diagnósticos de doenças graves, o que podemos fazer para não tê-las?
::
ALIMENTAÇÃO, CANDIDÍASE, PARASITOSES E CÂNCER

PALESTRA DE SONIA HIRSCH
NO INSTITUTO ÍSVARA, EM CAMPINAS
6a feira 26 de julho 18:30
Rua Sampaio Peixoto 29 Cambuí
tel 19 3203 - 1918

http://www.isvara.com.br/Palestra_Sonia_Hirsch.html

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Entrevista: Sonia Hirsch no CAMINHOS ALTERNATIVOS da RÁDIO CBN




Alô alô, radiouvintes, alô!

Entrevista a Pétria Chaves amanhã, sábado, às 9h, ao vivo em http://cbn.globoradio.globo.com/Player/playerAoVivoSP.htm

e depois em http://cbn.globoradio.globo.com/programas/caminhos-alternativos/CAMINHOS-ALTERNATIVOS.htm

(Dedicada
ao meu querido amigo e
parceiro Cesar Lobo
)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Assim é que se fala: " ...decidi vetar parcialmente, por contrariedade ao interesse público..."

Que bom que a Presidente Dilma teve a clareza e a sensibilidade de vetar os pontos críticos do chamado "Ato Médico", que visava a varrer da face da terra os saberes de outras categorias profissionais de saúde, transformando-as em meras serviçais.

Fica claro no veto que "Não são privativos do médico os diagnósticos funcional, cinésio-funcional, psicológico, nutricional e ambiental, e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e perceptocognitiva”. http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=6&data=11/07/2013

Mais adiante, onde o projeto de lei queria que fossem exclusivos do médico a "invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de agentes químicos ou físicos”, o veto divulga o que muita gente não sabe, a acupuntura como política de saúde no SUS:

“Ao caracterizar de maneira ampla e imprecisa o que seriam procedimentos invasivos, os dois dispositivos atribuem privativamente aos profissionais médicos um rol extenso de procedimentos, incluindo alguns que já estão consagrados no Sistema Único de Saúde a partir de uma perspectiva multiprofissional. Em particular, o projeto de lei restringe a execução de punções e drenagens e transforma a prática da acupuntura em privativa dos médicos, restringindo as possibilidades de atenção à saúde e contrariando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Sistema Único de Saúde. O Poder Executivo apresentará nova proposta para caracterizar com precisão tais procedimentos."

Valeu, Presidente.

Agora, que tal recuperar a eficácia dos exames de fezes e fazer mais promoção da saúde através da alimentação?

Ops, me empolguei...

segunda-feira, 24 de junho de 2013

De olho na Historia: Vai passar?


Vai Passar?
por Carô Murgel (historiadora) (Notas) em Sexta, 21 de Junho de 2013 às 13:25 

Ouvindo hoje os jornais falarem sobre a manifestação ontem em Campinas, fiquei pensando o quanto de manipulação a imprensa, especialmente a Globo, tenta impingir aos telespectadores através das mesmas edições de imagens que assistimos no debate de Lula e Collor em 1989.

Eu estava lá, em frente à prefeitura com um grupo de amigos – chegamos na primeira leva da passeata das 70.000 pessoas que tomaram as ruas. A prefeitura estava cheia de jovens, famílias, crianças, idosos. Nos 10 minutos que conseguimos ficar ali antes das explosões das bombas da Guarda Municipal (ops, a responsabilidade pela ação dessa guarda, não esqueçamos, é do prefeito Jonas Donizette, do PSB)  não assistimos nenhum ato de “vandalismo”. E quando começamos a caminhar para deixar o local ouvimos as explosões e sentimos os gases que nos fecharam a garganta e ardiam nos olhos e na boca – a polícia jogou bombas em toda frente da prefeitura, atingindo crianças, idosos, todas as pessoas que ali estavam indistintamente. Pedras? Se jogaram alguma, não vimos, mas vimos pessoas caindo, sufocadas por gases, uma garota de uns 12 anos desmaiada sendo carregada por pessoas desesperadas procurando ajuda.

O que vimos foi um ato de covardia sem tamanho – toda aquela população em frente à prefeitura subiu correndo pela Barreto Leme, uma parte ficou acuada no posto de gasolina na esquina com a Anchieta, o vento levando os gases para cima dos manifestantes. Cena de guerra, de desespero. Uso desproporcional de força, covardia da polícia, do prefeito, dos que deveriam garantir a tranquilidade e o direito da população de ocupar os seus espaços.

Eu que sou a mais pacífica das criaturas senti a ira subir pelo tamanho da covardia, se tivesse encontrado um fardado no caminho também teria vontade de dar umas bolachas bem dadas, por cada uma daquelas pessoas atingidas. Conseguimos sair sem ser pisoteados, porque saímos colados às paredes.

Depois disso Campinas virou uma praça de guerra. Se havia uma minoria violenta, acredito que muitas outras pessoas pacíficas depois dessa recepção policial também atacaram por indignação. Muitas pessoas querendo voltar para defender os que ficaram da violência policial. Nas imagens hoje na Globo, as pedras atiradas foram nesse segundo momento – eles inverteram, fazendo parecer que a população atacou primeiro. Não estou dizendo que não possam ter acontecido agressões antes, mas estávamos olhando para a prefeitura, e o que víamos era muito pacífico, com a população garantindo que pequenos atos exaltados fossem acalmados. Se naquele momento houve de fato, como diz a imprensa, agressão por parte de manifestantes, a resposta policial foi desproporcional.

Estão todos perdidos em relação às manifestações, especialmente a classe política. O que não entenderam? A manifestação que causou a explosão de todas as outras foi em São Paulo – uma manifestação pacífica que foi atacada pela polícia, onde os manifestantes que estavam ali exclusivamente para pedir redução das tarifas foram chamados de vândalos e baderneiros pelo Geraldo Alckmin e pela Globo. O ataque covarde lá (como foi em Campinas ontem) despertou a população – a partir dali o movimento se tornou essa coisa difusa de todas as causas. A gota d’água, creio eu, não foram os 20 centavos, foi a violência do Governo do Estado de São Paulo pela atuação de sua polícia contra manifestantes de uma causa mais do que legítima. E quantas outras causas legítimas temos?

No geral, o que tivemos até agora é uma afronta da classe política aos direitos constitucionais, e com base nas manifestações, podemos listar algumas dessas afrontas:
  1. A origem das manifestações: transporte público. Vários estudos mostraram que proporcionalmente, pagamos o transporte mais caro do mundo, com qualidade mínima. Os incentivos governamentais são em prol das montadoras e do transporte individual. Como os brasileiros vão deixar o carro se a tendência é que sejam tratados como sardinha em lata? Por que o custo é tão alto? Qual é o lucro real dos donos do transporte coletivo? O que ouvimos é que os prefeitos pensam em novos tributos para “compensar” o subsídio.  Hein?
  2. Tá lá na Folha: “Pela quarta vez seguida, o Brasil aparece entre os 30 países do mundo que mais cobram impostos do mundo. Também pela quarta vez, o país ocupa a lanterna em termos de qualidade dos serviços públicos prestados à população”. http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/04/16/brasil-cobra-imposto-caro-mas-e-o-da-menos-que-retorno-a-sociedade.htm. Pra onde vai esse dinheiro? Para dar o mínimo exigido pela constituição que é a qualidade nos serviços vamos precisar de mais impostos? Pra onde vai o dinheiro?
  3. Corrupção no Brasil. O site Jusbrasil estimava, em 2011, o valor em R$ 69,1 bilhões de reais, 2, 3% do PIB na época. O PIB caiu, mas temos certeza que a corrupção não. Ah, por isso precisamos aumentar os impostos, claro. Estamos sustentando mal a corrupção. (http://sindjufe-mt.jusbrasil.com.br/noticias/2925465/o-preco-da-corrupcao-no-brasil-valor-chega-a-r-69-bilhoes-de-reais-por-ano)
  4. Nas últimas eleições a bancada evangélica no congresso aumentou em 75%. Deve ser por conta do milagre que acontece ali, nada laico: o milagre da multiplicação do patrimônio pessoal de deputados e senadores. Coisa bonita de se ver, desperta a fé religiosa. http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?id=1365176&tit=Bancada-evangelica-seria-3-partido-da-Camara e http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,deputados-justificam-crescimento-de-bens,684995,0.htm
  5. A educação pública é um engodo. Com salários baixos, a grande massa de professores que ainda se propõe a ensinar nas escolas públicas é semi-alfabetizada (sim, há exceções, mas a maior parte não consegue escrever um texto com coerência). O salário atual em São Paulo foi para R$ 2.257,84 (sem os descontos, claro). O salário inicial de um policial militar é de R$ R$2.563,28. Onde a classe política não entendeu que a única coisa que pode derrubar a criminalidade é a Educação – e com qualidade? Querem aprender com a Finlândia como se faz? http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,na-finlandia-a-profissao-de-professor-e-valorizada-,1035943,0.htm. Vejam que lá Humanidades e Artes são valorizadas, ao contrário do Brasil, onde a baixa prioridade é exatamente sobre essas áreas: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2013/06/1298041-e-mails-revelam-divergencias-em-programa-de-bolsas.shtml
  6. Na saúde, assistimos uma grande privatização, já que os hospitais públicos também se tornaram zonas de guerra, sem médicos, sem equipamentos, sem a mínima infra-estrutura para funcionamento. Veja em https://www.youtube.com/watch?v=NyeS-9cozso. Não há dinheiro para gaze e esparadrapo, mas o custo de gastos com as obras para as Copas subiu para R$ 28 bilhões. Ronaldo, esse ícone da Globo e do futebol acha óbvio: futebol é mais importante que a saúde, é um absurdo querer hospital se o que precisamos é de estádios. https://www.youtube.com/watch?v=SuHTkFC_Zyc;
  7. Mais de um milhão e meio de assinaturas foram entregues ao Congresso Nacional pedindo o afastamento de Renan Calheiros do senado. O ato foi solenemente ignorado pelo congresso, assim como as manifestações exigindo o afastamento de Feliciano da Comissão de Direitos Humanos. O pastor não se cansa de suas declarações misóginas, homofóbicas e racistas. Acabou de aprovar a “cura gay”, um ato evidente de desrespeito à Constituição Brasileira – assim como o são as suas declarações. A Câmara ignora, e ignora com isso direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros. http://oglobo.globo.com/pais/manifestantes-entregam-16-milhao-de-assinaturas-pela-queda-de-renan-calheiros-7629464 e http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/06/1297075-proposta-sobre-cura-gay-e-aprovada-em-comissao-presidida-por-feliciano.shtml
  8. Se no caso anterior o pastor passou por cima de todas as recomendações mundiais – desde os anos de 1970 e sobre o Conselho de Psicologia, por outro lado garante o corporativismo médico com o Ato Médico, desconsiderando todas as outras categorias da área de saúde.: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/06/1297761-aprovado-ontem-pelo-senado-ato-medico-tera-impacto-no-sus.shtml
  9. O corporativismo se estende, é claro, aos próprios congressistas, que com as PECs 33 e 37 querem garantir que a corrupção não seja punida: http://www.nacaojuridica.com.br/2013/06/entenda-tudo-sobre-pec-37-e-pec-33.html?m=1
  10. O Estado e a bancada religiosa continuam mantendo as mulheres reféns do corpo: é a única “minoria” que tem seus direitos de escolha castrados legalmente, o que foi ampliado de forma absurda pela PEC 164, sobre os direitos do Nacituro, que inclui a chocante proposta de uma “bolsa estupro”. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/06/1295831-protesto-contra-estatuto-do-nascituro-reune-1500-pessoas-na-praca-da-se-em-sp.shtml.   Tratadas como objetos ou “caixotes de reprodução”, não é à toa que a violência contra as mulheres no Brasil é monstruosa (http://redeglobo.globo.com/globocidadania/noticia/2013/03/violencia-contra-mulher-brasil-avanca-mas-problemas-persistem.html) Desnecessário dizer que Feliciano tem se esforçado nessa frente também: http://oglobo.globo.com/pais/feliciano-quer-votar-bolsa-estupro-na-comissao-de-direitos-humanos-8715450 .

Lembro que no fim da Ditadura Militar, em 1985, a música que representava aquele momento era Vai Passar, de Francis Hime e Chico Buarque, cujo trecho que todos cantavam com fervor era “Dormia a nossa pátria mãe tão distraída / Sem perceber que era subtraída / Em tenebrosas transações”. 30 anos depois, o que essa moçada está dizendo é, ainda, isso.


Vai passar
(Francis Hime e Chico Buarque)

Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais

Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações

Seus filhos erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar)

Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar

terça-feira, 11 de junho de 2013

Viver melhor: "Temos que voltar à medicina antiga"


Médico, dono e diretor da Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, Luis Roberto Londres critica sem meias palavras o modelo atual de assistência à saúde:

"Tudo o que aprendi eu devo à medicina pública e beneficente. Era o orgulho dos médicos o trabalho público, de ensino, pequisa e beneficente. Medicina é uma missão. Hoje a gente vê que outras dimensões estão sendo mais valorizadas que as pessoais: tamanho, empresa, dinheiro, conglomerados. Está se pervertendo uma atividade que é basicamente humana.

"Dizem que o problema é financiamento... será que é? Acho que falta comprometimento de todos. Todos estão preocupados com sua coisinha, sem participar. Temos que fazer a diferença como autoridade. A presidenta é apenas nossa representante. Como a gente aceita que nossa saúde pública seja um lixo? Antes, os presidentes não se tratavam no Sírio-Libanês, mas no Hospital dos Servidores do Estado. É uma inversão de valores, quem paga o atendimento deles no Sírio-Libanês somos nós. Qual o problema então? Falta médico, ou há médicos concentrados? E será que temos leitos hospitalares de menos? Tem leitos hospitalares ocupados indevidamente.


Frio e gripe? Canja de galinha (caipira, é claro)




Existem comidas milagrosas, sim, e a canja de galinha
é uma delas. A melhor que tomei na vida foi em
Minas, num hotel de Cambuquira, muitos anos atrás.
Cheguei lá com dor de cabeça, o rosto congestionado,
uma sensação de gripe encostando, apetite nenhum.
A dona do hotel me convenceu a tomar um
prato de canja. Tomei dois. Dia seguinte era outra
pessoa, feliz e bem disposta.

A canja de galinha tem a felicidade de combinar
sabor e textura agradabilíssimos com uma poderosa
ação medicinal. É conhecida no mundo inteiro por
suas propriedades benéficas para adoentados e convalescentes.
Chegou ao Brasil com os marinheiros
portugueses que vinham da Ásia, ainda no século
XVI; daí ter virado um prato tradicional brasileiro.

Canja vem do kanji indiano e do congee chinês,
papas ralas de arroz longamente fervido. Na China a
pessoa acorda e vai à lanchonete comer congee. Escolhe
e coloca numa tigela pedacinhos de vegetais,
carnes, peixes e ovos, todos crus, que vão receber
por cima o caldo de arroz pelando que os deixa
semicozidos: fáceis de digerir, mas sem perda de
enzimas e vitaminas. Há muitas opções entre os complementos,
inclusive medicinais.

Nos mosteiros Zen o congee se chama okaio. O
arroz cozinha a noite inteira em fogo baixo e é servido
no desjejum, acompanhado por uma pequena
porção de verduras como repolho ou couve-chinesa,
refogadas em óleo de gergelim com um pouquinho
de shoyu. Gersal e salsa por cima. Um pedaço de
nabo em conserva é a sobremesa, e uma taça de chá
encerra o serviço. É comida suave, para ajudar a esvaziar
a mente.

O longo tempo de cozimento torna as papas de
arroz muito fáceis de digerir e absorver. Acalmam o
trato intestinal e limpam os rins. O leite de arroz, que
se obtém passando a papa na peneira, é uma bebida
deliciosa e altamente nutritiva. Pode ser dado na mamadeira
aos bebês já no início do desmame, após os
6 meses. Também é alimento ideal para pessoas muito
idosas, que segundo a medicina chinesa podem comer
papas o dia inteiro, a qualquer hora, para se
manterem fortes mas sem sobrecarga.
Buda, no Livro da Disciplina, enaltece os poderes
da papa de arroz, que comia com leite fresquinho
e mel: “Dá dez coisas aos que a comem – vida e
beleza, facilidade e força. Dissipa fome, sede e vento.
Limpa a bexiga. Digere a comida. É louvada pelo
bem-aventurado.”

A papa de arroz se faz com uma parte de arroz
integral ou branco e oito a dezesseis partes de água.
Lave o arroz e deixe de molho na véspera para
ir transformando os grãos. Panela grossa é importante.
Se não tiver, coloque uma chapa de ferro ou pedra
por baixo, ou um bom dispersor de calor. No
fogão: reduzir a chama ao mínimo assim que ferver e
cozinhar por três horas ou mais. No forno: em caçarola
tampada, por três ou quatro horas, também em
fogo baixo. Na panela elétrica slow cooker: 8 horas
na temperatura mínima.

Em caso de gripe ou resfriado, a canja de galinha
– arroz cozido longamente com uma galinha inteira
em bastante água – ajuda a vítima a melhorar
mais rápido porque é rica em cisteína, um aminoácido
que ajuda a expelir o muco dos pulmões. Mas tem
que ser galinha caipira, criada sem antibióticos nem
substâncias químicas, ou seja: comendo minhoca e
namorando o galo até ficar bem velhinha e generosa.

Quem se resfriou com frio ou vento pode tomar
a canja bem quente e apimentada, pois o calor e a
pimenta vão ajudar a mover os fluidos para fora e
expectorar. A pimenta-vermelha pode ser usada ao
natural, em conserva ou em pó, para um resultado
antibiótico, antiviral e altamente suadouro, que expulsa
o fator externo da gripe e faz a energia circular.
Já para fraqueza pós-parto, a canja deve ser muito
mais santa: começa com uma galinha inteira, fervida
até desmanchar. Coe, deixe esfriar, retire a gordura
com papel-toalha e reserve o caldo. Faça a papa normalmente
com arroz e água. Quando estiver quase
pronta, junte o caldo de galinha, cozinhe mais um
minuto e sirva.

Considerem-se com fraqueza pós-parto todos os
que assim o desejarem.

Crônica do livro Amiga Cozinha
galinhas de estimação da Celina Gusmão

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Agora é o trigo transgênico?



AS-PTA boletim@aspta.org.br por  bt01.terra.com 
16:44 (5 horas atrás)
para shirsch
###########################
POR UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE DE TRANSGÊNICOS & AGROTÓXICOS
###########################
 
Trigo contaminado por transgênicos leva Japão a suspender importações dos EUA
 
 
Car@s Amig@s,
 
O trigo transgênico não é autorizado para plantio comercial ou para o consumo em nenhum país do mundo. Em 2002 a Monsanto solicitou às autoridades regulatórias dos EUA e do Canadá a liberação do produto, mas foi tão grande a rejeição, tanto de consumidores como de produtores do cereal, que a empresa acabou por desistir do pedido em 2004. Teve muito peso, à época, a pressão exercida pelos grandes produtores de trigo, que temiam perder os mercados de exportação para a Europa e a Ásia.
 
O temor não era sem sentido. Nesta segunda-feira (03/06) o Japão informou que irá suspender as importações de trigo dos EUA enquanto a Monsantoinvestiga o caso de contaminação de trigo pela variedade geneticamente modificada em uma plantação no estado de Oregon.
 
O anúncio foi feito logo depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou sobre a contaminação. O Japão não só proibiu novas importações de trigo dos EUA, como suspendeu a entrega de vários carregamentos adquiridos anteriormente. O Japão é o segundo maior comprador de trigo norte-americano, perdendo apenas para o México. O site da revista Globo Rural informou que, “segundo informações da Dow Jones, uma autoridade do governo japonês revelou que o trigo recém-chegado nos portos ficará sob custódia. O país não tem com verificar a transgenia do grão e pediu aos Estados Unidos para desenvolver um teste, acrescentou a autoridade.”
Ainda não se sabe como o trigo transgênico contaminou a plantação norte-americana.

A Monsanto publicou uma nota à imprensa em seu site, minimizando a gravidade da contaminação, baseando-se sobretudo no argumento do “histórico de uso seguro” da tecnologia Roundup Ready (RR), que confere às lavouras geneticamente modificadas a tolerância à aplicação do herbicida Roundup (a base de glifosato).
 
Essa tecnologia é autorizada em alguns países nas culturas de milho e soja e tem sido responsável pelo enorme aumento no uso de agrotóxicos nas lavouras. Nos primeiros anos, cresce exponencialmente a utilização do próprio Roundup. Naturalmente, o mato que deveria ser controlado com a aplicação do veneno começa a desenvolver resistência, e então os agricultores são levados a introduzir nos sistemas outros agrotóxicos ainda mais nocivos que o próprioRoundup (só no Brasil já foram identificadas pelo menos cinco espécies de plantas invasoras que desenvolveram resistência ao glifosato nas lavouras RR).
 
Os danos ambientais e econômicos desse processo no longo prazo são evidentes. Não bastassem eles, são cada vez mais numerosas as evidências científicas de que as próprias plantas transgênicas representam riscos para a saúde de quem as consome. O exemplo recente mais notório foi a pesquisarealizada na França que verificou o surgimento de tumores em ratos alimentados com o milho transgênico NK 603, tolerante ao Roundup.

Mas a grande questão que esse novo caso de Oregon levanta diz respeito à própria contaminação: ele prova, mais uma vez, que não é possível impedir a contaminação genética oriunda das lavouras transgênicas. Seja através da deriva do pólen, seja através de máquinas, equipamentos de transporte ou estruturas de armazenamento, lavouras convencionais ou mesmo orgânicas acabam, cedo ou tarde, sendo contaminadas por suas similares transgênicas, normalmente provocando grandes prejuízos àqueles que optaram por não plantar as sementes geneticamente modificadas.
 
Diversos casos na história comprovam a impossibilidade de coexistência pacífica entre os sistemas de produção transgênicos com os convencionais ou orgânicos, mesmo quando a variedade transgênica estava confinada em campos experimentais controlados. Um caso notório nesse sentido foi o do arroz Liberty Link, tolerante ao herbicida glufosinato de amônio, que não era autorizado comercialmente e em 2006 contaminou cerca de 30% da colheita dos EUA, gerando quebra de exportações, prejuízos milionários e indenizações também milionárias da empresa a agricultores prejudicados.
 
Em outros casos, a contaminação por transgênicos acabou abrindo as portas para a sua legalização. Foi assim com a soja RR no Brasil, que no final dos anos 1990 foi tomando os campos do sul do país clandestinamente. Em 2005 o governo federal autorizou o cultivo comercial do grão com o argumento de que a sua utilização na agricultura já era um “fato consumado”, dispensando os estudos de impacto ambiental e de riscos à saúde. Daí em diante, a porteira para os transgênicos se abriu de vez.
 
Não é demais observar que em 2009 a Monsanto retomou suas pesquisas sobre trigo transgênico RR e, atualmente, empreende novos esforços buscando criar um clima mais favorável à liberação do produto. O foco agora para introdução e difusão do cereal é a Austrália. O Escritório do Órgão Regulador de Tecnologia Genética (OGTR, na sigla em inglês) já concedeu licença para a implantação de campos experimentais com trigo transgênico em cinco estados, com o objetivo de autorizar a comercialização no país em 2015.
 
Com informações de:
 
 
 
No Appetite for Australian GM wheat - Safe Food Foundation, abril/2013.

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Neste número:

1. Bahia: Justiça suspende autorização de uso de agrotóxico autorizado irregularmente pelo Ministério da Agricultura
2. Ministro brasileiro vai novamente à China pedir liberação de soja transgênica
3. Abrasco é convidada para avaliar acidente ambiental em Goiás
4. Senado italiano proíbe transgênicos por unanimidade
5. Nestlé evita transgênicos em fórmulas infantis na África do Sul
6. Anonymous derrubam site da Monsanto – #OpMonsanto
 
A alternativa agroecológica
 
Manifesto apresenta pautas e desafios da agroecologia em SC
 
Dica de fonte de informação:
 
A transgenia está mudando para pior a realidade agrícola brasileira”, entrevista com Leonardo Melgarejo, membro da CTNBio, ao IHU On-Line - publicada em  03 de junho de 2013.
 
“A agricultura brasileira se vê diante da ampliação de custos produtivos e percebe uma alteração no tamanho mínimo viável para lavouras tecnificadas de milho, soja e algodão. Com isso, pequenos estabelecimentos se tornam inviáveis, o que resulta em aceleração da exclusão de pequenos produtores. Isso significa que, na prática, a transgenia tem acelerado uma espécie de reforma agrária às avessas no rural brasileiro. A expansão das lavouras transgênicas também acelera a simplificação das matrizes produtivas regionais.”
 
Círculo vicioso
 
“Ao reduzir o número de produtores e o leque de produtos ofertados, a expansão da monocultura e o avanço das lavouras transgênicas provocam um círculo vicioso, que amplia as dificuldades de permanência das famílias no campo. Perceba: exigindo economia de escala e sendo deletéria para a agricultura familiar, esta tecnologia leva à redução da população rural e acaba inviabilizando a prestação de serviços que são fundamentais para a vida no campo. As escolas, os postos de saúde, as linhas de coleta de leite se tornam inviáveis quando a população se faz rarefeita. Então, é possível afirmar que a expansão dos transgênicos se associa à tendência de fragilização do tecido social necessário para a permanência do homem no campo. Além de reforçar o esvaziamento do campo e refrear o avanço de políticas que apostam em processos de desenvolvimento rural, “com gente”, a transgenia ameaça a qualidade de vida dos que permanecem no campo, ampliando o volume de agrotóxicos utilizados. Tanto é que o Brasil se tornou o país que mais usa agrotóxicos no mundo. Para o agronegócio não é ruim: sugere um maior volume de negócios, permitindo mapear uma expansão do PIB e da contribuição do setor para a economia nacional.”
 
 
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