quarta-feira, 22 de maio de 2013

Monteiro Lobato e a Homeopatia, em 1917


De Vânia B.O.
para Deixa Sair
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Carta de Monteiro Lobato a seu amigo Rangel

Fazenda 3/3/1917

Rangel: A homeopatia!... Eu pensava como você; ou peor ainda, não me dava ao trabalho de pensar coisa nenhuma a respeito. Não acreditava nem descria - não pensava no assunto e pronto. Mas um dia sobreveio o "estalo" e fiquei tonto. O meu Edgarzinho apareceu com uma doença no nariz. Isso na fazenda. Ele tinha dois anos. Corro a Taubaté. Consulto os médicos locais: "O melhor é ver um especialista em São Paulo". Vamos para São Paulo. "Quem é o baita para narizes?" J. J. da Nova. Vou ao Nova. Examina, cheira, fuça e vem com um grego: "Rinite atrófica. Só pode sarar lá pelos 18, 20 anos - mas vá fazendo umas insuflações com isto" – e deu-me uma droga e um insuflador. 

Voltamos para Taubaté, muito desapontados. Dezoito anos! Mas minha casa lá era defronte à duma prima. Vou vê-la. Tenho de esperar na sala de visitas um quarto de hora. Em cima da mesa redonda está um livro de capa verde. Abro-o. "Bruckner, O Médico Homeopata". Instintivamente procuro a seção Nariz. Leio conjuntos de sintomas. Um deles coincide com os sintomas da rinite de Edgar. Prescrição:"Mercurius". Entra a prima. Conto o caso do menino e aquele encontro ali. "Vale alguma coisa isto de homeopatia?" pergunto céptico. E ela: "Experimente. Não Custa". 

Quando saí, passei pela farmácia. "Tem Mercurius?" Tinha. Comprei Cinco Tostões. "Almeida Cardoso - Rio". Levo pra casa. Falo a Purezinha. Sem fé nenhuma, dou automaticamente os carocinhos ao Edgar, mais do que mandavam as instruções. Cinco em vez de três. Depois, mais cinco. De noite, mais cinco. No dia seguinte, o milagre: todos os sintomas da rinite haviam desaparecido!... Mas sobrevirá uma novidade: purgação nos ouvidos. Cheio de confiança, corro à casa da prima, atrás do livro de capa verde. Procuro "Ouvidos" e leio esta maravilha: "As vezes sobrevem purgação no ouvido por abuso de Mercurius, e nesse caso o remédio é Sulphur". 

Vou voando a farmácia. Compro Sulphur. Mais 500 reis. Dou Sulphur ao Edgar e pronto - sarou do ouvido! Sarou da rinite, sarou de tudo! Preço da cura: 1000 reis. Pela alopatia, em troca da não-cura: varias consultas medicas, viagem a S. Paulo, drogas insuflantes e aparelho insuflador - e a desesperança. 

Que fazer depois disso, Rangel, senão mandar vir um livro de capa verde e uma botica com todas as homeopatias do Almeida Cardoso? Cem mil reis custou-me, e desde então curo tudo. Curo tudo em casa e no pessoal da fazenda. Fiquei com fama de mágico. Vem gente dos sítios vizinhos. "Ouvi dizer que o senho é um bom doutor que cura" - e curo mesmo. Chega a vir gente até do município vizinho atras dos "carocinhos mágicos"... 

Lobato 
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Texto integral retirado de: A BARCA DE GLEYRE; LOBATO, MONTEIRO, II TOMO – QUARENTA ANOS DE CORRESPONDÊNCIA ENTRE MONTEIRO LOBATO E GODOFREDO RANGEL; ED BRASILIENSE, 1946, 1a EDIÇÃO.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Cobaias do mundo, uni-vos! Precariedade médica e insegurança farmacêutica


A Merck está recolhendo no mundo inteiro o medicamento Cordaptive, supostamente indicado para controlar níveis de colesterol, porque  "um estudo clínico internacional evidenciou aumento no número de ocorrências de efeitos colaterais graves (...) e além disso não demonstrou os benefícios esperados..."

Ou seja, há um esquemão que impede a venda do Elixir de Inhame, por exemplo, e inúmeros outros fitoterápicos baratos e eficazes contra mil coisas, enquanto a dona Merck passa garbosa com suas pílulas caras e daninhas.

Dá para confiar?

sábado, 4 de maio de 2013

Sempre um gato


Pode ser mais lindo? A Denise Sahione me mandou a dica dessa autora chinesa que mora no País de Gales e tinha um medo fóbico de gatos, dá para acreditar? Valeu, Denise!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Avaaz e as abelhas na Europa: Será possível uma nova democracia?

Parece pouco – a gente clica, assina uma petição e logo muda de página. Mas a coisa rola feito propina em obra do governo e 2,6 milhões de pessoas também assinam. Dá resultado. A lei da Ficha Limpa foi assim, e agora a petição do Avaaz conseguiu o que parecia impossível. Vejam abaixo.
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Ricken Patel - Avaaz.org por  bt01.terra.com 
14:41 (3 horas atrás)

para Deixa Sair


Cara comunidade da Avaaz, 

Conseguimos -- a Europa acabou de votar uma proibição aos pesticidas de abelhas! 
Grandes empresas como a Bayer lutaram com toda força contra a proposta, mas o poder popular, a ciência e a boa governança foram mais fortes!! 



Abelhas "morrem" em frente à sede da Bayer em Colônia, na Alemanha

Vanessa Amaral-Rogers, da organização especializada em conservação, Buglife, disse: 
"Foi um voto apertado, mas graças à enorme mobilização dos membros da Avaaz, criadores de abelhas e outros grupos, nós vencemos! Não tenho dúvidas sobre o quanto as enchentes de telefonemas e emails enviados aos ministérios, as ações presenciais em Londres (Reino Unido), Bruxelas (Bélgica) e em Colônia (Alemanha), e a gigante petição com 2.6 milhões de assinaturas foram responsáveis por esse resultado. Obrigado Avaaz e a todos que trabalharam tão arduamente para salvar as abelhas!"
As abelhas são responsáveis por polinizar ⅔ de todos os nossos alimentos. Por isso, quando os cientistas começaram a notar que, silenciosamente, as abelhas morriam em proporções aterrorizantes, a Avaaz entrou com tudo, e não parou até alcançar uma vitória. A vitória dessa semana é fruto de dois anos de campanhas que começaram com o envio de mensagens para ministros de governos, organização de protestos para chamar a atenção da mídia junto com criadores de abelhas, comissionamento de pesquisas de opinião e muito, muito mais. Foi assim que fizemos, juntos: 
  • Assegurando a posição da França. Em janeiro de 2011, 1 milhão de pessoas assinaram nosso pedido para a França fazer valer a lei sobre o banimento de pesticidas neonicotinoides mortais. Membros da Avaaz participaram, junto com criadores de abelhas, de uma reunião com o Ministro da Agricultura francês, irradiando força e pressionando-o para que ele não se intimidasse pelo lobby da indústria e mantivesse a proibição aos pesticidas, assim enviando um forte sinal para outros países europeus.

  • Cara à cara com a indústria. Bayer viu a Avaaz e seus aliados protestarem ferozmente nos últimos 3 encontros anuais da empresa. Os gerentes e investidores da gigante produtora de pesticidas foram recebidos pelos criadores de abelhas, que faziam bastante barulho e carregavam banners enormes mostrando nossa petição de mais de 1 milhão de assinaturas; a petição exigia a suspensão do uso dos neonicotinoides até que os seus efeitos na natureza fossem avaliados pelos cientistas. A Avaaz até mesmo fez uma apresentação dentro do encontro dos investidores, mas a Bayer insistiu no 'não'.
  • Destacando a importância da ciência. Em janeiro de 2013, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos descobriu três pesticidas que colocavam as abelhas em risco. Foi aí que entramos novamente, buscando garantir que os políticos europeus respondessem ao apelo dos cientistas. Nossa petição cresceu rapidamente e chegou a 2 milhões de assinaturas. Após várias conversas com tomadores de decisão da União Europeia, a Avaaz entregou as nossas vozes à sede da UE em Bruxelas. Logo depois, naquele mesmo dia, a Comissão Europeia propôs uma proibição de 2 anos aos pesticidas!
  • Criadores de abelhas ajudam a entregar nossa enorme petição em Downing Street, Londres
  • Aproveitando a oportunidade. A batalha para salvar as abelhas pegou fogo nos meses de fevereiro e março. Em toda União Europeia, membros da Avaaz estavam prontos para dar uma resposta enquanto os 27 membros da UE decidiam se aceitariam ou não a proposta de proibição dos pesticidas. Quando grandes países agricultores como Reino Unido e Alemanha disseram 'não', a Avaaz conduziu pesquisas de opinião pública que mostraram que a maioria dos britânicos e dos alemães eram a favor da proposta de proibição. Além disso, membros da Avaaz enviaram meio milhão de emails para os Ministros da Agricultura dos países do bloco europeu. Aparentemente temendo mais os cidadãos do que o lobby da indústria, o ministro do Reino Unido, Owen Paterson, queixou-se de um "ciber-ataque", algo que os jornalistas trataram como uma história a nosso favor! E então veio o Bernie, nossa abelha inflável de 6 metros de altura situada em Bruxelas. Uma forma bem criativa de e ntregar a petição, enquanto as negociações chegavam na reta final. Os jornalistas cercavam o Bernie, e descobrimos que nossa atuação ajudou a garantir que o ministro espanhol olhasse com mais atenção para a ciência e mudasse o seu posicionamento acerca do tema para proteger as abelhas. Mas nesse dia não conseguimos a maioria necessária para assegurar a proibição.

  • Bernie ganha destaque no jornal britânico The Independent
  • Do alerta vermelho para o sinal verde. Em abril, a proposta que poderia salvar as abelhas é enviada ao Comitê de Recursos, dando-nos um raio de esperança se finalmente conseguíssemos trazer mais alguns países-membros para o nosso lado. Na reta final, a Avaaz junta-se à outros grupos como a Environmental Justice Foundation, Amigos da Terra e a Pesticides Action Network, além dos criadores de abelhas e estilistas famosas, para organizar uma ação do lado de fora do Parlamento do Reuno Unido. Na Alemanha, os criadores de abelha lançam sua própria petição no site da Avaaz direcionada ao governo, e 150.000 cidadãos alemães juntam-se à campanha em apenas dois dias; pouco depois as assinaturas são entregues em Colônia. Mais telefonemas são feitos para os gabinetes de ministros em diferentes capitais europeias, enquanto a Avaaz respondia a uma emenda destruidora feita pela Hungria no acordo de proibição e posicionava Bernie, a abelha, novamente e m uma ação em Bruxelas. As empresas de pesticidas compraram espaços de publicidade no aeroporto de Bruxelas para chamar a atenção das comitivas diplomáticas, e aumentaram a pressão sugerindo propostas como a plantação de flores selvagens. Mas a máquina de propaganda deles é ignorada. Primeiro foi a Bulgária que mudou de posição. Depois, veio a grande vitória: a Alemanha muda de ideia a favor das abelhas e carimba nossa vitória. Mais da metade dos países da União Europeia votaram pela proibição dos pesticidas!

Conseguir essa vitória foi um processo longo, e isso não seria possível se não fosse a participação dos cientistas, especialistas, oficiais de governo, criadores de abelha e todos os nossos parceiros de campanha. Podemos ficar orgulhosos do que conseguimos fazer juntos! 

Forte defensor das abelhas, Paul de Zylva, chefe da Unidade de Polinização e Pesticida da organização Amigos da Terra, disse:
"Obrigado aos milhões de membros da Avaaz que se mobilizaram online e nas ruas. Sem dúvida, a enorme petição e as campanhas criativas da Avaaz ajudaram a pressionar pela proibição dos pesticidas, complementando o nosso trabalho e o de outras ONGs."
Chegou a hora de festejar a conquista desse espaço para uma das criaturas mais importantes e preciosas de nosso planeta. Entretanto, a proibição da UE durará apenas dois anos até ser revisada. E, ao redor do mundo, as abelhas continuam a morrer por causa dos pesticidas que as enfraquecem e deixam-nas confusas, além da perda de seu habitat natural causada pela expansão das cidades. Na Europa, e ao redor do mundo, há ainda muito o que fazer para garantir que a ciência seja a condutora das nossas políticas agrícolas e ambientais. E somos a comunidade perfeita para tornar isso realidade. :) 

Com esperança e alegria, 

Ricken, Iain, Joseph, Emily, Alex, Michelle, Aldine, Julien, Anne, Christoph e toda a equipe da Avaaz 

PS: Vamos continuar nossa luta -- ajude-nos a lançar campanhas rápidas e de impacto sobre questões que são importantes para todos nós: https://secure.avaaz.org/de/bees_victory 

PPS: Muitas das campanhas da Avaaz, como a campanha criada por um criador de abelhas alemão, foram iniciadas por indivíduos ou grupos de indivíduos. Clique aqui para descobrir como começar sua própria campanha: http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/ 

FONTES

A campanha das abelhas, e o papel da Avaaz nesse processo, foi mencionada em centenas de artigos. Aqui estão alguns deles: 

UE proibirá três pesticidas mortais para abelhas por dois anos (R7)

UE proíbe três pesticidas que matam as abelhas (Euronews)

Estilistas britânicos fazem campanha para salvar abelhas (Último Segundo)

Proibição de pesticidas procura acabar com massacre das abelhas (PressEurop)

Votacão histórica pela proibição dos pesticidas neonicotinoides causadores do declínio das populações de abelhas (em inglês) (The Independent)

domingo, 14 de abril de 2013

Viver pior: Monsanto, Obama e Dilma

Li no jornal, como se fosse um progresso espetacular, que o presidente dos Estados Unidos convidou a presidenta do Brasil para receber honrarias e se hospedar na Casa Branca.

Recebi no meu email a estarrecedora notícia de que o presidente dos Estados Unidos assinou uma lei de inteira proteção à Monsanto para ela fazer o que quiser com alimentos transgênicos, modificados, patenteados. Abaixo, a íntegra.

O Brasil já é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e a liberação dos transgênicos aqui foi feita de forma escancaradamente despótica, ignorando todos os argumentos contrários. Na época escrevi que a presidenta só pensava no desenvolvimento, não nas pessoas.

Depois veio o "Consumam, consumam porque precisamos arrecadar impostos para aumentar o número de consumidores para arrecadar mais impostos!" E os brasileiros reduziram o consumo de feijão, aumentaram o de porcaritos, biscoitos recheados e refrigerantes.

O desgoverno impera. Salve-se quem puder.



Obama assina Lei de Proteção à Monsanto, que coloca empresas de biotecnologia acima dos tribunais
 
Boletim da AS-PTA número 624 - 12 de abril de 2013
 
Car@s Amig@s,
 
A Monsanto e outras empresas de biotecnologia detêm agora nos EUA um poder inédito. Apesar da reação pública que incluiu a coleta 300 mil assinaturas em uma petição organizada pelo grupo Food Democracy Now!, o presidente Barack Obama assinou no dia 28 de março a Lei HR 933 trazendo um enxerto que a tornou conhecida como “Lei de Proteção à Monsanto”.
 
A inclusão da parte da Lei HR 933 que lhe rendeu o apelido é atribuída ao senador republicano Roy Blunt, do estado de Missouri. Segundo informações publicadas no jornal New York Daily News, o texto foi elaborado com a colaboração da Monsanto. Dados da organização Money Monocle, que divulga informações sobre o financiamento de políticos norte-americanos, revelam que o senador Blunt foi o político republicano que mais recebeu financiamento da empresa nos últimos anos.
 
O trecho polêmico da nova lei, que vigorará até setembro de 2013, diz que, no caso da invalidação de uma autorização de planta transgênica, o secretário de agricultura deverá imediatamente garantir a sua permissão temporária, não obstante qualquer outra disposição de direito requerida por agricultores ou afins. As condições temporárias “deverão autorizar o transporte, a introdução, a continuação do cultivo, a comercialização e outras atividades específicas, incluindo medidas desenhadas para mitigar ou minimizar potenciais efeitos ambientais adversos, se existirem, consideradas relevantes pelo secretário na avaliação do pedido de autorização”.
 
Uma legião de grupos da sociedade civil, incluindo organizações de consumidores e de produtores orgânicos, alerta que medida fere a constituição do país e abre um precedente legal, colocando a Monsanto e outras empresas de biotecnologia acima dos tribunais federais. Segundo a avaliação desses críticos, a lei nega a autoridade dos tribunais de cessar imediatamente a plantação e a venda de colheitas transgênicas mesmo na hipótese de serem constatados riscos ambientais e/ou para a saúde dos consumidores.
 
Curiosamente, a lei motivou manifestações de preocupação tanto por políticos democratas como por representantes da extrema direita. O caso é tão gritante que até mesmo o FreedomWorks, grupo conservador que ajudou a lançar o Tea Party, declarou que as empresas deveriam “jogar segundo as regras do livre mercado assim como todo mundo, ao invés de contratar lobistas para reescrever as regras em seu benefício em Washington”. Dustin Siggins, blogueiro do Tea Party Patriots, chamou a medida de “brecha de interesse especial” para amigos do Congresso. “Estamos acostumados a subsídios, que dão nossos impostos a empresas para conferir-lhes vantagens sobre competidores. Estamos acostumados a brechas tributárias de interesse especial e créditos fiscais, que proporcionam benefícios competitivos e financeiros àqueles com amigos no Congresso. E estamos acostumados com aumentos da carga regulatória, que frequentemente impedem pequenas empresas de competir com as grandes devido aos custos de adequação. Mas este é um tipo completamente diferente de prêmio. É uma situação em que é dado a uma empresa o poder de ignorar decisões judiciais, no que se resume a um esquema de desregulamentação para um determinado conjunto de indústrias”, escreveu ele.
John Vidal escreveu no jornal inglês The Guardian que a notícia boa com relação à Lei de Proteção à Monsanto, segundo seus oponentes, é que por fazer parte de uma lei financeira mais ampla e temporária, ela será formalmente expirada em setembro. A notícia ruim, no entanto, é que o precedente foi aberto e é improvável que a maior empresa de sementes do mundo e principal condutora da polêmica tecnologia transgênica vá aceitar abrir mão de sua nova proteção legal. A empresa, de fato, agora dita as regras.
 
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Com informações de:
 
 
 
Sen. Roy Blunt: Monsanto's Man in Washington – Mother Jones, 04/04/2013.








quinta-feira, 11 de abril de 2013

MAIO, FINALMENTE EM BH: MEDITANDO NA COZINHA COM SONIA HIRSCH



ALÔ ALÔ BELO HORIZONTE: CURSO
MEDITANDO NA COZINHA COM SONIA HIRSCH
DIAS 16, 17 E 18 DE MAIO
(5a e 6a à noite, sábado pela manhã)
NO SALÃO PAROQUIAL DA IGREJA DO CARMO
:-)
informações e reservas com
PRISCILA COUGO priscilacougo@yahoo.com.br
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Olhar para si
olhar os alimentos
juntar o de fora com o de dentro
ir um pouco além da comida:
esta a proposta do trabalho
Meditando na Cozinha com Sonia Hirsch

1
autoconhecimento e desejo de transformação pessoal
o universo de alimentos e suas peculiaridades
naturais x industrializados, a grande diferença
a dieta do dr Barcellos contra câncer e alergias
o cardápio do dia a dia

2
meditação: mente relaxada e silenciosa
cozinhar como espaço de meditação
os 5 sentidos e a consciência aqui agora
o quente, o frio, o seco e o úmido

3
cozinha medicinal da China e do Japão
parasitoses, evitar e tratar
candidíase crônica, evitar e tratar
ervas e temperos na comida e nos chás

quinta-feira, 4 de abril de 2013

DENGUE? INHAME INHAME!



A saúde é simples, as doenças é que são complicadas.

Por séculos e séculos populações tropicais sobreviveram comendo apenas o que dava no local onde tinham suas aldeias. Nas regiões úmidas, ladeando as grotas, sempre houve fartura de inhame - na Ásia, na África, na América do Sul. Fácil de colher, fácil de preparar e ainda por cima gostoso, o inhame se tornou um dos principais alimentos básicos desses povos.

O que não se sabia é que, durante séculos e séculos, o pequeno e cabeludo inhame estava protegendo as gentes da malária, da dengue, da febre amarela. E eis que chegou a mandioca, aipim, também deliciosa e fácil. Que além do mais dava boa farinha, própria para guardar ou fazer pão, goma para a tapioca de cada dia e ainda bebidas alcoólicas como cauim, alué e tiquira, que ajudavam a esquecer e sonhar. O inhame ficou pra lá. As gentes começaram a morrer de malária. Isso foi muito bem observado na África, onde as roças de inhame foram substituídas por seringais.

Comer inhame continua funcionando para evitar e tratar as doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue. Há algo no inhame, talvez o altíssimo teor de zinco, que neutraliza no sangue o agente infeccioso transmitido pelo mosquito. Diz o povo que é seu visgo que tem poderes. Não se sabe ao certo. A pesquisa científica ainda não se interessou.

Até pouco tempo atrás circulava nas farmácias um tônico centenário à base de inhame e salsaparrilha, o Elixir de Inhame Goulart, usado até como coadjuvante no tratamento de sífilis. A Anvisa não renovou a licença por falta de comprovação da eficácia. Nada corre mais perigo hoje em dia do que uma coisa barata com propriedades medicinais.

Mas o inhame ainda está nas feiras e mercados para quem quiser se beneficiar dele. Cru, cozido, amassado, em sopa, em creme, em caldo, batido com água de coco ou como massa de pizza: veja as receitas em www.correcotia.com/inhame . Bom, barato, gostoso. Para quem acredita mais na saúde do que na doença.

(postagem original 11.1.2011)

terça-feira, 12 de março de 2013

Alô alô, Sampa! 16/3, sábado, às 11h: palestra sobre a dieta do dr Barcellos

Nunca é demais falar sobre comer bem. Especialmente quando comer bem significa recuperar e manter a saúde.

Sábado próximo estarei mais uma vez, e mais uma vez feliz, no Parque da Água Branca, junto à feirinha de produtos orgânicos, conversando e autografando das 9 às 11h.

Em seguida faço a palestra numa das salas de lá. Sou fã dessa dieta. E do Parque. E de Sampa.

Espero vocês!


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Comer melhor: Aditivos nossos de cada dia

De Raquel Ribeiro
Para Deixa sair

A ignorância é uma bênção – em especial na hora de saborear gostosuras. Pois o fato de ser jornalista tirou para mim o sabor dos snacks: depois de escrever sobre os aditivos alimentares para a Revista dos Vegetarianos e para a Plurale, passo reto em vários corredores do supermercado. Abaixo, breve resumo: Nossos alimentos são recheados de aditivos químicos. Alguns servem para conservar; mas a maioria tem por função deixar o produto mais sedutor. Precisa ter urucum industrializado na manteiga? Por que cereais são multicoloridos, o refrigerante roxo e o iogurte cor-de-rosa? Nem remédios escapam do “embelezamento”: a indústria faz questão de dourar (e azular, esverdear...) a pílula. E a gente, claro, colabora ao escolher alimentos chamativos e não questionar o abuso das empresas. 
Se não houvesse conservantes, os alimentos durariam menos, é verdade. Mas a praticidade da maionese industrializada compensa a quantidade de química que se ingere junto? Aditivos alimentares fazem, deliberadamente, mal à saúde, porque nosso corpo não reconhece essa química nova. Caso do aspartame e do glutamato monossódico. O Journal of Neuropathology and Experimental Neurology publicou que o aspartame é “um candidato promissor para explicar o recente aumento da incidência e do grau de malignidade dos tumores cerebrais”.  
Cerca de 70% do glutamato monossódico (MGS) é composto de ácido glutâmico, que tem função excitante nas células e pode levar a danos cerebrais. Pesquisas apontam que nosso organismo utiliza o glutamato como um transmissor de impulsos nervosos no cérebro – e seu consumo está sendo associado a dificuldades de aprendizado, Mal de Alzheimer, Parkinson e câncer. 
Quanto aos corantes; alguns já são proibidos em países sérios, como o “Allura”, “Amarelo Crepúsculo” e Tartrazina – os dois últimos por provocar hiperatividade e outros distúrbios de comportamento nas crianças. 
O jornalista investigativo Randall Fitzgerald mostrou que no século XX a taxa de mortalidade devido ao câncer subiu, nos Estados Unidos, de 3% para 20% do total de mortes ocorridas, a incidência de diabetes cresceu de 0,1% para quase 20% da população, doenças cardíacas proliferaram e houve aumento na incidência de doenças cerebrais. A alimentação é a principal responsável por esses índices: A ciência médica não pode prever que pessoas serão sensíveis a quais substâncias químicas, em quais dosagens, com qual potencial para desenvolver alguma dependência, ou quais efeitos sinérgicos podem criar condições tóxicas no corpo humano”, escreveu Fitzgerald, em Cem Anos de Mentira.  
De acordo com o autor, mais de três mil substâncias químicas sintéticas são regularmente adicionadas aos produtos alimentícios, e quase nenhuma foi testada quanto ao seu potencial interativo com outras substâncias. Em 2006, quando o livro foi lançado, cada norte-americano tinha mais de 700 substâncias quimicamente sintetizadas acumuladas em seu organismo! 
A indústria alimentícia quer lucro, investe em marketing e economiza na compra de matéria prima. Moral da história: o supermercado tem muita coisa pra vender; pouca para comer. 
Raquel Ribeiro
 PS - Aos amantes da culinária japonesa, uma dica: existe shoyu orgânico (macrobiótico) e sem glutamato.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz ano novo: A poderosa dieta do dr Barcellos contra o que nos faz adoecer




DESINFLAMATÓRIA,
DESINTOXICANTE,
EMAGRECEDORA


A PODEROSA DIETA 
DO DR BARCELLOS
CONTRA O CÂNCER
E TODAS AS ALERGIAS


Mágica? Parece.

Deixar de comer por alguns dias os alimentos proibidos na dieta do dr. Barcellos já faz a maior diferença, mesmo para quem não tem câncer, asma e outras alergias. Os tecidos do corpo desincham e se recuperam. A barriga murcha. A pessoa emagrece. A disposição melhora. O sono melhora. A pele clareia.

Fazer a dieta do dr. Barcellos por alguns meses, constatando os benefícios progressivos, pode levar a reflexões mais profundas sobre alimentação, bem-estar e manutenção da saúde. E demonstrar na prática o quanto cada pessoa pode tomar as rédeas de seu próprio corpo, isto é, de sua própria vida.

Raul Barcellos, médico carioca falecido há pouco tempo, aprendeu praticamente sozinho. Aos 14 anos, asmático de família asmática, começou a reparar na relação entre a comida e seus ataques de asma. Formou-se advogado porque ganhou bolsa de estudos, mas não descansou enquanto não foi estudar medicina. Na bioquímica descobriu que a proteína de certos alimentos pode desencadear reações alérgicas e inflamatórias, que se transformam em processos degenerativos quando os tecidos estão afetados por lesões como as causadas por parasitas e toxinas. Ao longo de 40 anos de clínica, para ele ficou claro que o câncer é uma forma avançada desse mesmo tipo de reação.

Na indústria médico-farmacêutica, drogas são desenvolvidas para conter o câncer interferindo quimicamente na absorção ou organização das proteínas. A dieta do dr. Barcellos entrega o poder ao paciente: basta ele não ingerir os alimentos que contêm determinadas proteínas para fazer estacionar ou regredir o tumor. A asma. As alergias.

DIETA & PARASITOSES

Esta tem sido minha dieta de referência desde 1995, quando conheci o dr. Barcellos. Logo publiquei um pequeno livro sobre seu trabalho (www.correcotia.com/cancer) e percebi que precisava fazer uma publicação sobre vermes, já que a vermifugação persistente era essencial em sua estratégia clínica para reverter câncer, asma, alergias em geral e algumas doenças crônicas e degenerativas. “Você pode fazer a dieta para sempre que não vai ter sintomas”, dizia ele aos pacientes , “mas a dieta não é o tratamento.” E mandava fazer exames de fezes de 10 em 10 dias, até dar positivo. Aí travava as parasitoses encontradas e acompanhava os exames, de sangue e de fezes, até se dar por satisfeito.

Na época eu ainda tinha muitas reações alérgicas e a dieta me livrou delas. Inesperadamente, me livrou também da perspectiva de um mioma. Ultrassonografias do útero feitas ao longo dos quatro ou cinco anos anteriores mostravam crescente espessamento do endométrio, a membrana que reveste o interior do útero, que aparecia aumentado. Com a dieta ele voltou ao tamanho normal e assim ficou.

Em 1997/1998 escrevi o Almanaque de Bichos que dão em Gente (www.correcotia.com/vermes), que ampliou muito a minha compreensão sobre os caminhos do dr. Barcellos. Tratei amebíase e outras parasitoses e eliminei, com compressas de argila e sementes de abóbora, larvas de tênia localizadas na cabeça, nas costas e nas pernas.

QUESTÃO DE PONTO-DE-VISTA

“Não é feia”, disse a dermatologista homeopata Silvia Flaksman quando fui lá, outro dia, mostrar uma pereba. “Tudo em você sai na pele, isso é uma bênção!”. 

“Tudo” pode ser muita coisa. Frutos do mar me deixam manchas vermelhas que depois ficam escuras; carne de porco, às vezes, também, ambos sabidamente alergênicos; tofu, na fase macrô, me engrossava a pele dos cotovelos; e sou sardenta.

A bênção: coisas que aparecem na pele podem ser, e geralmente são, eliminação concentrada de toxinas. Esta é uma das funções da pele: deixar sair. Pode-se ajudar nessa limpeza de muitas formas, por exemplo usando emplastros de argila ou inhame.

Tirar fora ou bombardear quimicamente qualquer pequena anomalia dos tecidos, internos ou externos, é uma prática invasiva que vem sendo denunciada por eminentes médicos e cientistas do mundo inteiro. Muitas vezes aquele conjunto de células destrambelhadas não vai causar qualquer mal; será substituído naturalmente por um conjunto de células boas e a normalidade relativa se restabelecerá. A política de “detecção precoce” do câncer, chamada erroneamente de prevenção, acaba levando a uma epidemia de diagnósticos imprecisos e tratamentos desnecessários, prejudiciais à própria saúde.

Tudo muda o tempo todo. O imprevisível acontece também do jeito bom. Em 21 dias o sangue se renova e começa a trabalhar a favor do corpo, um sistema autorregulável que se recupera facilmente em condições propícias.

MAS E A DIETA?

Dureza é constatar que os alimentos implicados na dieta do dr. Barcellos são comuns demais na nossa rotina alimentar. 

Feijão, por exemplo, brasileiro come todo dia. Hipócrates, o pai da medicina ocidental, já dizia: “São tão ricos os feijões que poderíamos viver só deles, mas tão tóxicos que só podem ser comidos com algum cereal”.

Leite, queijo, iogurte, manteiga e outros laticínios, bem como bolos, biscoitos, pães e tortas preparados com eles, são quase regra no café-da-manhã, no lanche, no fast-food. Muitos velhinhos vivem de leite e biscoitos – mal, é claro. Além de sua proteína ser desenhada para o crescimento de quadrúpedes ruminantes, o leite pode conter resíduos de substâncias tóxicas e carcinogênicas altamente indesejáveis, como metais pesados, pesticidas e antibióticos.

Batatas? Meu Deus! O mundo é feito de batata-frita, batata-assada, batata cozida, purê de batata, fécula de batata, pão de batata. Uma greve de batatas seria a revolução na cozinha. Entretanto, apesar de ter salvado a Europa da fome, a batata-inglesa é conhecida por aumentar dores artríticas e musculares, entre outras, além de elevar rapidamente o nível de glicose no sangue.

Carnes de porco, lagosta e camarão, a Bíblia já dizia para não comer e há muitos casos de edema de glote e outras reações alérgicas graves devido a elas. Mas povos saudáveis, como os chineses, comem bastante carne de porco - devem ter um segredo qualquer, um modo regular de eliminar as toxinas, eles que entendem tanto disso.

Aveia, abacate, castanha-portuguesa e vitamina C sintética completam a lista das proibições. Doem menos.

– Nossa, mas não sobrou nada!, exclamam as pessoas. – O que é que vamos comer?!

Sobra muita, muita coisa no grande universo de alimentos. Quem sabe chegou a hora de mudar o padrão e fazer novas descobertas?

Não há nada a perder, nem efeitos colaterais indesejáveis. É simples demais para não tentar.

NÃO PODE COMER:

. leite e todos os derivados, queijo, iogurte, kefir, etc, e qualquer coisa feita com eles

. leguminosas: feijões secos e verdes de todos os tipos, vagem, ervilha, grão-de-bico, lentilha, favas, tremoços, soja e seus derivados e qualquer coisa feita com proteína ou leite de soja; amendoim, que é um tipo de feijão

. carnes de porco, lagosta e camarão

. tubérculos: batata-inglesa, batata-doce, mandioca/aipim/macaxeira, batata-baroa/batata-salsa/mandioquinha 

. aveia

. abacate

. castanha portuguesa

. vitamina C sintética

O QUE PODE: (atualizado em 1/1/13 às 20:37)

. leite de coco, de amêndoas, de castanhas, de arroz

. óleo virgem de coco, azeite extravirgem de oliva, óleos prensados a frio

. quase todos os cereais: arroz, trigo, cevada, centeio, painço, quinoa, amaranto, trigo-sarraceno, milho - e suas farinhas, se possível integrais

. quase todas as carnes: gado bovino, caprino e ovino, aves, peixes, ovas de peixe, caldo de rã (só o caldo)

. ovos de galinha orgânicos

. todas as raízes: cenoura, nabo, bardana, rabanete comprido

. os cormos: inhame, taro, cará (não são tubérculos, que o dr. Barcellos proíbe)

. todos os frutos: abóboras, abobrinhas verde e menina, chuchu, pepino, tomate, pimentão, beringela,
quiabo, maxixe, jiló, cará-moela

. rodos os rizomas: gengibre, cúrcuma (açafrão-da-terra)

. todos os bulbos: cebola, alho, funcho/erva-doce, aipo/salão, alho-poró, nabo, rabanete, beterraba, couve-rábano

. todos os caules e medulas: aspargo, palmito, broto de bambu

. todas as folhas: acelga, alface, chicória, agrião, mostarda, escarola, rúcula, espinafre, vinagreira, almeirão, bertalha, catalona, couve-chinesa, dente-de-leão, serralha, salsa, coentro, nirá, cebolinha, hortelã, caruru, bredo, ora-pro-nóbis, beldroega, shissô, manjericão, taioba, couve, repolho, couve-de-bruxelas, brócolis, couve-flor, e ainda as folhas de cenoura, nabo daikon, aipo, alho-poró e outras muitas   

. as flores: brócolis, couve-flor, alcachofra, capuchinha, flor de abóbora, flores de ipê

. os brotos: de qualquer semente orgânica que não seja leguminosa – trigo, alfafa, trevo, nabo,
abóbora, girassol

. todos os cogumelos

. as sementes: gergelim, girassol, abóbora, nozes, castanhas, amêndoas, coco, pupunha (não amendoim)

. os alimentos que evitam e combatem infecções parasitárias: inhame, cenoura, cebola, maxixe, agrião, alho, salsa, cebolinha-verde, coentro, nirá, hortelã, mastruz, erva-de-santa-maria, couve, abóbora e suas sementes, coco, amêndoa, óleo de gergelim, raiz-forte, trigo-sarraceno, arroz cru, sementes de mamão

. os temperos que alimentam e curam: alho, cebola, cebolinha, salsa, coentro e suas sementes, salsaparrilha, orégano, tomilho, manjericão, sálvia, alecrim, hortelã, cominho,  gengibre, cúrcuma, zimbro, noz-moscada, cravo, cardamomo

. todas as frutas, exceto abacate

TAMBÉM PODE, COM JUÍZO

. pipoca

. chocolate amargo ou meio-amargo que não leve leite ou soja, de boa qualidade

. biscoitos e cookies integrais de farinha de trigo sem leite nem soja

. bolo feito com leite de coco em lugar de leite e manteiga

. frutas em compota ou calda, doce de abóbora

…e outras guloseimas sensatas. 

Evitar excessos em geral, especialmente de produtos industrializados e farináceos.

ENCARANDO E +

O problema com as dietas é um só: não se render à primeira tentação. Isso exige disciplina, que deve estar ancorada numa boa motivação.

Tratar os vermes, ao iniciar a dieta, é muito importante para ajudar. Eles influem muito em nosso comportamento; estão por trás de grande parte das compulsões alimentares e de distúrbios emocionais recorrentes, como ansiedade e depressão.

Entrei nessa dieta de novo há dois meses porque estava gordinha, sentindo o abdome inchado.  Trabalho a musculatura abdominal há muitos anos e senti a capacidade de contração diminuída, pesada. Inflamação incha, vocês sabem, e o que as proteínas irritantes produzem no princípio é um estado de inflamação nos tecidos – especialmente nos intestinos, o que faz a barriga se expandir.

Pois bem: com 40 dias de dieta meu corpo começou a voltar ao normal. Perdi a aversão ao espelho que vinha tendo. A autoestima subiu. Fiquei feliz. Recuperei roupas. Mais uma vez coloquei à prova as coisas em que acredito, e como se vê, deu certo – é assim que vou continuar comendo por alguns meses mais.

Até porque o período de festas sempre me faz sair do sério.

Só eu?

BENVINDO 2013!

Saúde, felicidade e vida longa para todos. E muitas sementes de saúde e felicidade também.



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sem luz, sem telefone, sem conexão...

Queridas e queridos,

dezembro e janeiro são assim aqui na roça: chove, venta, cai raio, cai a rede, volta, vai embora de novo. Conexão, só no iPad, com 2 barrinhas. Dá pra email mas não dá para abrir o blog. Nem o facebook.

Por horas, ou dias, o mundo volta a ser o que era antes da eletricidade mudar tudo. Eu até que gosto, apesar de ficar aflita com os comentários sem resposta. Mas para tudo há um tempo, e o de responder a eles também chegará.

Fico aqui na calma, desejando a todos um grande final de ano e ótimo recomeço.

E até a volta - da luz, do telefone, da conexão e da vida como ela é...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Alô alô, Recife: Entrevista no portal Flores no ar

"Precisamos recuperar a autonomia relativa à saúde fundamental – comer bem, dormir bem, fazer exercícios, respirar um ar puro, beber uma água limpa, ter relações sinceras com os outros". 

ler a entrevista de Luciana Rabelo

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Convulsões em criança: Raquel Ribeiro conta novidades




Raquel Ribeiro e a filhota Chantal numa praia de João Pessoa, foto do feliz marido e pai

Na primeira semana de agosto de 2012, acordei com minha filha de quase cinco anos tendo uma convulsão. Vivi meu pior pesadelo: uma cena assustadora, não sabia o que estava acontecendo, tive pânico de ela não voltar – ou voltar com sequelas. No pronto socorro, mandaram para o raio-X e deram soro, apesar de garantirmos que ela não tinha caído ou batido a cabeça. Também não estava com febre, nem com o mais leve resfriado! Ou seja, a convulsão ocorreu sem absolutamente nenhum motivo. Procuramos um neurologista que pediu uma série de exames (que, após realizados, não indicaram nenhum problema) e receitou um anti-convulsionante que deveria ser tomado por ao menos 18 meses, o trileptal (também usado para tratar transtorno bipolar). Confiamos e relaxamos. Mas, dois meses depois, o episódio se repediu. Procuramos um dos neuropediatras mais conceituados (e caros) de São Paulo. Ele confirmou o diagnóstico e tratamento do primeiro especialista, pediu para repetir um eletro e mandou aumentar a dose do trileptal. Aumentamos. 

Mesmo medicada, nossa menina teve mais cinco crises em um período de quatro meses; e a recomendação era sempre a mesma: 700 reais a consulta de 20 minutos para receitar “aumentem a dose diária do remédio”.

Desanimados com a medicina acadêmica convencional (que se limitou a pedir exames e “acertar” a dose dos remédios na base da tentativa e erro), partimos atrás de tratamentos alternativaos, indicados por amigos e conhecidos – pois sempre que contávamos sobre as convulsões, ouvíamos outras histórias, recebendo novas informações e mil palpites.

Primeiro consutamos um terapeuta sensitivo mais para esotérico, que não apontou a causa e indicou florais e compressas de argila. O segundo, o experiente pediatra Julio Govinda, por telefone ja nos encheu de esperança. Saímos rumo a São Bento do Sapucaí, onde fomos recebidos em sua casa. Por quase duas horas ele escutou nossa história com atenção – fez questão que minha filha ouvisse tudo (para saber o que estava acontecendo e ter participação na própria cura) – e falou sem melindres. Insistiu que quadros de epilepsia como aquele costumam ser decorrentes da cesárea (principalmente por causa da longa e dolorosa separação da mãe nos primeiros minutos de vida do bebê), de metais contidos nas fórmulas das vacinas (como o alumínio), e dos corantes e outros aditivos químicos presentes em alimentos e cosméticos industrializados. No final, receitou um composto homeopático e a administração de uma infusão feita da semente moída da trepadeira dioclea violácea* (conhecida como olho-de-boi ou coronha), tomada três vezes ao dia; além de uma dieta: nada de tomate, berinjela, batata, alho e cebola, que contém elementos excitantes do sistema nervoso. Ficaram de fora também carnes, laticínios e ovos. Ele garantiu que a semente cumpriria a mesma função que o trileptal, deprimindo os picos das ondas cerebrais até, em médio prazo, normalizar essas frequências, mas sem os efeitos colaterais do remédio. Fomos instruídos a reduzir gradualmente a dose do trileptal (eram 5 ml duas vezes ao dia) até eliminar totalmente a medicação e ficar apenas com a semente. 



A consulta foi em março de 2012. Desde que passou a receber as doses da semente, nossa menina teve apenas duas crises. Uma no finalzinho de abril (quinze dias antes de retirar totalmente o trileptal) e outra em setembro. Foram as mais brandas de todas as crises e, pela primeira vez, sem perda de consciência e sem convulsionar. Segundo Júlio, ótimo sinal: significa que o cérebro está se reformatando :)
Superconfiante, esse médico nos pareceu igualmente confiável. Em mais de 40 anos de trabalho, salvou e melhorou a vida de muita gente. Segundo ele, a mesma semente trata outro males, como Parkinson! Ah, toda quarta-feira ele atende em São Jose dos Campos, numa salinha simples ao lado de um bom restaurante vegetariano e um empório com mil delicias saudáveis.
Partilho nossa história, pois sei o desespero que provoca uma cena de convulsão. Nos sentimos impotentes e ficamos vulneráveis, a mercê dos médicos e da indústria farmacêutica. Encontrar o dr. Julio Govinda foi uma luz no fim do túnel!
Raquel Ribeiro, jornalista
* Bot. (Nesta acp., com hifens: olho-de-boi) Trepadeira da fam. das leguminosas, subfam. papilionoídea (Dioclea violacea), originária da Guiana e do Brasil, de flores purpúreas e vagens com grandes sementes.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Alô alô, Recife: Deixar sair e Alimentar o corpo e a mente


19 a 21/11 - 19 a 22h
O curso Deixa Sair, como já diz o nome, é uma oportunidade para olhar de perto não só o que se come, mas também o que se descome: fezes, urina, suor, espinhas, emoções, pensamentos ~ tudo tem relação com o conteúdo dos intestinos. A vida pode estar uma bagunça porque ali dentro reina o caos. A partir da observação diária das eliminações se pode ampliar o autoconhecimento, nossa principal ferramente para manter a saúde.

23 a 25/11 (6a à noite, sábado de manhã e à tarde, domingo de manhã)
Alimentando o Corpo e a Mente será um trabalho em parceria com Henrique Lemes, mestre budista que vai ensinar a meditação da atenção e purificação emocional; e eu vou enveredar pelo caminho taoista dos cinco sabores ~ doce, salgado, ácido, amargo e picante ~ que têm diferentes funções na comida de cada dia e influem na disposição física e mental.

Já sei que será um período intenso de trocas e convivência com pessoas entusiasmadas. Chegue mais!

Onde? No Libertas Socializante, Rua Rodrigues Sete 158, Tamarineira.

Informações e inscrições antecipadas com desconto: www.shenweb.com.br

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Prevenção do câncer: Palestra de Susana Ayres em Brasília


A Susana Ayres, vocês sabem, é minha amiga querida do fundo do coração, e companheira de pesquisas há 15 anos. Quando nos conhecemos eu tinha acabado de escrever o livro sobre a dieta do dr Barcellos contra o câncer (e todas as alergias) e conversamos muito. As ideias dele faziam sentido para nós duas. Susana começou a observar a relação entre a alimentação dos pacientes e os sintomas, as dores. Batia com o que ele afirmava. Com pequenos ajustes na alimentação, os tumores estacionavam ou regrediam.

E aí emburacamos pelos vermes, segundo ele o fator mais comum de lesões com células cancerosas que passam a se multiplicar rapidamente quando há disponibilidade de certas proteínas. Susana e eu trocamos mil ideias, estudamos, amadurecemos. Acabei escrevendo o Almanaque de Bichos que dão em Gente no clima de bom humor bendito que sempre caracterizou nossas conversas. Falo dela no livro.

Formada em Fisioterapia e Acupuntura, com muitos cursos de massagem, fitoterapia e outras artes de tratamento e alívio, Susana busca conjugar os conhecimentos ocidentais e orientais em benefício do paciente. Entende de alimentação. E é especializada em avaliação energética, inclusive de parasitoses. Mas isso vocês sabem, porque falo muito do trabalho dela no blog. Ou não sabem? Uma amostrinha: http://www.soniahirsch.com/2010/09/detox-susana-ayres-e-os-tres-niveis-de.html

Então... Susana fará uma palestra em Brasília AMANHÃ, 6a feira, 26/10/2012, às 19h, sobre câncer e alimentação. Os tópicos: Alimentos que favorecem o câncer, Intoxicação e câncer e Atitudes para desintoxicar.


Quem for lá, dá um beijo nela por mim?

LOCAL: SEBINHO, SCLN 406, BLOCO C, LOJA 44
BRASILIA, DF

SITE: susanagigoayres.com.br

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Leonardo Boff: Comer juntos nos torna mais humanos

"Nutrir-se nunca é uma mecânica biológica individual. Consumir comensalmente é comungar com os outros que conosco comem. É comungar com as energias cósmicas que subjazem aos alimentos, especialmente a fertilidade da terra, o sol, as florestas, as águas e  os ventos.

Em razão deste caráter numinoso do comer/consumir/comungar, toda comensalidade é de certa forma sacramental. Embelezamos os alimentos, porque não comemos só com a boca mas também com os olhos. O momento do comer é um dos mais esperados do dia e da noite. Há a consciência instintiva e reflexa de que sem o comer não há vida nem sobrevida, nem alegria de existir e de coexistir."
Leia o artigo na íntegra: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/514527-comensalidade-passagem-do-animal-ao-humano

domingo, 7 de outubro de 2012

Viver melhor: O corpo se regula se a gente deixar

Aprendi uma idéia nova:
auto-regulação.

Sempre soube que o corpo
é um sistema auto-regulável
que expressa suas necessidades
e procura satisfação – se está
desidratado, manifesta sede;
se está cansado, encosta, ou senta,
ou deita; se está com calor
procura a sombra, tira a roupa.

Auto-regulação, portanto, é uma
característica do corpo de buscar
o equilíbrio através de movimentos
muitas vezes imperceptíveis.

Comeu muito açúcar? O corpo tira
cálcio das reservas para neutralizar
a acidez que o açúcar provoca.
Andou de sandália nova?
O corpo faz uma bolha d’água
para proteger o dedo e acumular
material que reponha a pele,
talvez em várias camadas calosas,
se você insistir na sandália.

Até aí, nada de novo.

A grande novidade, para mim,
é pensar que o corpo se auto-regula
também em relação a emoções.

Produzindo lágrimas, por exemplo, quando se sente triste.
Ou rubor nas faces ao se perceber alvo de uma atenção
especial. Suando fedido apesar do desodorante, se a
situação é de ansiedade e há muita adrenalina circulando.
Isso quer dizer que a emoção encontra uma forma concreta
de expressão que ao mesmo tempo é uma descarga, uma
forma de liberar a tensão que aquela emoção provoca.

E é nesse ponto que a coisa começa a ficar mais
interessante. Veja só: alguém que está auto-regulado
usufrui de um estado de prazer, satisfação, integração
consigo mesmo e com o meio ambiente. O corpo
digeriu emoções e alimentos e voltou ao estado de
equilíbrio, que vai durar até que algo aconteça –
do lado de fora, como um repentino vento frio, ou
do lado de dentro, como a vontade de ir ao banheiro.

Mas vamos supor que não seja possível sair do vento,
não seja possível ir ao banheiro. O corpo vai reagir
como? Criando mecanismos de contenção para lidar
com a impossibilidade: contrai a musculatura, respira
menos. Com isso o fluxo de energia corporal fica mais
lento, ou mesmo bloqueado. Quando for possível
encontrar abrigo e alívio, o corpo também vai poder
relaxar e recuperar seu estado de prazer.

A grande encrenca acontece se a auto-regulação não se der.
Por exemplo, uma criança fica triste e chora. Mas de tanto
ouvir a mãe dizer para não chorar, cria uma retenção,
bloqueia o choro, e com isso o corpo não pode se autoregular.
Há um engarrafamento de energia ali, a respiração
piora, os músculos se ressentem, os fluidos não circulam
livremente. A emoção já passou há muito tempo
e a retenção continua.

– De tanto não fazer o que precisaria para atender
a um processo de auto-regulação, o organismo
deixa de ser saudável, se torna neurótico,
diz Julia Andrade, terapeuta que trabalha
com a linha biodinâmica, estetoscópio
em punho. O que ela escuta com ele:
o movimento dos fluidos na barriga.

– É o psicoperistaltismo, explica. – O sinal de que
o organismo é saudável se identifica através de sons
na área baixa do abdômen, como os de um rio passando.
Essa fluência indica que o corpo está sendo capaz de
regular e dissolver produtos de pressão e tensão emocional.

É uma segunda função do intestino:
além de processar os alimentos,
separando o que vai para o sangue
do que vai para fora, ele também
“digere” as emoções.

Julia observa que na nossa cultura se valoriza muito o fazer,
trabalhar, produzir: uma pessoa acha que está bem quando
tem muitas atividades.

– Mas na perspectiva da auto-regulação
se dá importância a chegar em casa,
relaxar, saborear a experiência do dia,
dar um tempo entre uma situação e outra.
Antes de começar uma nova atividade, ter certeza de que
digeriu a anterior. Perceber quando é preciso descansar.
Escolher o que dá mais prazer em vez do que os outros
acham que é bom. E sentir confiança nos processos
corporais de descarga, como chorar, desabafar, gritar,
bocejar, rir, soltar gases, gemer, cochilar, enfim: tudo o que
pode trazer de volta a respiração calma, a fluidez dos
líquidos do corpo, o prazer.

Fundamental, diz Julia, é não ficar acumulando raiva,
frustração ou qualquer outra emoção difícil, nem fazer de
conta que não sentiu: pode até segurar na hora porque a
sociedade e a cultura exigem, mas depois tem que expressar
para dissolver. Seja na massagem, na caminhada, na terapia,
dançando na discoteca, conversando com algum amigo ou
na happy hour antes de voltar para casa. É o momento
para falar, rir da situação, reclamar, falar mal do chefe...

E você, já deu sua auto-reguladinha hoje?

(Crônica do livro Meditando na cozinha, republicada hoje para a leitora Elis Melo em nome de todas as mulheres estressadas do mundo)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Primavera: Sopa de arroz do Pai José para deixar sair

É como um rosto que de repente fica nítido na multidão, a brisa que começa a soprar naquele instante, algo que surge inesperadamente e já faz toda a diferença – ipês-roxos pela cidade inteira, montes de buquês lindos se oferecendo! Pode ser mais primavera?

Chega assim sem avisar e vai logo entrando pelos olhos, encostando na pele, trazendo cheiros no vento, dando vontades... Recria-se a vida. Samambaias dão mais lagartas, insetos recomeçam a cortejar lâmpadas, gatas entram no cio, humanos também. Rolam sarampos, cataporas, tosses compridas, gripes e resfriados; o corpo está pondo fora outros tipos de flor. Tudo o que serviu no inverno para reter calor já está sobrando. Eis um momento perfeito para perder aqueles quilinhos que a gente ganhou comendo demais – porque estava tão frio...!

Como conseguir isso? Também comendo, claro. Principalmente caldos e sopas, para lavar tudo por dentro e desintoxicar. A maior parte das doenças acontece justamente porque vamos deixando acumular toxinas, até não termos mais sensibilidade para discernir entre o bom e o ruim. Boa notícia: em poucos dias de dieta já dá para sentir um corpo novo, a cabeça leve, e o discernimento volta com a consciência do bem-estar.

A sopa de arroz do Pai José
é campeã das dietas, porque limpa, emagrece e não dá fome.

ingredientes
1 xícara de arroz integral cru
16 xícaras de água
6 dentes de alho
3 cebolas médias
6 talos de aipo com as folhas
um alho-poró também com as folhas
12 ou mais folhas de bertalha
e ainda hortelã, cebolinha, salsinha, manjericão, hortelã ou coentro ou qualquer outra folhinha verde comestível – valem os trevinhos dos vasos na varanda.

modo de fazer
Ponha o arroz para cozinhar naquele montão de água,
de preferência em panela grossa, de pedra-sabão, barro ou ferro esmaltado; quando ferver abaixe o fogo, tampe e deixe cozinhar por 2,5 horas,
mexendo de quando em vez. Se for o caso acrescente água.

Corte a cebola em gomos,
o aipo e o alho-poró em fatias grossas diagonais,
descasque os dentes de alho. Coloque na panela onde está a papa de arroz
e deixe ferver mais 30 ou 40 minutos, com mais água se necessário.
Ao apagar o fogo misture as folhas de bertalha.

Sirva com uma colher (chá) de missô em cada porção
e verdinhos frescos por cima. Pode comer à vontade.
Substitui ao menos uma refeição por dia, com resultados maravilhosos.

Por quê?

Primeiro porque o arroz integral cozido longamente,
às vezes a noite inteira, é o alimento mais medicinal que existe:
fácil de digerir, fortalece o princípio vital e o sangue,
harmoniza o sistema de aquecimento do corpo,
suaviza os intestinos e ajuda a eliminação de toxinas
através da urina. (Contraindicação: quem
já urina muito não deve tomar essa sopa.

O alho é uma cornucópia de virtudes para a saúde.
Espanta vírus, fungos e outros hóspedes indesejáveis,
desengordura, tonifica, relaxa, faz bem ao fígado e
às glândulas, limpa o sangue.

A cebola não fica atrás: também é antisséptica,
limpa e regulariza os rins e a bexiga, baixa a glicose no sangue,
ajuda a absorver oxigênio.

O alho-poró reforça o alho e a cebola e dá um sabor especial.

O aipo, ou salsão, estimula a digestão e os intestinos, limpa os rins, alivia o reumatismo, acalma, nutre e tonifica; suas folhas têm um tipo natural de insulina.

E as folhas de bertalha são riquíssimas em cálcio, ferro, magnésio, clorofila e outras preciosidades, e ainda lubrificam os intestinos. Se não conseguir, pode substituir por chicória, cozidinha à parte em pouca água.

Boa primavera – boa reciclagem!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Agenda paulista: Alô Campinas, Indaiatuba, São Paulo



O expresso da primavera me leva para Campinas esta semana, onde faço,
dia 23, domingo, às 15:30, uma palestra na Feira do DNA Social,
organizada pelo Grupo GiraSonhos na Casa do Lago, campus da Unicamp.

Dia 26, 4a, às 19:30, volto ao salão do SISNI, em Indaiatuba, com os temas da primavera:
deixar sair, limpar os canais, aliviar o fígado e cultivar a paciência, entre outras coisas boas.
Informações e reservas: 19 3312-2527, 9222-2007, 9603-7064

Dia 27, 5a, ao cair da tarde, vou me encontrar com o Grupo Samaúma – mulheres, mães e profissionais apaixonadas pelas vivências de gestação, parto natural e maternidade,
“momentos singulares que devem ser vivenciados em sua plenitude”.
Vamos falar de alimentação na gestação, na amamentação e no desmame.

Dia 29, sábado, em São Paulo, o espaço é o Parque da Água Branca e quem convida é a
Feirinha da Associação de Agricultura Orgânica, AAO para os íntimos.
Chego às 9h para estar com as pessoas e fazer umas comprinhas, que ninguém é de ferro,
e às 11h começa a palestra Deixa sair.


Apareçam!