terça-feira, 31 de agosto de 2010

Óleo virgem de coco: Do produtor ao consumidor, uma longa distância

Vem rolando no blog uma pendenga quanto à melhor marca de óleo virgem de coco disponível no mercado. Fique claro desde logo que não interessa a marca: interessa que o óleo esteja bom. Digo esteja porque o óleo é perecível. Sua acidez aumenta. Pode ser que ele seja muito bom no momento de envase e depois não seja, por fatores como material do pote, a tampa, seu revestimento, muita luz, muito calor. É que nem manteiga - sensível. Mas custa 8 vezes mais que a manteiga. Por que não é tratado como produto sensível?

Já surgiram duas marcas nacionais que se gabam de produzir um extra bom óleo. A primeira começou bem e desandou. A segunda, pelo vidro que me mandou pelo correio e que abri hoje, ainda não pode ser recomendada. Não apresenta um óleo virgem de coco de bom sabor. Aroma, nenhum. E um gosto de sabão e solvente no fundo da garganta. Engraçado, déjà vu igualzinho.

De duas, uma: ou cá na terra não fazemos o óleo virgem direito ou não o fazemos chegar direito ao consumidor.

Falta de tradição? Talvez. Nas Filipinas a extração tradicional caseira foi recuperada como forma de aumentar a renda familiar e passou a ocupar centenas de famílias. Alguma sabedoria lá deles nos escapa.