domingo, 27 de novembro de 2011

Lixo: Como abordar a questão?

ilustração Orlando Pedroso

Moro num condomínio onde a maior parte dos proprietários só vem no fim de semana. O lixo não costuma ir embora com eles, fica para o caseiro resolver. Não existe composteira coletiva, coleta seletiva muito menos; é uma bandeira de todos os síndicos, ano após ano, e fica sempre para depois. Porque lidar com lixo é difícil. Mais fácil consumir conteúdos do que se livrar de garrafas, vidros, potes plásticos, latas, bandejinhas de isopor, sacolas, restos de comida que começam a cheirar mal e liberam chorume. As caçambas da estrada transbordam.

Aí vem a jornalista Raquel Ribeiro, que de vez em quando dá uma canja aqui no blog, com uma proposta deliciosa de envolver as crianças nesse assunto, porque é de pequenino que se torce o pepino. "A fuga das minhocas" é um livrinho de 40 páginas, ilustrado por Orlando Pedroso, que já tem até blog.

Não li e já gostei, Raquel! ;-)

9 comentários:

Érima disse...

EStou ocm você Sonia, também já gsotei! bjs

PaulaZZT disse...

Ilustrações nota 10 :-)
Sonia, tô super triste, mais uma vez vc veio a Campinas e eu não consegui ir vê-la, a Beatriz (minha querida médica acupunturista) falou que foi d+!! E que vc deve voltar logo!! Espero que seja verdade!! Bjoks

Luciana Camuzzo disse...

Oi, Sonia. Que legal, vou atrás deste livro. Sou artista visual e tenho um trabalho que se chama O Processador que é um minhocário no qual eu reciclo os papéis gerados pela exposição desde sua criação. Dá para ver nos links abaixo:

1ª experiência ainda em fase de testes:
http://issuu.com/lucezz/docs/o_processador?viewMode=magazine

2ª experiência mais elaborada:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.2424780469571.133619.1553284543&type=1&l=a752d8c8a8

http://lucianacamuzzo.tumblr.com/

O mais legal é descobrir que é possível além do reaproveitamento dos resíduos desenvolver uma relação afetiva com as minhocas, igual a qualquer outro bichinho de estimação. Recomendo muito a todos!

Sonia Hirsch disse...

Bacana, Luciana!

Nelson Diehl disse...

Ontem conheci uma composteira feita em apto. A caixa com mais de 60 litros sem mal cheiro e sem chorume. acolhe o material orgãnico dos aptos do edifíco! Emocionante1

Raquel Ribeiro disse...

Sonia, obrigada por divulgar o livro! Vc sempre ajuda a criar pontes, abrir portas, fazer mil conexões. Espero que o tema - consumo consciente e compostagem - atraia cada vez mais gente. Afinal, trata-se de cuidar da saúde. Da saúde da terra! Hoje contei a historia para quatro turmas de escolas municipais e a participação das crianças foi surpreendente: se a gente der instrumentos, elas podem construir um mundo melhor :)

Raquel Ribeiro disse...

Nelson, hj ha vaaaarios modelos de composteiros! Se quiser ver algumas opcoes, fiz um Guia de Compostagem Caseira, que pode ser baixado gratuita// nos links
http://unisinos.br/blog/ihu/2011/08/23/seja-responsavel-pelo-lixo-produzido/
http://www.moradadafloresta.org.br/artigos/compostagem-domestica

Sonia Hirsch disse...

Raquel, você é sempre bem-vinda. E o Nelson é veterano na militância pela saúde do planeta. Só dá gente boa nesta postagem ;-)

Raquel Ribeiro disse...

Nos últimos dias contei A Fuga para varias crianças e o mais bacana rolou depois da historia, quando elas foram ver composteiros e mexer neles em busca de minhocas. Um barato a reação da garotada ao pegar os bichinhos! Flagrei uma menina com um olhar tão doce que parecia ter se apaixonado por todos os animais, todo o planeta... Acho que quando a gente sente a terra na mão, sente vibrar a Terra também.