quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Silvia Salas, engenheira de alimentos: A indústria de comida nos causa doenças


Perguntas: Deixa sair
Respostas: Silvia Salas

"...dúvidas que muita gente tem, e que realmente são deixadas de lado porque não é de interesse econômico que as pessoas saibam este tipo de informação..." 

O que você  considera serem os piores ingredientes usados na indústria de alimentos?

A Indústria, nos dias de hoje, lamentavelmente, faz uso de muitos ingredientes que são a causa direta de muitas doenças e desarmonias nas pessoas. Começaria pelo açúcar refinado, xaropes de glicose e frutose, gorduras hidrogenadas e os aditivos químicos. Nesta última categoria, estariam os aromas artificiais, conservantes, estabilizantes, corantes químicos artificiais, edulcorantes artificiais, umectantes e antiumectantes, antioxidantes e espessantes. E importante também esclarecer que a Indústria se protege dizendo que usa quantidades permitidas pela lei, mas se você somar a quantidade que se ingere em 10 produtos que a pessoa coma por dia, ou até mais, essa quantidade permitida se excedeu e haverá algum tipo de repercussão na pessoa a curto ou longo prazo. 

Como vê a presença de açúcar e farinha na alimentação diária?
Péssima, e uma pena que a Indústria tenha se esquecido da saúde de seu principal “cliente”. Praticamente, ela está intoxicando a vida dos consumidores, por uma questão econômica e prática. O açúcar refinado eu não consideraria como alimento, já que ele em vez de nutrir, desnutre e traz conseqüências drásticas à saúde como câncer, diabetes, inflamações, infecções, entre outras. Por outro lado, a farinha de trigo refinada é um alimento com índice glicêmico muito elevado, similar ao açúcar, o qual também traz conseqüências terríveis ao nosso corpo. Segundo o biólogo Otto Heinrich W. (recebeu premio Nobel de medicina), “O metabolismo dos tumores cancerosos é amplamente dependente de seu consumo de glicose”. Alem disso, ambos os produtos estão expostos a um refinamento onde são usados ácidos e produtos químicos para que o produto fique bem branco e refinado. 

Por que as barras de cereais em geral não são boas?
É uma ótima pergunta. Muita gente consome barrinhas de cereais porque acha que é um produto saudável, ou pelo menos isso é o que diz o rótulo da caixinha, com uma foto de uma pessoa feliz e saudável. A questão está nos três ingredientes principais: geralmente, essas barrinhas são fabricadas com flocos de arroz, xarope de glicose ou frutose e/ou farinhas diversas. Estes três elementos elevam o índice glicêmico muito rápido (caso a pessoa coma a barrinha quando sente fome) e não oferece nutrientes consideráveis. Além disso, muitas vezes têm uma carga muito grande de aditivos químicos, como aromas artificiais, estabilizantes e acidulantes. E ainda mais, como bônus, muitas delas têm uma cobertura de chocolate, com base de gordura vegetal hidrogenada. Então, na próxima vez que quiser consumir uma barrinha, é melhor pensar duas vezes.

Até onde vai o uso oculto dos derivados da soja na indústria de alimentos?
A soja é um alimento muito usado na cultura oriental faz muitos milênios. É um alimento completo, que fornece nutrientes como proteínas, minerais, antioxidantes, e produzem efeitos benéficos a saúde, e por isso, é denominado também um alimento funcional. Mas nas últimas décadas a soja vem sendo utilizada de varias formas, nem sempre ideais, entre elas: proteína hidrolisada de soja, proteína isolada de soja, proteína concentrada, soja texturizada, cujo processamento é feito com adição de ácidos, químicos e álcalis. Estes subprodutos da soja são os que mais se usam nos produtos alimentícios com a função de melhorar a textura, aumentar o nível proteico e ser agente de recheio em vários produtos. Os alimentos que levam estes ingredientes vão desde barrinhas de cereais a frios em geral (derivados cárneos), produtos lácteos, chocolates, bolachas, biscoitos, bolos, enfim... 90% dos alimentos industrializados contêm soja.

E vamos levar em conta que consumir esses produtos da soja, na maioria das vezes geneticamente modificada, também prejudica o meio ambiente.

Quais seriam as melhores e piores gorduras para uso diário?
Sempre começando pelo que é  bom, as melhores gorduras estão no azeite de oliva, com gorduras monoinsaturadas, e óleos de canola e linhaza, que contribuem como uma boa fonte de Omega 3. As piores gorduras são as gorduras vegetais hidrogenadas, gorduras vegetais parcialmente hidrogenadas e gorduras vegetais interestificadas (usadas atualmente na maioria das margarinas). Além disso, as gorduras animais como pele de aves e gordura de porco e boi, se consumidas em excesso podem prejudicar a saúde. Ter cuidado com os produtos que levam gorduras “não saudáveis” ocultas como: derivados lácteos (queijos processados como requeijões e madurados), bolachas recheadas, bolos prontos frescos ou industrializados (inclusive os que vendem nos supermercados sem cobertura nem recheio), batatas fritas ou comida gordurosa e frios como salame, mortadela, patê, etc.

O que são nitritos e nitratos? Qual o efeito deles na nossa saúde?
Os nitritos e nitratos são adicionados às carnes processadas com a finalidade de preservar os produtos atuando como agentes antimicrobianos, em especial, para inibir o crescimento e produção da toxina Clostridium, alem de conferir cor e sabor aos produtos. Mas, apesar de ter uma função boa no alimento, o consumo desses produtos em excesso pode levar a sérias complicações de saúde pela formação de substâncias carcinogênicas, mutagênicas e teratogênicas, ou seja, maior possibilidade de desenvolver câncer e outras doenças graves.

Estes sais eram usados na antigüidade, quando não se tinha um sistema de refrigeração adequado para conservar as carnes e seus subprodutos, e também eram produtos que se consumiam em climas muito frios e onde havia falta de carne em certas temporadas. Realmente, acho um pouco absurdo o consumo de embutidos no Brasil, um país com tanta diversidade de alimentos, climas cálidos e muita variedade de carnes frescas.

É importante pensar um pouco mais no que estamos consumindo dia a dia, e ver se nos estamos realmente nutrindo ou apenas gerando doença.

Silvia Salas atualmente é terapeuta ayurveda em SP e trabalha com conscientização alimentar. Jajá voltamos com ela. Valeu, Silvia!


Aliás, as Silvias e este blog são caso sério...;-)

30 comentários:

  1. Perfeito!!!
    Obrigada por compartilhar!!!
    Beijo grande nas duas!

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  2. Salve, Sonia Hirsch!Beleza? Maravilha esse seu último post, parabéns! Hoje li um artigo no caderno Equilíbrio da Folha que achei interessante compartilhar com seus leitores e leitoras. Tema: Crudívoros. Matéria de 4 págs. com receitas e entrevistas, opiniões, etc... Mas o que eu achei bacaninha foi o espaço dado a quem discorda dessa onda, num texto bem escrito pela Suzana Herculano. Vou transcrevê-lo a seguir, ok? BeijOM, pcésare



    Comer cru é para quem não sabe cozinhar


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    Quando o alimento é cozido, o tempo de mastigação é menor e o aproveitamento da refeição é muito maior
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    O QUE NOS DISTINGUE dos outros animais?
    Gostamos de pensar que é nossa capacidade de pensar coisas complicadas, mas adoro lembrar que talvez a diferença original, aquela que tornou todas as outras diferenças possíveis em seguida, tenha sido bem mais prosaica: aprendemos a cozinhar.
    O ser humano é o único animal que sabe dominar o fogo para cozinhar o que come. E isso não seria consequência da nossa humanidade, mas razão dela.
    De acordo com a tese do antropólogo norte-americano Richard Wrangham, o aumento do tamanho do cérebro que nos tornou humanos, com um número de neurônios talvez maior do que todos os outros animais, só teria sido possível quando o Homo erectus aprendeu a cozinhar seus alimentos.
    A razão? Comer cru é um esforço imenso e demorado para um resultado energético mínimo. Além de os alimentos crus (à exceção das frutas macias) precisarem ser mastigados mais tempo para poderem ser engolidos, sua exposição às enzimas digestivas é pequena, assim como a absorção dos nutrientes.
    O rendimento calórico que vem nas embalagens dos alimentos -4 kcal por grama de carboidrato ou proteína, 9 kcal por grama de gordura- é teórico e presume um aproveitamento de 100% dos alimentos na digestão. Se a comida é crua, esse rendimento cai pela metade.
    Resultado: quem só come cru acha que está ingerindo as 2000 kcal que precisa por dia, mas está na prática subalimentado. Por isso essas pessoas tendem a ser magérrimas e subnutridas.
    Comer cozido, ao contrário, reduz o tempo de mastigação e o tempo de atividade do sistema digestivo e, portanto, os custos metabólicos da digestão; aumenta o aproveitamento dos alimentos para quase 100% e, portanto, sua qualidade energética e, logo, aumenta o aporte energético para o cérebro.
    Assim conseguimos ingerir muito mais calorias úteis do que qualquer outro primata, e em menos tempo: pela primeira vez, sobra tempo para fazer outras coisas!
    E alguns crudívoros ainda se justificam dizendo que "era assim que nossos ancestrais comiam, então é assim que devemos comer".
    Não, não. Estamos hoje aqui justamente porque nossos ancestrais aprenderam a comer, ou nunca teriam conseguido alimentar o cérebro grande que puderam assim passar a ter. Só comer cru é para animais que não sabem cozinhar.



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    SUZANA HERCULANO-HOUZEL, neurocientista, é professora da UFRJ e autora de "Pílulas de Neurociência para uma Vida Melhor" (ed. Sextante) e do blog www.suzanaherculanohouzel.com

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  3. Muito bom, Paulo! E entre o cru e o cozido sempre existe o crocante, querido caminho do meio... Beijos!

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  4. Além do que, pense na diversidade cultural que se extingue se deixarmos de cozinhar? quanta cultura e quanto afeto passa pela cozinha? Quanto prazer passa pela cozinha! Perder tudo isto é muito empobrecedor!

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  5. Muito bom o artigo! Realmente acho fundamental que as pessoas pensem sobre a origem e os benefícios dos alimentos que consomem. Só não concordo em definir o óleo de canola como uma boa fonte de gordura. A gordura animal, por outro lado, se vier de animal criado de maneira adequada (ao contrário do que fazem as grandes criações) é uma excelente fonte de gordura. Flávia

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  6. Oi, Luce, também acho. O alimento vivo eu vejo mais como uma forma de dieta medicinal radical, útil e necessária em muitos quadros graves, mas que deixa de fazer sentido quando a vítima se restabelece.

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  7. Noite, Sonia,
    tudo certinho?

    Silvia 'falou' o que vivo falando. Bacana que ela é engenheira de alimentos.

    Paulo, eu como cru, germinado, AMORnado e crocante, raramente como cozido.

    Respeito e frequento o trabalho da Suzana, mas pera lá, tem de olhar além dos paradigmas: dieta é individual; e existem muitas hipóteses que relacionam a dieta com o aumento da massa encefálica, por exemplo, uma delas relaciona a glaciação como (falta de ) opção para o aumento de carne e consequente aumento da massa encefálica.( O que parece que não se relaciona com o aumento da inteligência, se não hoje, com tanto churrasco seríamos um celeiro de gênios, rsrsrs...)

    Pessoalmente, não sinto que comer cru dá trabalho ou demora, ao contrário o preparo do alimento cru leva bem menos tempo , não empacha durante a digestão, sobra mais tempo para experimentar ampliar as conexões neuronais.

    Tenho uma baita vitalidade, raramente fico doente. E é claro, não acredito que o que serve para mim serve para todo o mundo.

    O que percebo é que as pessoas hoje em dia são moles mesmo, tem preguiça até de mastigar. Uma hipótese que eu e minha dentista aventamos é que meus dentes se mantem limpos, firmes e possuem a gengivas bem seladas por conta da minha alimentação firme.

    Mas não dá para jogar a culpa só na alimentação, que levo a vida de forma pouco estressante.

    Luce, é um tanto a história da culinária no ocidente é a história da pobreza da humanidade. Eu fui criada com açúcar com afeto. Não tive o menor prurido de limar o açúcar e os refinados das receitas da família.

    BeijOM,

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  8. 'Dia, MaFê, bem-vinda! Botando tempero no papo, né? Muito boa nossa panela de crus, amornados, cozidos e, quem sabe, assados... Já experimentou amornar no sol? Conhece o fogão solar? Amorna bem que só vendo... http://osolnapanela.blogspot.com/2009_11_01_archive.html

    Beijo!

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  9. duas coisas:

    a. há uma baita discussão sobre o óleo de canola ser realmente saudável. acho que vale uma análise mais profunda na hora de classificar este óleo como uma gordura interessante.

    b. felizmente vivemos em uma era de mudanças, eu quase diria "revoluções", e a cultura será mudada. não fosse assim, ainda estaríamos achando "cultural" prender passarinho em gaiola ou perseguir bois pela rua.

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  10. Tarde, Sonia,

    conheço fogão solar sim.
    Aqui onde moro o céu é sempre limpo, eu arrisco um amornado/assado/cozido solar num fogãozinho solar improvisado. Coisa pequena. Mas, já li coisa que dá para fazer coisas da cozinha 'normal', o trem esquenta mesmo.

    Também gosto de assar ao forno convencional no pacote de papel, e faço uma versão pirex: duas tigelas do mesmo tamanho de pirex, uma com os ingredientes e a outra para tampar, encaixando bem a bordas. Tenho vontade de adaptar para o sol.

    O que não tem mesmo aqui em casa é microondas, rs.

    BeijOM,
    bons finais de semanas para todos,

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  11. Bem: andando pelas pradarias matutei a figurinha nº1:

    - Doença é sujeito? Isto é: aids, tuberculose, câncer são "per si" ou conseqüências de um sistema desequilibrado?

    O sr. HIV, o sr. Bacilo de Koch, o sr. Tumor Maligno, apareceriam com um sistema desequilibrado, da mesma forma que os ratos apareciam quando era colocado o queijinho na experiência do Pasteur.
    Sem queijinho, sem rato. Sem desequíbrio no corpo, sem "agentes patológicos".

    Ainda dá para ir além: os supostos "agentes patológicos" teriam uma função a mais na natureza além de "nos adoecer", assim como animais mau falados como cobras, ratos, etc, tem.

    Sei que esse tipo de teoria não é nova. Mas eu não sou mais tão novo assim tb! =) O que você acha?

    Abraço, Bruno.

    Ps: Uma argumento favor desta idéia são as muito constantes VOLTAS (remissivas)das supostas doenças supostamente tratadas pela medicina O(a)cidental. Remissivas muito freqüentes mesmo.

    Sei disso não por ler nos livros ou nas estatísticas, mas por ter conversado muito com as pessoas nos últimos tempos, que me relataram casos em suas próprias famílias.

    É como a mosca que pousou na nossa sopa: vc mata uma/ vem outra no lugar dela. A mosca não é "causa" dela própria, assim como as doenças não são.

    A saída pode ser:
    a)tampar a sopa.
    b)conviver com a mosca.
    c)Arrumar uns sapos
    d)?

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  12. Figurinha nº1: não existe a doença, existe o doente. Ótima, Bruno!

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  13. Figurinha nº1: não existe a doença, existe o doente. Ótima, Bruno!

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  14. Aguardem a figutinha nº2: Postulados Opnopédicos sobre ciência e modernidade! (eses eu vou ter que ralar mais um pouco... Merece até anúncio) =)

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  15. Aguardem a figurinha nº2: Postulados IPONOPÉDICOS sobre ciência e modernidade! (Nessa eu vou ter que ralar mais um pouco... Merece até anúncio) =)

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  16. Este comentário foi removido pelo autor.

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  17. Tarde, Sonia,
    pessoas,
    Bruno,

    existe o doente.

    E porque o doente existe? Porque muita gente acredita que o ciclo da vida (nascer-viver-morrer) inclui obrigatóriamente ir degenerando aos poucos/ficar doente crônico até perder a dignidade e morrer.

    Em plena era da Internet, as pessoas não fazem distinção entre prevenção (com alimentação adequada, higiene e saneamento básico e prática regular de exercícios) e diagnóstico precoce.

    Por isso tem de tentar por o tema em pauta.

    AbraçOM,

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  18. Bem... Gentilmente acho que discordo dea ambas -Sônia e Mafê em um ponto:
    se não existe doença,também não existe O DOENTE. Existe sim, uma pessoa.

    O ocidente tende a querer tornar crônico o que é transitório e mutável. Esta é minha opinião atual.

    Mas estou gostando muito da coversa!

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  19. Bruno,

    leia de novo: o doente é um estado transitório, 'provocado' pela ignorância (ou pela arrogância?)

    AbrçOM,

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  20. ...um estado transitório provocado pela ignorância, pela arrogância, pela negligência, pela fraqueza, pela submissão, pelo medo...

    Então podemos ter o doente, como indivíduo, e a doença, como algo mais amplo que abrange todos os estados de mal estar, classificados simplesmente em brandos, medianos e severos.

    Doença também como atmosfera, atmosfera como o que emana da pessoa e a gente pode perceber.

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  21. Silvia Salas14/09/2010 07:50

    Bom dia...vou me entrometer um pouquinho nesta discussão que está muito boa....segundo o Ayurvedaa doença é desordem, e dentro do corpo há uma CONSTANTE interação entre ordem e desordem. O importante é o ser humano estar CONSCIENTE dessa desorden e tentar voltar ao ordem ou euquilibro. Mais antes de aprofundar em doença, tambem e importante falar de saúde, que é definida na seguinte forma (segundo o Ayurveda) :"Um estado de saúde é quando a digestão é boa, as funções metabólicas no corpo estão em equilibrio, os produtos de excreção são eliminados corretamente, os sentidos estão funcionando corretamente, o corpo a mente e a consciencia estão trabalhando harmoniosamente como um só." Quando o equilibrio de qualquer um desses sistemas e perturbado aparece a doença.
    Pergunta...estamos realmente com saúde? O importante, na minha opinião, e caminhar para a saúde ... com muita prevenção (alimentos saudável, rutinas diarias e limpeza mental) e o cuidado de ESCUTAR nosso corpo a toda hora.
    Obrigado, e desculpe a entrada na conversa...mais tinha que falar,jeje...

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  22. Oi, Silvia, bem-vinda, sinta-se em casa! Já estava mesmo sentindo falta de você por aqui. E a conversa é pra todo mundo.

    Então, é muito melhor falar de saúde. Mas o Bruno, velho amigo jovem, puxou esse fio da doença, muito mais falada do que a saúde. E você, colocando a constância e a consciência, me deu o gancho para um novo post. Vamos lá, abração!

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  23. Mafê e Sonia: existiria um estado humano perfeitamente livre de desequilíbrio? Ou o desequíbrio é parte do todo?

    Daí as chamadas "doenças", o medo, os refriados, seriam estágios não de desquilíbiro, mas de uma trgetória de vida, da mesma forma que a felicidade, a insatisfação, a raiva, etc.
    A vida não seriaum planalto de "saúde" tipo "nosso lar" com clima temperado 365 dias do ano e todos vestido de branco, mas caminho variado, muitas vezes acidentado, mas com as mais diversas paisagens! (quem for de metrô perde)

    Ai caramba: estou poeta a beça hoje!!! Também... com dua musas =)

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  24. Tarde, Sônia,
    Pessoas.

    Bruno,
    O Yoga defende que este estado se chama Samadhi.
    Ele é acessível para qualquer pessoa que se disponha a realizar a empreitada na jornada do Yoga.

    A vida é um campo de experiências, que dentro da minha atual percepção, passa longe de um campo asséptico/monótono/previsível.
    Podemos perceber/receber as experiências de maneira correta, equivocada, imaginarmos, nos iludirmos, ou não termos consciência. Sustentar o eixo no desequilíbrio faz parte de todas as nossas atividades, a começar da mais prozaica (prosaica+prozac, rsrsrs), que é caminhar: a deambulação humana é uma sucessão de tombos que costuma dar errado, e por dar errado (raramente caímos) conseguimos nos mover de um ponto a outro sobre nossas pernas.
    Quando percebemos a experiência cOM todas as suas nuances, de forma correta, estamos em equilíbrio dinâmico.

    TSk,
    a mudança, a variedade é desequilíbrio?
    Ou é coisa da Vida?

    BeijOM,
    MaFê

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  25. bem, en temps,

    artistas bem mais felizes que eu em explanar o assunto:
    http://experimentexto.blogspot.com/2010/07/mortal-loucura-jose-miguel-wisnik-2005.html

    BeijOM,
    MaFê

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  26. Gostei muito de todos os comentários.
    Nunca participei em blogs, mas gostei tanto da leitura da conversa de vocês que sinto vontade de deixar sair.
    1- Realmente a gordura de porco pode fazer mal, se ingerida em excesso.
    Durante 8 anos morei num sítio e mantinha sempre um porco solto a crescer junto com galinhas, vacas, égua e outros pequenos animais selvagens. Todos fazíamos uso de água potável que brotava bem próximo ao nosso lar (protegida de excrementos que eram lançados em fossa localizada bem distante da nascente).
    Nas reuniôes de amigos sempre cozinhávamos e tanto comíamos carne de porco como em todos os outros pratos (exceto salada) usávamos a gordura animal.
    A única vez que passei mal por tomar umas pingas com o tira-gosto toresmo (em casa de algum amigo), foi quando o mesmo era de animal criando em granja.
    Hoje moro em BH e nem compro carne ou toucinho de porco ( e nem frango), pois sei da impossibilidade de serem caipiras.
    Vivo intensamente tentando equilibrar as imperfeições!

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  27. Linda a ORA AÇÃO MaFê.

    Pessoal!
    Acabei de ler um artigo sobre "A sombra faz parte de nós" que diz: "...temos gravada em nossas células a memória de que o lado escuro de nossa personalidade não deve ser aceito. Nos envergonhamos dele e tentamos de todas as maneiras cancelar sua existência inevitável em nossa personalidade. Dos pares de opostos que habitam em nós - luz e sombra, divino e diabólico, santo e profano -, tentamos fingir que só o que é bom existe."
    Abraço atrasado a todos!
    (Faz tempo que vcs não escrevem!)
    Fio.

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  28. Oi, Francisco, é isso aí. E viver, de fato, me parece que é principalmente aprender a administrar contradições... Um abraço!

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