terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Internet de qualidade: A Oi é contra. Vamos protestar hoje!

De: IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor)
Para: Deixa Sair

Graças às mais de 80 mil mensagens enviadas ao Conselho Diretor da Anatel, conseguimos aprovar no ano passado as primeiras metas de qualidade para o serviço de banda larga no Brasil, porém, a Oi está ameaçando jogar tudo por água abaixo.
 
A empresa encaminhou um pedido oficial à Anatel para anular pontos importantes das metas de qualidade! A Anatel publicou o pedido da Oi e abriu uma consulta pública, até 1º de fevereiro, para saber o que a sociedade pensa sobre a anulação das metas de qualidade. Além de deixarmos claro que não podemos recuar nas garantias já aprovadas, precisamos expor a Oi publicamente, na imprensa e via redes sociais, mostrando o desrespeito da empresa com os consumidores.
 
Use a ferramenta do Idec para enviar uma mensagem para os executivos da Oi e para a Anatel, dizendo que os consumidores não permitirão o enfraquecimento das metas de qualidade da banda larga!

A tentativa covarde da Oi de anular pontos cruciais das metas de qualidade é um desrespeito aos brasileiros. É preciso que a agência ouça as milhares de pessoas que se manifestaram por padrões mais rígidos de prestação do serviço. Por que manter as metas:

- Elas foram amplamente discutidas e passaram por consulta pública seguindo tramitação padrão da agência para regulações.
- Há anos, as teles estão no topo das reclamações dos consumidores, demonstrando que não têm disposição para resolver esse problema por conta própria
- Em 90% dos municípios brasileiros, não há competição entre os serviços de banda larga. Se a prestadora não oferece um serviço de qualidade, o consumidor não tem opção!
- As metas adotadas estão tecnicamente fundamentadas e não há motivo para anulação de nenhuma delas.

http://www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/oicontraqualidade

domingo, 29 de janeiro de 2012

Farmacinha do banheiro: Dicas da Raquel Ribeiro

foto: babosas em flor
De: Raquel Ribeiro
Para: Deixa Sair

Moro na serra e sempre que alguém se corta, recorro à babosa, que nasce em todo canto. Todos ficam impressionados com a eficiência de seu sumo cicatrizante. 

Se me queimo, o xixi é o melhor remédio – e o resultado é imediato. 

Sei, pois, que métodos naturais e tradicionais funcionam. Mesmo assim continuo me surpreendendo: outro dia inventei de picar dedo-de-moça para fazer molho e fiquei com preguiça de procurar as luvas. Depois de manusear duas dúzias de danadinhas, a pele começou a gritar. Mifu, pensei. Vi o pote de óleo de coco dr. Orgânico dando sopa e, por pura intuição e uma razoável dose de desespero, tasquei nas mãos. O ardor simplesmente de-sa-pa-re-ceu! 

Tem mais: convivi anos com uma unha do dedão comprometedora. Os remédios tópicos não funcionaram (apesar do ritual quase diário de lixar, passar esmalte e o escambau) e estava adiando tomar um medicamento que comprovadamente ataca o fígado. Nos últimos quatro meses tomei todo dia óleo de copaíba – uma colherinha antes de dormir. Sim, a unha sarou. 

Claro que preciso partilhar mais esses benefícios dos óleos. Afinal, temos a tendência de acreditar na pomadinha industrializada, nas pílulas, nos xaropes e em todos os remédios comprados na farmácia; e olhamos com desconfiança para os bálsamos oferecidos pela natureza.

Valeu, Raquel!

Inhame inhame: Coma e ame, pois segundo a leitora ele melhora a libido

Olá, Sonia
Adoro seu trabalho, tenho alguns dos seus livros e estou sempre pesquisando sobre alimentação saudável e implementando em minha vida.
Assisti e amei sua entrevista no Provocações.
Gostaria de deixar aqui um depoimento sobre o inhame:
Sobre a pergunta do Abujamra sobre se o inhame ajuda também no sexo posso dizer que sim. Vou explicar:
Tenho 47 anos e desde maio que não menstruo e já estou no processo de climatério. Aí começou aquelas coisas chatas: falta de libido, vagina ressecada, ondas de calor, suores noturnos... Como eu sempre tive um quadro de cistos nos seios e mioma, meus cistos começaram a crescer muito com esta variação hormonal.
Como eu acredito que podemos encontrar nossa cura na alimentação, fiquei pesquisando sobre alternativas para reposição hormonal.
Aí voltei a fazer meu suco verde, pois fazia todos os dias, e há um tempo que não estava fazendo (acho que por acomodação), e agora que estou morando num sítio e estou plantando minhas verdurinhas, fica  mais fácil. Voltei a fazer o suco verde e comecei a perceber que os meus calores começaram a diminuir, e o que é melhor os cistos também começaram a diminuir. Aí descobri que era por causa do inhame que estava colocando no suco. Aí comecei a colocar o inhame em tudo que era suco.
Conclusão, hoje consumo de 2 a 3 sucos com inhame por dia, minhas ondas de calor acabaram (de vez em quando sinto um calorzinho, mas nada como o desespero de antes), meus cistos desapareceram, e o que é melhor: minha libido voltou e minha vagina não está mais ressecada. Tudo graças ao inhame. E como diz meu marido “Santo Inhame”.
Um grande beijo para você e continue com seu belo trabalho e divulgar os poderes da alimentação.
France Santos

Verão úmido: Phallus impudicus & outros cogumelos









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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

De tempo & costumes: O que nunca envelhece


Saiu no Globo de domingo passado e com certeza não mexeu só comigo. Obrigada, Rosiska!

Um tempo sem nome
Rosiska Darcy de Oliveira

O GLOBO – 21 de janeiro de 2012

Com seu cabelo cinza, rugas novas e os mesmos olhos verdes, cantando madrigais para a moça do cabelo cor de abóbora, Chico Buarque de Holanda vai bater de frente com as patrulhas do senso comum. Elas torcem o nariz para mais essa audácia do trovador. O casal cinza e cor de abóbora segue seu caminho e tomara que ele continue cantando “eu sou tão feliz com ela” sem encontrar  resposta ao “que será que dá dentro da gente que não devia”.

Afinal, é o olhar estrangeiro que nos faz estrangeiros a nós mesmos e cria os interditos que balizam o que supostamente é ou deixa de ser adequado a uma faixa etária. O olhar alheio é mais cruel que a decadência das formas. É ele que mina a autoimagem, que nos constitui como velhos, desconhece e, de certa forma, proíbe a verdade de um corpo sujeito à impiedade dos anos sem que envelheça o alumbramento diante da vida.

Proust que, de gente entendia como ninguém, descreve o envelhecer como o mais abstrato dos sentimentos humanos. O príncipe Fabrizio Salinas, o Leopardo criado por Tommasi di Lampedusa, não ouvia o barulho dos grãos de areia que escorrem na ampulheta. Não fora o entorno e seus espelhos, netos que nascem, amigos que morrem, não fosse o tempo “um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho“, segundo Caetano, quem, por si mesmo, se perceberia envelhecer? Morreríamos nos acreditando jovens como sempre fomos.

A vida sobrepõe uma série de experiências que não se anulam, ao contrário, se mesclam e compõem uma identidade. O idoso não anula dentro de si a criança e o adolescente, todos reais e atuais, fantasmas saudosos de um corpo que os acolhia, hoje inquilinos de uma pele em que não se reconhecem. E, se é verdade que o envelhecer é um fato e uma foto, é também verdade que quem não se reconhece na foto, se reconhece na memória e no frescor das emoções que persistem. É assim que, vulcânica, a adolescência pode brotar em um homem ou uma mulher de meia idade, fazendo projetos que mal cabem em uma vida inteira.

Essa doce liberdade de se reinventar a cada dia poderia prescindir do esforço patético de camuflar com cirurgias e botoxes - obras na casa demolida - a inexorável escultura do tempo. O medo pânico de envelhecer, que fez da cirurgia estética um próspero campo da medicina e de uma vendedora de cosméticos a mulher mais rica do mundo, se explica justamente pela depreciação cultural e social que o avançar na idade provoca.

Ninguém quer parecer idoso já que ser idoso está associado a uma seqüência de perdas que começam com a da beleza e a da saúde. Verdadeira até então, essa depreciação vai sendo desmentida por uma saudável evolução das mentalidades: a velhice não é mais o que era antes. Nem é mais quando era antes. Os dois ritos de passagem que a anunciavam, o fim do trabalho e da libido, estão, ambos, perdendo autoridade. Quem se aposenta continua a viver em um mundo irreconhecível que propõe novos interesses e atividades. A curiosidade se aguça na medida em que se é desafiado por bem mais que o tradicional choque de gerações com seus conflitos e desentendimentos. Uma  verdadeira mudança de era nos leva de roldão, oferecendo-nos ao mesmo tempo o privilégio e o susto de dela participar.

A libido, seja por uma maior liberalização dos costumes, seja por progressos da medicina, reclama seus direitos na terceira idade com uma naturalidade que em outros tempos já foi chamada de despudor.  Esmaece a fronteira entre as fases da vida.  É o conceito de velhice que envelhece. Envelhecer como sinônimo de decadência deixou de ser uma profecia que se auto-realiza. Sem, no entanto, impedir a lucidez sobre o desfecho.

”Meu tempo é curto e o tempo dela sobra”, lamenta-se o trovador, que não ignora a  traição que nosso corpo nos reserva. Nosso melhor amigo, que conhecemos melhor que nossa própria alma, companheiro dos maiores prazeres, um dia nos trairá, adverte o imperador Adriano em suas memórias escritas por Marguerite Yourcenar.

Todos os corpos são traidores. Essa traição, incontornável, que não é segredo para ninguém, não justifica transformar nossos dias em sala de espera, espectadores conformados e passivos da degradação das células e dos projetos de futuro, aguardando o dia da traição.

Chico, à beira dos setenta anos, criando com brilho, ora literatura, ora música, cantando um novo amor, é a quintessência desse fenômeno, um tempo da vida que não se parece em nada com o que um dia se chamou de velhice. Esse tempo ainda não encontrou seu nome. Por enquanto podemos chamá-lo apenas de vida.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Papo de câncer: Ser ou não ser, eis a questão




A propósito do câncer que não era câncer na tiróide da presidente Kirchner, fiquei lembrando do dr. Barcellos.

Raul Barcellos foi um médico carioca que primeiro fez Direito, com bolsa de estudos, para poder sustentar a mãe viúva e os irmãos, e só mais tarde cursou Medicina, quando já estava financeiramente estabilizado. Medicina era sua paixão antiga, por razões pessoais. Asmático, de família asmática, aos 14 anos começou a perceber que tinha mais acessos de asma quando comia certos alimentos. Privado deles, a respiração permanecia normal. Foi testando um e outro, fazendo-se de cobaia, e passou a ter somente as crises inevitáveis.

Já formado, dava plantão num hospital e ao fazer um parto constatou que a parturiente estava cheia de tumores.  Colocou-a na dieta e mandou voltar dali a um mês - para constatar que os tumores haviam regredido. Confirmava, mais uma vez, a suspeita adquirida nos anos de estudo, especialmente de bioquímica: de que o câncer poderia ser uma forma avançada de reação alérgica, em que proteínas mal utilizadas faziam crescer os tumores.

Mas era preciso haver uma causa, uma lesão inicial, uma perda de imunidade nos tecidos para que a organização natural falhasse. Naquele tempo era fácil obter bons exames de fezes. Quando o primeiro dava negativo ele mandava repetir de 10 em 10 dias até dar positivo, para saber o que deveria tratar; pelo exame de sangue já sabia que nas pessoas com tumores havia sempre a presença de vermes, especialmente helmintos, representados pelo aumento da eosinofilia. (Eosinófilo é um tipo de leucócito, célula branca, encarregada da defesa, que corrói a cutícula de parasitas grandes; frequentemente sua presença é explicada apenas como sinal de alergia.)

O que ele pensou: o tecido lesionado pela infecção parasitária passa a escolher mal os aminoácidos de que precisa para se recompor. Todos os dias morrem células, todos os dias surgem células novas. A proteína é necessária para formá-las e se compõe de diferentes combinações entre os aminoácidos que circulam pelo sangue, uns e outros sendo escolhidos conforme as especificações do DNA: não nascem unhas na cabeça ou cabelos nas pontas dos dedos. No local afetado, ruminava ele, o tecido deixa de fazer as escolhas corretas. Por isso a supressão de certos alimentos fazia regredir o tumor. Retirava de circulação os aminoácidos impróprios.

Além da dieta, o que mais era necessário? Acalmar, fortalecer o paciente, ajudar na desintoxicação e acabar com a parasitose. Para isso ele dava um remedinho antidistônico, que depois sumiu do mercado; sulfato ferroso; comprimidos de metionina, um aminoácido desintoxicante que também quase sumiu; e tratava a parasitose, repetindo os exames de fezes e observando a curva da eosinofilia.

- Cadê esses pacientes?, perguntei a ele quando nos conhecemos.

- Sumiram, professora (ele me dava esse título honroso mas indevido). O paciente fica bom e desaparece. Eu sempre aviso que a dieta não é o tratamento, que quando tiver alta a pessoa pode voltar a comer de tudo, mas os sintomas somem e o paciente também...

Ele queria fazer o protocolo científico de seu método. Peregrinou por todos os hospitais do câncer sem ser ouvido. Acabou encontrando uma brechinha na Clínica Campo Belo, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, onde lhe concederam a oportunidade de aplicar a dieta no pavilhão de pacientes terminais. Só a dieta, sem qualquer medicamento. Um dos diretores da clínica, dr. Henrique dos Santos Bartholo, também médico, escreveu para a orelha do livro que publiquei a respeito, A dieta do dr Barcellos contra o câncer (e todas as alergias): "É com grande prazer que vejo o trabalho do dr. Raul Barcellos sendo exposto. Tive o privilégio de acompanhar durante alguns meses sua dedicação absoluta a pacientes oncológicos considerados fora de possibilidade terapêutica, internados no Hospital de Apoio, onde a maior luta travada é certamente contra a desesperança dos pacientes e a angústia do próprio corpo clínico. (...) Não poderia, por uma questão de coerência, deixar de registrar as melhorias objetivas e subjetivas observadas por mim nos pacientes durante a permanência do dr. Raul naquele pavilhão. (...) Mais uma vez, dr. Raul, obrigado por sua obstinação."

enquanto isso...

Longe dali, primeiro nos Estados Unidos, depois no México, uma cientista canadense chamada Hulda Clark afirmava a quem quisesse ouvir que 100% dos pacientes de câncer têm um verme no fígado, a Fasciolopsis buskii, fascíola em português, verme achatado em forma de folha, do qual existem alguns tipos, um deles específico do fígado. A princípio a F. buskii não seria um parasita humano. Os cistos dessa fascíola porventura ingeridos numa salada de agrião cru, por exemplo, contaminado por caramujinhos, têm uma carapaça que nenhuma substância normal da nossa bioquímica conseguiria dissolver. O que a dra. Clark constatou é que passamos a dissolvê-la porque o interior do corpo dispõe de solventes adquiridos com o uso cada vez maior de produtos industrializados. Um deles, álcool isopropil, parece que dá conta da carapaça num piscar de olhos. Lendo os rótulos, é impressionante a frequência com que aparece propil no meio de um nome e benz, de benzeno, no meio de outro.

As outras fascíolas, habituais em mamíferos, também não são boazinhas. Comem os dutos biliares e produzem muitos sintomas desagradáveis, quando não mortais. Sempre que ouço falar de hepatite, cirrose sem causa óbvia ou tumor no fígado fico pensando nelas. Segundo a dra. Clark, a endometriose acontece porque elas carregam pedacinhos do tecido do endométrio para fora quando atravessam as paredes do útero. Sim, os vermes se movimentam à vontade dentro de nós. Dizem os eruditos que não há parte do corpo que não seja visitada por algum parasita pelo menos uma vez na vida.

A dra. Clark descreve o tumor como um antro de parasitas de toda espécie - vermes, protozoários, fungos, bactérias, vírus, todos se reproduzindo sem parar e gerando toxinas e hormônios que alteram o ecossistema local. Frequentemente o câncer se comporta exatamente como um fungo. Alguns cientistas defendem a ideia de que o câncer é uma simbiose da célula humana com os fungos.

enquanto isso...

No hospital da Universidade de Tóquio, uma mulher estava anestesiada na mesa de cirurgia e o bisturi fez o primeiro corte sobre o que se considerava ser o tumor. Para espanto geral, pela abertura saiu uma larva viva de Spirometra europaeierinacei que qualquer um adquire em qualquer lugar do corpo e do mundo. O flagrante foi registrado pelo dr. Nobuaki Akao, diretor da faculdade de parasitologia da Universidade de Tóquio. Troquei emails com ele, pedindo autorização para publicar a foto no Almanaque de Bichos que dão em Gente, e perguntei se era um evento muito raro. A resposta: "Só aqui, neste hospital, e somente no seio, são uns 20 casos por ano. Fora os outros lugares do corpo."

voltando...

O dr. Raul Barcellos morreu há alguns anos, mas sua dieta e a noção de que todos podemos ter parasitoses envolvidas em doenças crônicas e degenerativas vêm ajudando milhares de pessoas. Os alimentos proibidos:

. leite e derivados
. carnes de porco, lagosta e camarão
. feijões de qualquer tipo, ervilha, lentilha, grão-de-bico, vagem, feijão-verde, soja e derivados, bem como seus brotos
. tubérculos: batata-inglesa, batata-doce, batata-baroa (mandioquinha), cará, aipim/mandioca e suas farinhas
. aveia, abacate, castanha portuguesa e vitamina C sintética, ou seja, em suplementos.

Essa dieta também emagrece. Quando fiz, fiquei totalmente livre das alergias e de um espessamento do endométrio que costuma anunciar mioma(s) no útero. Quinze anos depois, continuo observando as reações que tenho diante desses alimentos, às vezes sim, às vezes não. A médica dermatologista Silvia Flaksman me disse, na última pereba que tive, que eu devia erguer as mãos para o céu porque tudo me sai na pele. É melhor o que a gente vê. Porque aí também vê regredir quando toma uma providência - às vezes até bobinha, como não comer queijo.

Leite, seus derivados, carne de porco e camarão são conhecidos por provocar reações alérgicas altamente inflamatórias nas mais diversas pessoas. Gripes e resfriados, por exemplo, podem ser uma forma de descarregar as toxinas e os resíduos que eles deixam. Não são autolimpantes, como os vegetais. Antigamente eram chamados de remosos, isto é: deles fica uma reuma, um catarro, uma gosma que se incorpora à gente. Como a gosma do frango, que se esfrega com limão para tirar. Ela eventualmente produz espinhas e furúnculos que o corpo tenta eliminar através da pele, ou vaga dali praqui, cheia de nutrientes que interessam muito aos bichos, podendo formar com eles uma unidade igual à do supermercado com o ser humano. Instalam-se onde possam se alimentar, tomando cada vez mais o território para si e sua prole. Faz sentido?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dengue? Inhame

 
A saúde é simples, as doenças é que são complicadas.

Por séculos e séculos populações tropicais sobreviveram comendo apenas o que dava no local onde tinham suas aldeias. Nas regiões úmidas, ladeando as grotas, sempre houve fartura de inhame - na Ásia, na África, na América do Sul. Fácil de colher, fácil de preparar e ainda por cima gostoso, o inhame se tornou um dos principais alimentos básicos desses povos.

O que não se sabia é que, durante séculos e séculos, o pequeno e cabeludo inhame estava protegendo as gentes da malária, da dengue, da febre amarela. E eis que chegou a mandioca, aipim, também deliciosa e fácil. Que além do mais dava boa farinha, própria para guardar ou fazer pão, goma para a tapioca de cada dia e ainda bebidas alcoólicas como cauim, alué e tiquira, que ajudavam a esquecer e sonhar. O inhame ficou pra lá. As gentes começaram a morrer de malária. Isso foi muito bem observado na África, onde as roças de inhame foram substituídas por seringais.

Comer inhame continua funcionando para evitar e tratar as doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue. Há algo no inhame, talvez o altíssimo teor de zinco, que neutraliza no sangue o agente infeccioso transmitido pelo mosquito. Diz o povo que é seu visgo que tem poderes. Não se sabe ao certo. A pesquisa científica ainda não se interessou.

Até pouco tempo atrás circulava nas farmácias um tônico centenário à base de inhame e salsaparrilha, o Elixir de Inhame Goulart, usado até como coadjuvante no tratamento de sífilis. A Anvisa não renovou a licença por falta de comprovação da eficácia. Nada corre mais perigo hoje em dia do que uma coisa barata com propriedades medicinais.

Mas o inhame ainda está nas feiras e mercados para quem quiser se beneficiar dele. Cru, cozido, amassado, em sopa, em creme, em caldo, batido com água de coco ou como massa de pizza: veja as receitas em www.correcotia.com/inhame . Bom, barato, gostoso. Para quem acredita mais na saúde do que na doença.

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012: Om mani peme hum


Possam todos os seres ser como este ipê, que em pleno reveillon, fora da estação, debaixo de chuva, dá o esplendor de suas flores para o mundo.

E o jacu, esse cruzamento de galinha-preta com urubu, barulhento e bagunceiro, come apetitosamente as flores amarelas, uma a uma, como quem come pipoca.

Feliz 2012. Om mani ipê me hum.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Natal na Correcotia: Descontos para compras em grupo - mas só até dia 15


Sempre foi uma tradição da casa dar descontos o ano inteiro, para facilitar o acesso do leitor aos livros.

São 40% para 10 exemplares do mesmo título, 20 exemplares variados ou uma coleção completa com 17 títulos.

Também tem 40% de desconto a trilogia de crônicas & receitas, com os títulos Meditando na cozinha, Paixão emagrece amor engorda e Amiga Cozinha por apenas 60 reais.

Tudo com frete inteiramente grátis. E chega antes do Natal.

Mas só se comprar até dia 15, porque estaremos todos de férias entre 16 de dezembro e 1 de janeiro.

Corre, Papai Noel!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Alô alô, Rio: Alimentação & Inteligência do corpo, amanhã às 18:30

Inteligência vem de interligar, e a filosofia tradicional chinesa mostra como tudo neste mundo véio sem portêra está ligado entre si. O que é verdade também para os nossos órgãos, vísceras e sistemas de circulação de energia, que se deixam afetar por causas sutís como emoções e sabores.

O assunto é uma grande paixão. E a palestra começa às 18:30, no Flex Center, Largo do Machado 54, metrô e estacionamento na porta. Inscrições: http://correcotia.com/compras/palestrasRio2011.html ou lá mesmo, na hora, havendo lugar.

Livro de referência: Manual do herói.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Presidente Dilma: Olho vivo no momento histórico!


Do Avaaz

"A presidente Dilma está considerando o impensável -- unindo-se aos EUA e outros grandes poluidores nas negociações climáticas em Durban. Temos de trazê-la de volta ao bom senso antes que seja tarde demais.

Europa e os campeões do clima versus os EUA e grandes poluidores em Durban. O destino do planeta está em perigo. Sabemos qual deve ser o lado do Brasil, mas Dilma está hesitando, e seu governo até mesmo disse, surpreendentemente, que não deveria existir nenhuma ação a respeito do clima nos próximos 8 anos -- repetindo a posição irresponsável dos EUA!

Precisamos urgentemente encher a caixa de entrada de email, a página do Twitter e Orkut da Dilma com nosso pedido para que ela não apoie os EUA, e se posicione a favor do planeta, do hemisfério sul, e do povo brasileiro na luta por ação contra as mudanças climáticas."
 Quer apoiar? http://www.avaaz.org/po/brazil_save_durban/?vl

domingo, 27 de novembro de 2011

Lixo: Como abordar a questão?

ilustração Orlando Pedroso

Moro num condomínio onde a maior parte dos proprietários só vem no fim de semana. O lixo não costuma ir embora com eles, fica para o caseiro resolver. Não existe composteira coletiva, coleta seletiva muito menos; é uma bandeira de todos os síndicos, ano após ano, e fica sempre para depois. Porque lidar com lixo é difícil. Mais fácil consumir conteúdos do que se livrar de garrafas, vidros, potes plásticos, latas, bandejinhas de isopor, sacolas, restos de comida que começam a cheirar mal e liberam chorume. As caçambas da estrada transbordam.

Aí vem a jornalista Raquel Ribeiro, que de vez em quando dá uma canja aqui no blog, com uma proposta deliciosa de envolver as crianças nesse assunto, porque é de pequenino que se torce o pepino. "A fuga das minhocas" é um livrinho de 40 páginas, ilustrado por Orlando Pedroso, que já tem até blog.

Não li e já gostei, Raquel! ;-)

sábado, 26 de novembro de 2011

Transgênicos: Desabafo de um agricultor encurralado

De: AS-PTA boletim@aspta.org.br

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POR UM BRASIL ECOLÓGICO,

LIVRE DE TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS

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Número 565 - 26 de novembro de 2011

Car@s Amig@s,

Abaixo vocês lerão carta que nos enviou um agricultor do oeste do Paraná, que se sente “encurralado” por querer manter-se fora do sistema imposto pelas empresas de transgênicos e seguir produzindo suas próprias sementes.

A família dos Guerini voltou do Paraguai em 2001 após alguns anos de agricultura convencional nas terras que lá estavam sendo “desbravadas”. Decidiram manter-se na agricultura porque é a atividade que amam e o que sabem fazer. Para isso buscaram uma área vizinha ao Parque Nacional do Iguaçu tendo em mente um projeto de agricultura orgânica. Mas por diversos motivos a ideia acabou não se viabilizando como planejado. A zona de amortecimento de impacto no entorno de unidades de conservação caiu de 10 km para 500 metros para o plantio de soja transgênica.

As sementes convencionais registradas eram compradas e plantadas como convencionais, mas já vinham contaminadas. O produtor prejudicado ainda corria o risco de ser penalizado por ter plantado sementes transgênicas na margem do parque e sem pagar o royalty cobrado pelas empresas. “As sementeiras não sofrem nenhuma penalização por vender sementes contaminadas, o agricultor sim”, denuncia.

Desabafo de um agricultor

“Encurralar: meter em curral, encantoar em local sem saída, sem opção de escolha, perda da liberdade... é assim que está o agricultor que não deseja aderir ao plantio de organismos geneticamente modificados, no meu caso a soja e o milho.

Gostaria que me permitissem um desabafo.

A agricultura, atividade milenar que fixou o homem tirando-o do nomadismo, criou a possibilidade da civilização se desenvolver, é a pedra angular na produção de alimentos para a humanidade. Hoje é uma atividade controlada.

A produção de alimentos é entendida, ou pelo menos deveria ser entendida pelos governantes de um país, como um ponto estratégico, segurança alimentar.

A nação que se auto sustenta na produção de alimentos tem uma vantagem óbvia em relação às que não forem capazes. Mas, pelo que tudo indica, nossos governantes (eu me refiro em especial aos parlamentares, congressistas que compõem a bancada ruralista) não estão dando importância para auto sustentabilidade e segurança alimentar da nação. Se eu pudesse gostaria de fazer algumas perguntas a esses parlamentares que me referi acima:

Por que depender de uma tecnologia criada por um concorrente que tem por principal objetivo o controle sobre as sementes e os agricultores e o controle sobre a produção de alimentos no mundo?

Por que deixar corporações estrangeiras ditarem as regras de um setor tão importante?

Será que com todos os cientistas e mentes brilhantes que temos aqui no Brasil não seria possível encontrar uma outra solução para os problemas enfrentados pela agricultura além dessa proposta dos organismos geneticamente modificados?

Do agricultor foram tirados todos os direitos básicos elementares de optar por um ou por outro sistema de produção, de poder guardar as suas sementes, a liberdade de escolha.

Além do agricultor ter que arcar com o risco das intempéries, das mudanças climáticas e de toda má sorte que pode ocorrer desde o plantio até a colheita, ele é jogado no covil desses leões famintos que são essas mega corporações que estão nos empurrando para um brete sem saída. E o pior, com o aval de quem deveria nos proteger.

Quem deveria nos proteger são os representantes do setor agrícola no congresso. Criando leis, mecanismos que impeçam essas corporações de fazer o que bem entendem, de fazer com que o agricultor fique cada vez mais dependente, mais endividado, mais impotente, mais desesperado, mais sem saída.

Afinal, bancada ruralista, a quem vocês estão representando mesmo?

Grato pela atenção,

Silvio Guerini”

Biblioteca: Você já foi à WDL? Não? Então vá

World Digital Library = Biblioteca Digital Mundial, presente do mundo para todo mundo que se interessa pela história da civilização. O acesso é gratuito e livre. O acervo reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas, inclusive português, as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta. São documentos "com valor de  patrimônio, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas", disse ao jornal La Nacion Abdelaziz Abid, coordenador do projeto.


Entre os documentos antigos há códices precolombianos e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562; o Hyakumanto Darani , documento japonês publicado em 764 dC, considerado o primeiro texto impresso da história; um relato asteca sobre o Menino Jesus; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos na China; a Bíblia de Gutenberg; a Bíblia do Diabo, do século XIII; a Declaração de Independência dos Estados Unidos; o diário de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de La Fontaine e pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A .C.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Flores de cúrcuma: Formosura



Aqui em casa planto há anos, só dá rizoma -- em abundância. Pois estes dias, em Campinas, me deparei com as flores. Que, parece, a cúrcuma só produz quando está estressada, ou em condições muito especiais. Bem-vindo estresse!

Sustentabilidade: Quer trabalhar com ela?

Maravilhoso post da Carol Daemon sobre verdades e mitos dessa palavrinha mágica, sustentabilidade. Que, como diz ela, é subversiva porque não dá lucro a ninguém ;-)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Transgênicos: Quebrando as regras de biossegurança no Brasil

"Violação das regras de biossegurança: a questão dos transgênicos.
   Entrevista especial com Gabriel Fernandes


“Está em curso um processo de desmanche das regras de biossegurança no país”, declara Gabriel Fernandes ao comentar a resolução normativa que autoriza empresas produtoras de transgênicos a pedirem isenção do monitoramento dos produtos após a liberação comercial, aprovada nesta semana pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio. Com a mudança, as empresas estão liberadas de monitorar os efeitos dos transgênicos sobre a saúde humana e o meio ambiente. “O não monitoramento pós-comercialização dos transgênicos impede que seus potenciais riscos sejam identificados. Com isso as empresas seguirão dizendo que ainda não foram comprovados danos causados pelo uso de transgênicos”, adverte o pesquisador.

De acordo com o agrônomo, antes de as regras sobre o monitoramento dos transgênicos serem alteradas, as empresas apresentaram suas posições em reunião da CTNBio. “Na prática, a reunião serviu para as empresas apresentarem suas propostas sobre o monitoramento. Quando questionado por um dos integrantes, o presidente da CTNBio disse que os demais interessados poderiam enviar suas sugestões por escrito, mas o texto base para comentário não foi disponibilizado, nem foi aberto prazo para consulta pública”.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, Fernandes informa que “84% da área total cultivada com sementes transgênicas” está em apenas quatro países: Brasil, Estados Unidos, Argentina e Índia. Afirma haver uma falsa ideia de que a transgenia cresce no mundo todo e que essa “é uma imagem que a indústria tenta empurrar. A forte concentração no mercado de sementes explica boa parte dessa expansão, inclusive no Brasil”. A produção de transgênicos apenas será reduzida “quando os consumidores de forma geral passarem a ter mais interesse em saber de onde vem sua comida e virem no consumo uma opção política também”, ressalta.

Gabriel Fernandes é agrônomo formado pela Universidade de São Paulo - USP, e membro da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia."

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Óleo virgem de coco: Como fazer em casa - 2

Postado pela primeira vez em 16/8/2009

Imagem Wikipedia

1: Obter o leite de coco e coar

Escolhem-se alguns cocos maduros, pesados, com bastante água dentro, que vão ser abertos nos olhinhos com um prego ou sacarrolha, para retirar a água, depois embrulhados numa toalha e partidos a marteladas, ou com um golpe de facão. A água deve ser colhida numa vasilha e coada. Quanto mais água houver dentro do coco, mais úmida estará a polpa, e isso é bom. Percebe-se a quantidade claramente ao chacoalhar o coco - pouca água chacoalha mais.

A tradição é ralar o coco num ralo próprio, que se usa muito no nordeste, e misturá-lo com a própria água que vem dentro, amassando bem e espremendo com as mãos até tudo virar um creme. Algumas receitas recomendam aquecer a água e amassar a mistura até ela esfriar. Isso dá uns 10 minutos.

Mas também se pode bater o coco em pedacinhos com a água no liquidificador, aos poucos, até obter esse creme. E também se pode usar água filtrada ou fervida.

Coar na peneira, no coador de nylon, na gaze, no filó, no pano de fralda. Muita força para espremer tudo até o creme acabar.

O bagaço se reserva para fazer cocada macaroon (aquela com farinha - como se chama em português?), pão de coco ou adubo de planta. É uma fibra natural ótima para os intestinos. Pode ser congelada.

2: Métodos de extração do óleo virgem de coco


A frio

O leite de coco precisa fermentar para que o óleo se separe da água. Isso pode acontecer em climas quentes deixando-o simplesmente descansar numa vasilha coberta durante 48 horas. O óleo vai se separar natualmente da água e dos resíduos. Três camadas de líquido vão se formar: o óleo de coco por cima, a água no meio e um creme fino no fundo.

Retirar o óleo com uma colher ou concha. Filtrá-lo três vezes em pano de fralda dobrado ou filtro de papel para café. Colocar num vidro e tampar bem.

Quando olhado contra a luz, o óleo vai ter uma coloração amarelada. Essa é a cor natural do óleo virgem de coco.

A água que sobra da mistura original pode ser fermentada para virar vinagre. A mistura cremosa pode ser fervida numa panela para expelir mais óleo. Esse óleo extraído com calor pode ser usado para fritar ou para o cabelo.

O óleo virgem de coco pode ser guardando em temperatura ambiente. Validade 2 anos, no mínimo.

Outro método a frio (mais prático)

2 cocos, 3 xícaras de água do próprio coco, picar, bater por 2 ou 3 minutos no liquidificador até a consistência ficar lisa e cremosa. Espremer, colocar o leite de coco numa jarra, cobrir e deixar 48 horas num lugar escuro.

Transferir o líquido para uma garrafa pet de água mineral limpa e deixar em local sombreado cuja temperatura esteja em torno dos 25 graus C. Em 6 a 8 horas o óleo vai se separar do leite.

Ponha a garrafa na geladeira por 3 horas. O óleo vai se solidificar. Deite e corte a garrafa o mais junto possível da linha do óleo. Isso facilita sua retirada. Guarde em vidro de boca larga com tampa. Ele vai ficar líquido se a temperatura ambiente estiver acima de 27 graus.

Extração no fogo à moda de Bali

Coco ralado à mão no ralador de coco; misturar com água quente e amassar com as mãos até esfriar. Espremer com força para soltar po máximo possível de leite. Esta é a primeira prensagem. Mais água quente é adicionada ao coco já espremido e o processo se repete. Três cocos produzem mais ou menos um litro e meio de leite de coco.

O leite de coco é posto num fogo de bom tamanho para ferver alegremente. Duas rodelas de cúrcuma são adicionadas (e removidas uma hora depois). A cúrcuma colore o óleo e quem ensina diz que o mantém "fresco". Provavelmente dá algum sabor também - o que não faz muita diferença, porque em todo prato de Bali que usa óleo de coco a cúrcuma também entra.

Lá pelas tantas a mistura faz espuma, deixe estar. Uma hora depois o óleo começa a aparecer nas beiradas. O mestre borrifa água fria na superfíce fervente e diz que é para drenar melhor o óleo.

A panela sai do fogo depois de mais ou menos uma hora e meia. O líquido está reduzido à metade, a espuma se dissipou e a superfície está coberta por uma camada fina de óleo dourado.

O leite-óleo é passado por um coador de tela ou peneira fina para capturar a espuma e quaisquer pedacinhos de polpa de coco. Volta à panela e descansa para que a matéria sólida do leite de coco assente no fundo.

Cinco minutos depois já se pode retirar o óleo da superfície com uma concha ou cumbuca. Esse óleo vai para uma caçarola de ferro pequena, posta ao fogo por quinze minutos; sai dele borbulhando e espirrando, mas em poucos minutos arrefece e se revela um óleo quase límpido.

Todas as sobras do processo ainda são coadas e espremidas mais uma vez para aproveitar cada gota.

Outro método de extração no fogo


5 cocos médios ou grandes para fazer 1 xícara de óleo. Depois de obter o leite de coco, batendo ou ralando e espremendo, coar e deixar descansar por 24 a 48 horas. O creme e a água vão se separar, a água fica no fundo. Retire o creme com uma escumadeira e ponha numa panela grossa e funda (porque ele espirra quando ferve). Deixe ferver devagarinho em fogo médio ou baixo. Lentamente o óleo aparece por cima. Afaste os resíduos de coco para o lado. O óleo fica mais claro. Vá tirando com uma colher e fervendo até não ter mais nada a retirar.

Observe que as panelas são sempre grossas, de ferro fundido, esmalte ou pedra-sabão, para um cozimento lento. Panelas finas fariam o óleo ferver demais.

Pão de coco usando o bagaço que sobrou

2 xícaras de farinha de trigo bem cheias
1 colherinha (café) de sal
4 colheres (chá) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal derretida, óleo de coco ou azeite de oliva
1 xícara de coco ralado, não muito apertado
2 colheres (sopa) de açúcar branco, cristal ou mascavo
1 xícara de leite de coco diluído meio a meio com água, ou de leite animal

Peneire a farinha, o sal e o fermento numa vasilha
Separadamente misture o coco e o açúcar e junte à farinha
Adicione o leite e a gordura (óleo de coco, azeite ou manteiga)
Amasse por 5 minutos ou até obter um bolo de massa bem aglutinada, oleosa na superfície
Cubra e deixe crescer por 10 minutos
Achate a massa para ela virar uma panqueca gorda, com +- 2,5 cm de altura
Ponha numa assadeira untada e faça furinhos por cima com um garfo para decorar
Asse em forno médio (120 graus C) por 20 minutos ou até dourar. Deixe esfriar para comer.

Fontes com boas imagens

http://www.chezlin.com/2008/07/coconuts-101-different-ways/

http://www.simplytrinicooking.com/2008/07/homemade-coconut-oil-trini-style.html

http://www.ehow.com/how_4884719_homemade-coconut-oil.html

http://www.your-how-to.info/2008/01/how-to-make-your-own-virgin-coconut-oil.html

http://www.simplytrinicooking.com/2008/07/coconut-bake.html

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Alô alô, Campinas: Palestra sábado no Ísvara, com entrada franca


"Alimentação e inteligência do corpo" é o título da minha palestra, que passeia pelos cinco sabores como chaves para a compreensão dos dez mil fenômenos da natureza - e da pessoa. Livro de referência: Manual do herói.

Sábado, dia 19/11, no Instituto Ísvara, rua Sampaio Peixoto 29, Cambuí, às 11 horas.

Olho vivo: como a entrada é franca, os lugares serão ocupados por ordem de chegada.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O melhor filtro de água é de barro e é brasileiro! - 2

 Conhecem? Claro. Quem nunca viu um filtro desse tipo no Brasil?

Pois é ele que encabeça a lista de filtros de água eficientes neste site americano chamado MetaEfficient, autodefinido como Guia das Coisas Altamente Eficientes.

Feito de barro cozido, ou terracota, filtra a água lentamente por gravidade, através de suas velas de cerâmica, enquanto mantém a água fresca. O autor do artigo diz que esse filtro remove 95% de cloro, pesticidas, ferro, alumínio e chumbo, e 99% de criptosporídeos, giárdia e sedimentos. Melhor se for revestido por dentro com prata coloidal, que o mantém livre de pragas.

Na foto são os brasileiros Stéfani, disponíveis nas melhores casas do ramo e também na amazon.com . Chiquérrimos. Mas outras cerâmicas produzem filtros igualmente bons, vários com nome de santo: São João, São Paulo, Santa Ângela. O que faz a diferença é a qualidade do barro.

Outro link: http://www.metaefficient.com/water-filters/most-efficient-water-cleaner-terra-cotta-gravity-water-filter-and-cooler.html

Aqui um post sobre os melhores filtros de 2010:
http://www.metaefficient.com/water-filters/best-water-filters.html

Postado originalmente em 18/8/09, ultrapassou 200 comentários - que continuam lá - e recomeça a carreira hoje, atualizado.