quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sabonetes bactericidas: Jackson Morais e a cicatriz que não fechava

Rolou esse papo aqui no blog, antes tarde que mais tarde. Tenho tremores e engulhos cada vez que vejo na tv um anúncio com uma criança correndo pelo jardim e o locutor dizendo que a mãe deve banhá-la com sabonete bactericida para "protegê-la". Quando, na verdade, zilhões de microorganismos nos habitam, por dentro e por fora, na pele e nos intestinos, criando equilíbrio entre nós e o meio ambiente. Aí rolou esse papo aqui no blog...

Jackson Morais disse...
Sônia, não sei se já comentou sobre essa "moda" de sabonetes antibacterianos? Se não, tem alguma fonte confiável para falar a "verdade" sobre eles? Obrigado!

Sonia Hirsch disse...
Oi, Jackson, já falei de passagem, acho que comentando sobre candidíase. Acho um absurdo demonizar as bactérias e criar esse falso conceito de higiene quando na verdade somos parte do meio e o meio inclui tudo. Mas não adianta, né? Num mundo onde se usa "protetor de calcinha", de tão comuns que são os corrimentos, as pessoas acham que as soluções para tudo estão nas farmácias. Não tenho indicação de fonte confiável para a questão dos sabonetes, mas elas devem existir. Um abraço!

Jackson Morais disse...
Oi, Sonia. 

Obrigado pela resposta rápida. 

Bem, meu caso: tenho uma cicatriz na virilha. Ela tava abrindo sem motivo. 

Depois de vários médicos, uma me disse que poderia ser por causa do TRICLOSAN ou TRICLOCARBAN, substâncias presentes nesses sabonetes que prometem matar 99,9% das bactérias. Parei de usar o tal sabonete. 

A cicatriz se fechou. 

Mas o efeito daquelas substâncias pode ser muito mais maléfico (eles são muito concentrados nos sabonetes) podendo gerar até câncer de próstata. E o problema é que elas estão em "protetores" íntimos para mulheres, roupas, amaciantes... Tem que ler antes de comprar.

Para mais informações (em inglês): http://gizmodo.com/5934895/your-antibacterial-soap-could-be-harming-you

A médica disse que sabonetes de glicerina bastam. Não precisa inventar moda.

Sonia Hirsch disse...
Oi, Jackson, muito interessante o seu relato, dá vontade de fazer um post com ele. Posso? Um abraço! 

(Tô meio atrasada com o blog mas já já vou retomar as postagens – com pilhas de assuntos interessantes, além deste.)

Jackson Morais disse...
Oi, Sonia. Claro que pode. 

Eu não queria acreditar que aquele sabonete que prometia "ptoteção com x no final do nome" na televisão pudesse ser o que estivesse causando uma reabertura de cicatriz! 

Mas essa médica me salvou dessa dor de cabeça. Parei de usar o tal sabonete, usei água oxigenada pra limpar e Dersani pra fechar a cicatriz em 5 dias.

E hoje uso só sabonete de glicerina pra banho e lavar as mãos. A médica disse que pra limpar bem as mãos, basta cantarolar duas vezes o "Parabéns Pra Você" enquanto esfrega as mãos com sabonete que limpa bem.

 Grande abraço! 

Grande abraço para você também, Jackson. Mas, com todo o respeito, sabonete de glicerina resseca a pele de muita gente, inclusive a minha. Uso pouco sabonete. Prefiro bucha, que remove as células mortas da pele, e escova, seca e molhada. Escovinha de unhas, por exemplo, é essencial, porque muita coisa invisível fica debaixo delas. E sabonete nas mucosas das partes mimosas deveria ser proibido. Há muita mania de limpeza escondendo as sujeiras que botamos pra dentro e que fazem os buraquinhos cheirarem mal...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Parir é natural: Governo federal apoia


Ações do Ministério da Saúde contemplam atividade de parteiras e doulas

via Lena Peres no facebook

A estratégia Rede Cegonha, lançada em 2011 pelo Ministério da Saúde, garante às mulheres o acesso ao parto humanizado no Sistema Único de Saúde (SUS). Dentre as ações desenvolvidas para humanização do parto, está a capacitação e qualificação de doulas e parteiras tradicionais. As ações previstas na estratégia visam qualificar, até 2014, toda a rede de assistência, ampliando e melhorando as condições para que as brasileiras possam dar à luz e cuidar de seus bebês com atendimento adequado, seguro e humanizado no SUS.

Para garantir uma gravidez e parto saudáveis, a gestante deve ter acesso ao pré-natal de qualidade, fazendo todas as consultas e exames previstos. Isso permite que a mulher tenha identificado o seu risco gestacional e que ela seja devidamente orientada e encaminhada ao cuidado mais indicado para cada situação. Atualmente, no país, 98% dos partos são hospitalares. Por isso, diversas ações estão sendo desenvolvidas no ambiente hospitalar para que as mulheres possam ter um parto humanizado, que significa ter uma ambiência adequada, equipes qualificadas, tecnologia disponível, direito acompanhante e tratamento digno. “É importante destacar que o parto humanizado consiste na mudança de atenção dada ao parto, com a incorporação de boas práticas”, enfatiza o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães.

O Ministério da Saúde considera que a participação da doula é mais um instrumento humanizador, pois ela acolhe e acompanha as mulheres na hora do parto, dando apoio emocional e incentivo não só às gestantes, mas também a seus familiares. Além disso, toda gestante que tiver o seu parto no SUS tem direito a um acompanhante de livre escolha, pois a lei federal nº 11.108 traz essa garantia e a Rede Cegonha veio reforçar esse direito por meio da qualificação das unidades de saúde. O Ministério da Saúde também reconhece que a assistência prestada pelas parteiras é uma realidade em diversos locais do país. Por isso, vem capacitando as parteiras tradicionais e desenvolvendo ações para valorizar, apoiar, qualificar e integrar o seu trabalho ao SUS, inserindo-as na Rede Cegonha.
A atuação das doulas e parteiras tem sido tema de discussões atuais, por conta de recente decisão do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj). Magalhães lembra que as decisões de conselhos médicos locais tem foco relacionado exclusivamente aos profissionais médicos.

Fonte: Tinna Oliveira / Agência Saúde

Mais em http://www.blog.saude.gov.br/acoes-do-ministerio-da-saude-contemplam-atividade-de-parteiras-e-doulas/

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Agricultura capitalista: Todo progresso é na arte de roubar

De: Mr Brumn
Para: Deixa Sair

Foi o Marx que disse:

"A produção capitalista congrega a população em grandes centros e faz
com que a população urbana tenha uma preponderância sempre crescente.
Isto tem duas conseqüências. Por um lado, ela concentra a força-motivo
histórica da sociedade; por outro, ela perturba a interação metabólica
entre o homem e a terra, isto é, impede a devolução ao solo dos seus
elementos constituintes, consumidos pelo homem sob a forma do alimento
e do vestuário; portanto, ela prejudica a operação da condição natural
eterna para a fertilidade duradoura do solo... Mas, ao destruir as
circunstâncias em torno desse metabolismo, ela impele a sua restauração
sistemática como uma lei reguladora da produção social, e numa forma
adequada ao pleno desenvolvimento da raça humana... Todo progresso na
agricultura capitalista é um progresso da arte de roubar, não só do
trabalhador, mas do solo; todo progresso no aumento da fertilidade do
solo por um determinado tempo é um progresso em direção à ruína das
fontes mais duradouras dessa fertilidade... A produção capitalista,
portanto, só desenvolve a técnica e o grau de combinação do processo
social da produção solapando simultaneamente as fontes originais de
toda riqueza – o solo e o trabalhador."

PS - E Marx nem sabia ainda o que ia acontecer com as abelhas!

Agrotóxicos: Quem diz a verdade são as abelhas


De: AS-PTA boletim@aspta.org.br 


Para: Deixa Sair
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POR UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE DE TRANSGÊNICOS & AGROTÓXICOS
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Número 594 - 27 de julho de 2012

Ibama reavalia agrotóxicos e sua relação com o desaparecimento de abelhas
Mesmo na ausência de levantamentos oficiais, alguns registros sobre a redução do número de abelhas em várias partes do país, em decorrência de quatro tipos de agrotóxico, levaram o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a restringir o uso de importantes inseticidas na agropecuária brasileira, principalmente para as culturas de algodão, soja e trigo.

Além de reduzir as formas de aplicação desses produtos, que não podem ser mais disseminados via aérea, o órgão ambiental iniciou o processo de reavaliação das substâncias imidacloprido, tiametoxam, clotianidina e fipronil. Esses ingredientes ativos foram apontados em estudos e pesquisas realizadas nos últimos dois anos pelo Ibama como nocivos às abelhas.

Segundo o engenheiro Márcio Rodrigues de Freitas, coordenador-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, a decisão não foi baseada apenas na preocupação com a prática apícola, mas, principalmente, com os impactos sobre a produção agrícola e o meio ambiente.

Estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), publicado em 2004, mostrou que as abelhas são responsáveis por pelo menos 73% da polinização das culturas e plantas. “Algumas culturas, como a do café, poderiam ter perdas de até 60% na ausência de agentes polinizadores”, explicou o engenheiro.

A primeira substância a passar pelo processo de reavaliação será o imidacloprido, que responde por cerca de 60% do total comercializado dos quatro ingredientes sob monitoramento. A medida afeta, neste primeiro momento, quase 60 empresas que usam a substância em suas fórmulas. Dados divulgados pelo Ibama revelam que, em 2010, praticamente 2 mil toneladas do ingrediente foram comercializadas no país.

A reavaliação é consequência das pesquisas que mostraram a relação entre o uso desses agrotóxicos e a mortandade das abelhas. De acordo com Freitas, nos casos de mortandade identificados, o agente causal era uma das substâncias que estão sendo reavaliadas. Além disso, em 80% das ocorrências, havia sido feita a aplicação aérea.

O engenheiro explicou que a reavaliação deve durar, pelo menos, 120 dias, e vai apontar o nível de nocividade e onde está o problema. “É o processo de reavaliação que vai dizer quais medidas precisaremos adotar para reduzir riscos. Podemos chegar à conclusão de que precisa banir o produto totalmente, para algumas culturas ou apenas as formas de aplicação ou a época em que é aplicado e até a dose usada”, acrescentou.

Mesmo com as restrições de uso, já em vigor, tais como a proibição da aplicação aérea e o uso das substâncias durante a florada, os produtos continuam no mercado. Juntos, os agrotóxicos sob a mira do Ibama respondem por cerca de 10% do mercado de inseticidas no país. Mas existem culturas e pragas que dependem exclusivamente dessas fórmulas, como o caso do trigo, que não tem substituto para a aplicação aérea.

Hoje (25), o órgão ambiental já sentiu as primeiras pressões por parte de fabricantes e produtores que alertaram os técnicos sobre os impactos econômicos que a medida pode causar, tanto do ponto de vista da produção quanto de contratos já firmados com empresas que fazem a aplicação aérea.

Freitas disse que as reações da indústria são naturais e, em tom tranquilizador, explicou que o trabalho de reavaliação é feito em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com o Ministério da Agricultura – órgãos que também são responsáveis pela autorização e registro de agrotóxicos no país. “Por isso vamos levar em consideração todas as variáveis que dizem respeito à saúde pública e ao impacto econômico sobre o agronegócio, sobre substitutos e ver se há resistência de pragas a esses substitutos e seus custos”, explicou o engenheiro.

No Brasil, a relação entre o uso dessas substâncias nas lavouras e o desaparecimento de abelhas começou a ser identificada há pouco mais de quatro anos. O diagnóstico foi feito em outros continentes, mas, até hoje, nenhum país proibiu totalmente o uso dos produtos, mesmo com alguns mantendo restrições rígidas.

Na Europa, de forma geral, não é permitida a aplicação aérea desses produtos. Na Alemanha, esse tipo de aplicação só pode ser feito com autorização especial. Nos Estados Unidos a aplicação é permitida, mas com restrição na época de floração. Os norte-americanos também estão reavaliando os agrotóxicos compostos por uma das quatro substâncias.

Agência Brasil, 25/07/2012.

domingo, 22 de julho de 2012

Comentários: Só para membros do blog

Coisa que nunca pensei que fosse fazer: restringir os comentários apenas aos seguidores registrados. A razão também é surreal: ataque de propaganda de sites que, supostamente ou de verdade, vendem remédios os mais variados. O Google geralmente barra, mas a cópia do texto vem por email para minha caixa postal e ganha medonhas tarjas vermelhas de alerta. Como o volume aumentou muito de algumas semanas para cá, tive que tomar uma providência.

Encontrei duas alternativas: colocar um tira-teima, que acho chato, e restringir os comentários aos usuários registrados, o que me parece mais bacana. Peço desculpas aos anônimos pela morte súbita. Se alguém tiver sugestão melhor, pode mandar que eu agradeço desde já.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Alô alô Indaiatuba: Dia 27 palestra sobre bichos no SISNI


PARASITAS E TOXINAS: RAIZ DE DOENÇAS E DESCONFORTOS
Bichos que dão em gente, candidíase, câncer e doenças crônicas:
relações com alimentação e estilo de vida | como reconhecer, evitar e tratar

Palestra no
SISNI – Sociedade interativa Sol Nascente de Indaiatuba
Rua Donato de Almeida, 27 – Jardim Primavera, em frente ao Bosque do Saber
27 de julho, 6a feira, às 19:30h

Confirme presença ~ assentos limitados
19 3312-2527, 9222-2007, 9603-7064

domingo, 15 de julho de 2012

Só para mulheres: Diagrama da Cura Celestial

Ninguém crê em bruxas, mas sem um pouco de magia ninguém vive e os chineses tinham milhares de amuletos específicos para cada necessidade: espantar maus espíritos, proporcionar vida longa, garantir boa viagem, fazer chiover, fazer parar de chover, etcétera. Pois esse aí é diagrama da Cura Celestial recomendado só para mulheres, para todo tipo de problema feminino. Salvar, imprimir, colocar na bolsa, no armário, debaixo do travesseiro. E contemplar com frequência, para que a forma do diagrama possa ser assimilada pelos circuitos apropriados.

Manual do herói, página 46, a pedido de Denise Sahione

domingo, 8 de julho de 2012

Viver melhor: Teresa Andrés na Itália fuçando comidas


Teresa Andrés, nutricionista e produtora de orgânicos, resolveu procurar sua turma na Itália, tanto na produção de alimentos quanto na origem do movimento Slow food. 

Fez um blog para contar seu dia a dia por lá: http://www.dahortanaitalia.blogspot.com.br . Pesquei estes posts - um beijo, Teresa! - de quando ela começou a postar sobre a viagem, em 21/6. Um pouquinho de mim vai junto ;-)

A bota – traçando o roteiro

          Uma amiga me disse que sou a pessoa mais à deriva e com mais foco que ela conhece. Então é essa a rota da viagem: objetivos traçados, mas muitas lacunas para o imprevisível, o novo que sempre aparece. Gosto de não fechar muito os caminhos para não perder o acaso e suas possibilidades.
        Mas o esqueleto tá montado e começa em Torino, Piemonte, por onde entro na Itália. Piemonte tem muitas coisas que me interessam, a primeira e maior delas é a sede do movimento slow food. Desde que conheci o assunto me apaixonei, foi como descobrir minha tribo, pessoas falando e fazendo o quê eu acreditava e gostaria de ver no mundo: alimentação e plantação caminhando juntos. É muito estranho que eles tenham se separado, mas esta é a verdade depois da revolução verde e do crescimento da indústria alimentar. A comida ficou orfâ de pai e mãe, como uma criança da roça criada na cidade grande, sem conhecer suas origens. Na verdade as pessoas ficaram orfãs de uma comida com história, ciclo, sabor. Resgatar isso é lindo e saboroso e o piemonte é onde tudo começa. Tem a UNISG, (www.unisg.it) Universidade de Gastronomia do movimento, um sonho antigo, um curso de mestrado que namoro há alguns anos... 
Próximo passo Toscana. Roça. Mesmo com todo calor do verão, espero poder por a mão na terra, visitar e estar em algumas propriedades rurais, principalmente de horta orgânica. Dizem que é um ótimo período para festas típicas na região, e gostaria de alternar a atividade rural com passeios... 
Não sei o próximo passo, mas ainda tenho dois objetivos: Bologna - um amigo de uma amiga participa do Slow Food local e achei que seria legal ver as atividades da região. Por último Puglia. Sei pouquíssmo sobre o salto da bota, mas estou decidida a chegar até lá. Minha última paixão literaria foi Ossos, Sangue e Manteiga, de Gabrielle Hamilton, uma chef de cozinha americana muito autêntica, dona de um restaurante em NY que parece ser um sucesso – Prune, e que se casou com um italiano da região. Seu relato me encantou com a simplicidade do povo, sua culinária rica e preservada, a rusticidade das feiras e a alegria das pessoas. Foi amor à primeira leitura.
        No mais à deriva, deixando o vento me guiar. Parece bom, não é?

Super exercício do desapego

Estava super orgulhosa da mala piccola que havia feito e me sentindo uma desapegada de tanta coisa que costumo precisar (ou melhor, que tenho medo de precisar e não ter) e eis que a vida me pregou uma peça muito maior: minha mala não chegou. Pois é, está perdida pela Itália, sozinha, não sei onde e como eu, não fala italiano, tadinha. E eu aqui sem nenhuma roupa a não ser o que estava na minha bagagem de mão, ou seja, praticamente nada! Por incrível que pareça não fiquei (nem estou) nervosa. Só há duas possibilidades: ou chega e pronto, me virei estes dias, mas não morri ou não aparece e tenho que acessar o seguro (que fiz na última hora) e comprar tudo novo ;) as duas opções me parecem boas...um mini guarda roupa de H&M e Zara, não vai ser nada mal...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Gatos: Os boa-vidas de São Luis


Foto de: Kenia Bahr
Para: Deixa sair

"Friozinho começando, os danadinhos se refestelando ao sol. Essa é uma casa bem simples em uma das vielas lindas de São Luís do Paraitinga," escreveu Kenia Bahr. E ficamos comentando a rede que o humano deles teceu em lugar do vidro, costurando algodão no ferro. Haja coração!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A dieta contra cândida emagrece, sim

De: Kelli
Para: Deixa sair

De vez em quando recebo um email como este, generoso, reconfirmando a importância da alimentação como base da saúde. Mas o extraordinário é a disposição de enfrentar a dieta, que muda hábitos dos quais a gente se torna dependente. Que a experiência da Kelli possa ajudar muitas outras pessoas pelo mundo afora. Valeu, querida!
"Fiz a dieta à risca por 2 meses, o resultado foi o fim da candida e 10 quilos a menos. Logo na primeira semana se foram 3 quilos e nos lugares certos, na cintura e outras gordurinas localizadas. Cheguei a perder 8 cm de medida na cintura e quadris. Portanto muito obrigada, a dieta é fenomenal, fiz pensando em acabar com a candida e ganhei esse presente de ficar mais magra.
 "Foi em meados de setembro de 2011. Já tinha feito varias dietas porque estava com sobrepeso, eu tenho 1,55m e estava pesando 64 a 65 kg, realmente não estava bem.  Quando procurei "cândida" no google e achei seu blog eu não estava pensando em emagrecer, só queria me livrar delas. Até chorei quando vi a lista dos problemas causados por elas, eu tinha todos!!!! 

"No mesmo dia comecei a dieta, nem acabei de comer o pacote de biscoito que estava aberto, nem os bombons que eu havia comprado, nem de beber a garrafa de vinho que estava aberta e nem os pães maravilhosos que meu marido fez questão de comprar naquele dia. Ninguém acreditava que eu ia ter força de vontade e realmente cumprir uma dieta. Mas eu tive, eu estava determinada! Cada vez que eu tinha vontade de comer alguma coisa que não estava na dieta, pensava comigo: quem quer comer isso não sou eu, são as cândidas, e elas têm que morrer!!!! Isso me dava força pra seguir em frente.

"Quase morri de fome nos três primeiros dias, mas no quarto em diante já estava acostumada à nova maneira de me alimentar. Depois de 14 dias a mudança na silhueta já era visível, depois de um mês e meio precisei mandar apertar todas as minhas calças! Hoje estou pesando de 54 a 52 kilos, quando chego a 54 diminuo a comida e chego nos 52 de novo, já voltei a comer quase tudo que eu comia antes, pizza, frutas além de melancia e goiaba, e outras guloseimas com muita moderação, só açúcar que eu bani mesmo.

"Ainda quero chegar no peso de 48 kilos. Às vezes começo a fazer a dieta de novo, mas acaba que no lanche da faculdade como um pão de queijo com um capuccino... (sou mineira de Belo Horizonte rssss)

"Nisso descobri um detalhe muito importante da dieta: para emagrecer mais, não adianta fazer parcialmente . Só funciona quando a gente realmente segue à risca. Pra ajudar a seguir eu bebia muito chá de camomila sem açúcar nem adoçante, acostumei com o gosto e continuo tomando. Vou fazer a dieta de novo, mas agora com o propósito só de emagrecer mesmo. Viajo nesse fim de semana e quando voltar começo de novo, porque quero aproveitar a culinária do lugar que eu vou rssss. Outra vantagem da dieta é que o peso não volta com facilidade, como ocorre em outras dietas; claro que não pode fazer nada insano, se comer uma caixa de bombom inteira até um faquir vai engordar, né!

"Há muito tempo queria lhe agradecer e lhe dar esse feedback, fiquei pensando se você saberia que a dieta teria esse efeito colateral (maravilhoso!!!) e quem sabe poderia até escrever um livro com essa dieta mas com o foco de emagrecer. Falo do seu blog para todas as minhas amigas que querem emagrecer e acabar com as cândidas! Hoje mesmo acessei pra passar o link pra uma amiga..."

terça-feira, 12 de junho de 2012

Campanha irresistível: Voto aberto já

De: Pedro Abramovay - Avaaz.org avaaz@avaaz.org


Para: todos
::
Caros amigos do Brasil,



Em 24 horas, o Congresso pode desistir de vez do voto secreto e tornar o processo de votação público. É nossa melhor chance de garantir que políticos corruptos não poderão mais proteger a si mesmos. Assine a petição agora e envie para todos!

Em 24 horas, o Congresso pode desistir de vez do voto secreto e tornar o processo de votação público. É nossa melhor chance de garantir que políticos corruptos não poderão mais proteger a si mesmos e podemos fazer a diferença se agirmos agora! Se fizermos um gigantesco apelo público agora, os congressistas que concorrerão às eleições este ano não terão opção a não ser aprovar o projeto de lei.

Quando o Congresso faz uma votação para cassar o mandato de um dos membros corruptos da Casa, o voto é secreto e nunca conseguimos saber quais legisladores estão protegendo os corruptos. Uma proposta que vai ser colocada em votação na quarta-feira, dia 13, pode mudar isso, e jogar luz sobre uma das práticas mais corruptas existentes na política brasileira. A pressão sobre a votação está aumentando, sendo que vários parlamentares já declararam apoio à medida. Mas precisamos de mais. Se fizermos um gigantesco apelo público agora, os congressistas que concorrerão às eleições este ano não terão opção a não ser aprovar o projeto de lei.

Assine a petição agora e envie para todos -- se alcançarmos 50.000 assinaturas, o juiz Márlon Reis, um dos heróis da Ficha Limpa, vai entregar a petição para o presidente do Senado, José Sarney, fundamental para essa decisão na quarta-feira antes da votação:

http://www.avaaz.org/po/brazil_open_vote/?bdedpab&v=15109

Você assinaria um cheque em branco para um deputado ou senador? O voto secreto é exatamente isso. Eles votam e nunca são responsabilidades pela posição que eles assumem. Há menos de um ano, Jaqueline Roriz foi absolvida de uma série de acusações de corrupção na Câmara dos Deputados. Naquela ocasião o voto foi secreto, e ela escapou facilmente, apesar de ter sido filmada colocando dinheiro sujo dentro de sua bolsa. Se no caso dela o voto fosse público, e os deputados tivessem sido obrigados a cumprí-lo, isso jamais teria acontecido.

O voto secreto não apenas vai jogar luz sobre as alianças políticas no Congresso, mas vai abrir caminho para uma reforma política mais ambiciosa e ampla no Brasil, na qual o poder popular triunfa sobre todos os outros tipos de interesses espúrios. Se conseguirmos que os senadores aprovem esse projeto de lei, estaremos um pouco mais perto de verdadeiramente expor as brechas usadas pela corrupção e impunidade para triunfarem nesse país.

Vamos criar uma onda enorme de poder popular e trazer isso para mais perto da realidade. Assine a petição abaixo e exija que os senadores votem a favor da proposta de lei agora:

http://www.avaaz.org/po/brazil_open_vote/?bdedpab&v=15109

Com as mobilizações passadas, conseguimos mudar a direção do governo brasileiro. Ajudando a aprovar a Ficha Limpa, demos um golpe forte contra a corrupção. Unindo-se mais uma vez, poderemos arrancar de vez a corrupção desse país.

Com esperança e determinação,

Pedro, Diego, Ian, Ricken, Carol, e toda a equipe da Avaaz

MAIS INFORMAÇÕES:

Sarney marca votação da PEC do Voto Aberto para próxima semana (O Globo)
http://oglobo.globo.com/pais/sarney-marca-votacao-da-pec-do-voto-aberto-para-proxima-semana-5125121

Senado analisa na semana que vem voto aberto para cassar mandato (Terra)
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5815039-EI7896,00-Senado+analisa+na+semana+que+vem+voto+aberto+para+cassar+mandato.html

Sarney coloca em votação fim do voto secreto em casos de cassação (Folha de S. Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1100529-sarney-coloca-em-votacao-fim-do-voto-secreto-em-casos-de-cassacao.shtml

Senadores decidem se fim do voto secreto terá prioridade nas votações (O Estado de S. Paulo)
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,senadores-decidem-se-fim-do-voto-secreto-tera-prioridade-nas-votacoes,884923,0.htm

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Do verbo viver: Nós nos envenenamos, eles lucram

De Kenia Bahr
Para Deixa Sair

Pelo fim da adição de flúor na água tratada

Em setembro de 2003 uma petição internacional assinada por mais de 300 cientistas, químicos, técnicos e ambientalistas de 37 países, pediu a revisão, esclarecimento e discussão sobre os benefícios e malefícios da adição à água encanada do flúor, íon utilizado como preventivo de cáries. Atendendo à petição, foram apresentados vários estudos comprovando os riscos para a saúde geral do corpo, especialmente dos ossos, devido à ingestão desse potente agente químico que quando ultrapassa apenas 1 ppm já causa problema até nos dentes. De lá para cá, muitas pesquisas vêm atestando ligações entre ingestão de flúor e doenças da modernidade. Autistas, por exemplo, não devem beber água fluoretada. Embora não haja confirmação de associação direta entre o flúor e a disfunção, sabe-se que ele potencializa os sintomas do autismo.

 O problema da adição de uma droga, venenosa ou não, na água de todas as pessoas, é uma questão delicada. Até que ponto as autoridades têm o direito de institucionalizar um tratamento medicamentoso na água para todos os cidadãos de todas as idades? Sabendo-se da ligação entre tal produto e desencadeamento de patologias, como e por quais razões se mantêm a mesma diretriz?

A retirada, diante das evidências, bate na trave econômica e política. Subproduto da indústria do alumínio, o íon, que mata um corpo adulto com apenas 5 gramas, não pode ser simplesmente jogado na natureza. A confiança inicial de que em doses ínfimas espalhadas pelas águas e alimentos no mundo, só faria bem aos dentes, evitando cáries, fez com as políticas se consolidassem nesse gigantesco contrato comercial mundial, agora difícil de ser desfeito, especialmente em países em desenvolvimento que têm de um lado a população ignorante que aceita as decisões públicas e privadas sem questionamentos e de outro os concentradores de renda, que defendem o status quo a qualquer preço.

Para assinar a petição: http://www.avaaz.org/po/petition/Retirada_da_adicao_de_fluor_na_agua_tratada/?tta

domingo, 27 de maio de 2012

Medicina das rezadeiras: 31/5, Rio de Janeiro


É tudo verdade! Enquanto a medicina industrializada quer nos fazer crer que sem máquinas, drogas e plano de saúde a vida não existe, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro mantém uma coleção de plantas medicinais e convida para uma Roda de Conversas com as rezadeiras Anselmina Araujo de Oliveira e  Maria Aparecida da Silva, ou melhor,  D. Nina e Vó Maria. 
"Com larga experiência no ofício de socorrer as pessoas da comunidade com seus saberes e através das tradições da reza, orações e preces, contribuem para a preservação da cultura de um povo."
Data: 31 de Maio de 2012
Horário: 15h
Auditório: Espaço de Convivência Coleção Temática de Plantas Medicinais
Entrada: Portaria Pacheco Leão n° 915 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Inscrição tel: 2294-6590
Coordenação : Angela Porto e Yara Britto

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Exames convencionais nada amigáveis: Da série "Uma coisa leva a outra"

De: Mary Barreto Dória
(que recebeu por email e achou pertinente, "afinal não custa prevenir")

Para: Deixa sair

Assunto: Câncer de tireóide


"O Dr. Oz fez uma exposição sobre o tipo de câncer que mais cresce em mulheres, o câncer de tireóide. Foi um programa muito interessante e ele mencionou que o aumento poderia possivelmente estar relacionado com o uso de raio-x odontológico e mamografias. Ele demonstrou que no avental que o dentista coloca em você no raio-X odontológico existe uma pequena aba que pode ser levantada e envolver o seu pescoço.

"Muitos dentistas não se preocupam em usá-lo. Também, há algo chamado de "guarda da tireóide" para ser usado durante a mamografia.

"Por coincidência, ontem eu tive a minha mamografia anual. Eu me senti um pouco tola, mas perguntei sobre a proteção e certamente, o técnico tinha uma em uma gaveta. Eu perguntei por que não era utilizado rotineiramente. Resposta: "Eu não sei. Você tem que pedir". Bem, se eu não tivesse visto o programa, como é que eu poderia saber para perguntar?

"Precisamos transmitir isso para nossas filhas, sobrinhas, mães, a todas nossas amigas e os maridos contarem a suas esposas! Eu acabei de fazer isso, agora você encaminha para a sua lista.

"Alguém foi gentil o suficiente para transmitir esta informação para mim. Eu espero que você passe isso para seus amigos e familiares."

domingo, 20 de maio de 2012

E-mail da Marina: Antifúngicos

Oi, Sonia. Tudo bem?

Como aprendi muitas coisas bacanas no seu site, tive vontade de compartilhar coisas que aprendi em outros lugares e que talvez ainda não estejam nele. 

A primeira delas é sobre o óleo de Tea tree [melaleuca], que dizem ser um excelente antisséptico e antifúngico. Eu comprei o óleo e fiz um teste em um cáctus, que estava com fungos porque o meu colega de apartamento o regou demais. Passei o óleo em todo ele e os fungos se foram e ainda não voltaram... Dizem que é bem eficiente contra micoses, mas apesar de ter candidíase constante, nunca tive problemas na pele, então não deu para fazer o teste. O chato é que o óleo não pode ser usado internamente. [Marina, tem gente que usa internamente; acho arriscado porque pode queimar.]

Outra coisa que gostaria de compartilhar é sobre o chá de cravo. A primeira vez que li o seu blog foi em uma madrugada, em que morria de dor de barriga e não podia dormir. Quando acordei, fui na cozinha e da lista de antifungicos tinha apenas cravo. Fervi e tomei o chá e o resultado foi bem rápido, me senti melhor. Depois, li em um livro que molhar OB em um chá de cravo e colocar à noite também era bom para candidíase vaginal e foi realmente muito bom. A idéia é tomar o chá de cravo pela manhã e à noite e colocar o OB molhado antes de dormir. Funciona.

Abraços,

Marina

Manual do herói: Atravessando eras

Nos últimos meses ando atarefada com a conversão dos meus livros antigos para o formato digital. Os fotolitos, alguns com quase 30 anos, dão lugar aos PDFs gerados por programas modernos como inDesign, e seguem para a gráfica pela web, por FTP.

Aí em cima está a arte-final original da capa do Manual do herói. Dá pra ver as marcas de recortes, os traços a lápis? Era assim que se fazia: riscando, cortando, colando. O livro foi composto num programinha chamado Carta Certa, alguém se lembra? No meu primeiro PC, como se dizia então, que tinha um HD bem grande, 40 megas! Mas não saía pronto do computador, como hoje. O texto era todo entremeado de comandos entre < >, como os de HTML, que avisavam a máquina de fotocomposição para colocar negrito ou itálico, aumentar ou reduzir o tamanho da fonte, mudar de fonte. Tudo tinha que ser calculado antes - corpo do texto, entrelinhas, espaços, exatamente como na forma mais primitiva de composição tipográfica. Não tinha WYSIWYG, what you see is what you get. O melhor amigo da gente ainda era a régua de cíceros e paicas, essencial para calcular a composição. A gente entregava o arquivo e recebia tiras de papel fotográfico com o texto. Se tivesse erro, e sempre tinha, refazia e colava a emenda por cima.

Para quem começou a vida profissional acompanhando a feitura de um jornal em máquinas de linotipia, em que cada tecla de letra selecionava uma letrinha física de chumbo que descia por uma canaleta para juntar-se às outras da palavra, já era uma evolução e tanto. 22 anos depois, às vésperas da 14a tiragem do Manual do herói, ainda me emociona trabalhar nele. Que permanece, como permanece a filosofia tradicional chinesa de 3mil anos enquanto tudo muda, mesmo na China.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Viver melhor: Como envelhecer sem ficar velho, segundo Moyses Paciornik

De: Déa Zanine Caldas
Para: Deixa sair
Entrevista publicada na Gazeta do Povo, Paraná

Ele completou 93 anos no último dia 4. E, ao contrário de muitos que chegam a esta idade, o médico ginecologista e obstetra Moysés Paciornik tem muita disposição para viver, saúde que faz inveja aos mais novos e muita, mas muita vontade de trabalhar. Isso mesmo, ele continua batendo o cartão na Rua José Loureiro, no mesmo consultório onde começou a atender as pacientes.Deixou de fazer partos e cirurgias aos 90 anos, mas ainda se dedica à clínica. No currículo, já ajudou mais de 60 mil crianças a nascer. Ficou famoso em Curitiba e no mundo inteiro porque aprendeu a envelhecer sem ficar velho. Com esse tema publicou, em 2000, um livro que trata do envelhecimento e da geriatria. É membro da Academia Paranaense de Letras e da Academia Brasileira de Médicos Escritores.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Paciornik conta alguns dos segredos para quem quer chegar aos 100 anos de idade. Segundo ele, é preciso evitar os três pós brancos (açúcar, farinha e sal) e praticar exercícios regularmente. Com a palavra, o Dr. Cócoras. Quem desconhece o motivo desse apelido simpático, já vai entender o porquê.

Qual é a mensagem que o senhor pode passar às pessoas que desejam envelhecer com saúde?
Elas precisam aprender a comer corretamente e fazer exercícios. Na atualidade, esses dois assuntos são modernos e todo mundo sabe. Devemos evitar os três pós brancos: o açúcar, a farinha e o sal. Isso já vem sendo difundido há 40 anos. A questão é que muitas revistas falam hoje de como comer certo com conselhos mais ou menos complicados. Eu sou prático. Evite os pós brancos e a gordura animal. Mas vamos nos alimentar do quê? O que Deus colocou no mundo precisa ser comido, que é o que o índio da mata come. Na mata, ele não tem os pós brancos. Come verduras, frutas, carne magra resultado da caça, tudo à vontade.

E o senhor leva essa dieta a sério? Consegue evitar alimentos que fazem mal à saúde?
Gosto de chocolate, mas evito. De um modo geral, qualquer doce é gostoso, contudo tem de ser evitado. De vez em quando dá para comer uma sobremesa. Porém, eu procuro não comer qualquer tipo de bolo, pão, bolacha e macarrão - tudo o que tem açúcar e farinha. O sal deve ser usado moderadamente. Pela manhã, como duas qualidades de frutas e café com leite magro sem açúcar. No almoço e jantar é salada, carne magra (suína em geral não como, porque não gosto). Também incluo no cardápio arroz branco e feijão. Qualquer qualidade de peixe está liberada.

Com essas dicas, é certo concluir que somente as pessoas magras vão viver mais?
As magras estão menos sujeitas a uma série de doenças. Se não comem gordura animal, evitam o colesterol e os triglicerídios. Se retiram da alimentação o açúcar e a farinha, previnem a diabete. Sem o sal, a pessoa não vai estar propensa a ter hipertensão arterial.

Em relação aos exercícios físicos, ir à academia ou caminhar todos os dias é suficiente?
Ambos são uma boa alternativa para envelhecer, porque protegem o organismo. Mas aconselho subir e descer escadas. Isso porque é um exercício econômico, eficiente e não custa nada. Até os meus 90 anos subia e descia as escadas dos 19 andares do meu prédio duas vezes ao dia. Hoje só desço. Trabalho o corpo todo nessa atividade física, porque também pratico o "up and down" (em português, levantar e baixar), ou seja, fico de cócoras e depois levanto, esticando todo o meu corpo. Faço isso duas vezes em cada pavimento. O "up and down" é barato, não custa nada e pode ser feito em qualquer lugar. Não requer aparelhos e os resultados aparecem dentro de poucos dias. Uma vez fui aos Estados Unidos visitar o Empire State Building e subi, sem parar, os 120 pavimentos do edifício. Mas naquela época eu era mocinho, tinha 78 anos.

Quais os benefícios de ficar de cócoras ou fazer o "up and down" algumas vezes ao dia?
Na década de 70, compreendemos porque as índias caingangues não têm varizes, celulite e a pele do rosto é perfeita. Observamos também o porquê das índias da mata conservarem o canal genital em muito melhor estado do que as mulheres civilizadas. A primeira questão está relacionada ao parto de cócoras. No parto deitado, o canal vaginal se estreita cerca de 28%. Então, esse canal estreito é mais fácil de rasgar e machucar a mulher. Ele é um dos culpados. Porém, fomos ao Paraguai e descobrimos outra questão importante. Por que as índias da mata que moram nesse país fazem o parto deitado e não estão tão estragadas como as nossas? Naquela ocasião descobrimos que isto tambémdeve-se ao fato de as índias não usarem cadeira. Eis a chave de todo o problema.

A cadeira é prejudicial à saúde?
Tem uma lei de medicina que explica que todo órgão em repouso prolongado enfraquece. Sentado na cadeira, o corpo inteiro - da cabeça aos pés - está em repouso. Então tudo fica fraco e as conseqüências são varizes, celulites, dores na coluna, problemas com prisão de ventre. De cada 100 civilizados, 80 têm ou terão dor na coluna.

E o que as pessoas que trabalham o dia todo sentadas devem fazer?
A cada uma ou duas horas é preciso parar para fazer o "up and down". O ideal é que se pratique até cem vezes o ato de levantar e baixar. Já no sofá, na hora de assistir televisão, as pessoas devem ficar em posição de ioga, com as pernas cruzadas como os índios. Isso porque o sangue espremido é bombado para a cabeça e o cérebro recebendo mais sangue funciona melhor. É uma boa dica para quem está estudando e para quem quer evitar a celulite.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Prof. Jaime Bruning em vídeo


De Ana Correia
Para Deixa Sair

Oi Sónia, estou "vasculhando" seu blog e estou amando. Há algo que eu queria partilhar com todos se me permitir. É um vídeo (de umas 2 horas de duração) de Jaime Bruning: http://vimeo.com/37682829 e fala sobre Bionergética e Saúde. É bom demais... fala sobre o óleo de copaíba, sobre diversas plantas curativas, escalda pés, urinoterapia (para curar herpes) e fala de um remédio muitissimo bom que é o de cebola+alho+mel, mas que é dificil de tomar pra caramba... enfim, acho que é de uma riqueza imensa esse vídeo e se fosse possível seria bom até colocar um post aqui sobre esse vídeo (desculpa estar pedindo tanto...). 

Oi, Ana Correia, tá postado! E muito obrigada pela sugestão. Jaime Bruning é conhecido e amado pela maioria das pessoas que buscam terapias naturais. Seu site: www.jaimebruning.com.br.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Limpeza de fígado e vesícula: Fui à luta

domingo, 31 de julho de 2011 / post original

Dieta da maçã: Limpeza de fígado e vesícula biliar

One apple a day keeps the doctor away, diz um velho ditado, que até onde sei está muito certo: basta saber a hora de comer a maçã nossa de cada dia. No intervalo entre almoço e jantar, por exemplo, faz uma faxina e tanto no tubo digestivo. Tanto pela pectina, fibra que varre as sujeirinhas com doçura, quanto por ter propriedades microbicidas e ativar o trânsito intestinal.

No livro Healing with whole foods, o mestre Paul Pitchford afirma que se pode livrar rapidamente a vesícula biliar de pedras e sedimentos, limpando também os excessos do fígado, em apenas um dia.
Assim: desde a manhã, comer somente maçãs, pelo menos quatro ou cinco, se possível do tipo verde - embora todas elas ajudem a amaciar as pedras. Pode beber água, chá de ervas e suco de maçã orgânico. À noite, antes de dormir, amornar 2/3 de um copo de azeite de oliva extravirgem e completar com sumo fresco de limão. Beber a mistura devagar, pode ser de canudinho, e deitar imediatamente, do lado direito, com a perna direita dobrada. Pela manhã as pedras devem sair nas fezes.

Pitchford diz que milhares de cirurgias de vesícula foram evitadas com este método; recomenda que haja supervisão de um profissional de saúde experiente, não sei exatamente por que, já que os procedimentos são simples, mas também nunca fiz.

Uma variação mais suave, ainda no livro dele: de manhã, em jejum, tomar duas colheres/sopa de azeite de oliva extravirgem seguidas por duas de sumo de limão, cinco dias seguidos.

5a, 19 de abril de 2012: Depoimento pessoal sobre a limpeza

Meninas e meninos, eu fiz. Um dia inteiro de maçãs ácidas, 6 ao todo, as primeiras 3 mastigando e as últimas batidas com água, sempre com casca. Foi um dia à parte. Já vinha vegetariana desde a semana anterior, para ajudar, e comendo só maçã comecei a sentir frio e certa moleza. Mental, principalmente. Considerei que era um período de retiro; meditei, contemplei, falei pouco. A fome foi braba até a 4a maçã, já em suco, aí se acalmou. Dormi um pouquinho à tarde porque estava com muito frio. Passei a aquecer a água antes de bater as 2 últimas maçãs e foi muito bom.

Às 10 da noite me aprontei para dormir e fiz a mistura de azeite amornado com sumo de limão. Não gostei, e acho que o Pitchford não deve ter experimentado assim, porque o óleo normalmente já sobe, quente subiu muito mais: impossível misturar direito com o limão, mesmo mexendo com a colher antes de beber. Susana Ayres, quando fez, misturou tudo frio e tomou numa boa os 150ml. Pra mim ficou um saldo de limão puro no fundo da xícara que acabei engolindo, porque sou obsessiva, mas ninguém é perfeito. O resultado foi um certo enjôo; fiquei engolindo saliva pra ver se descia.

Deitei do lado direito e encolhi a perna de baixo. Depois virei de barriga para cima, que o Andreas Moritz diz que é bom. E assim, de lado e de costas, aos poucos adormeci. Sentindo que algo no fígado acontecia.

Cada um tem um jeito diferente de aplicar essa limpeza. A Hulda Clark nem menciona maçãs, mas vai fundo no sal amargo, que o Moritz também recomenda, além dos enemas. O Moritz tem um protocolo meticuloso, adotado pela Antónia Mendes, da Karma Clinic, em Lisboa. Acontece que eu queria experimentar a receita do Pitchford, que respeito e admiro porque me socorre nas dúvidas mais cruéis - e que tinha publicado aqui, portanto estava comprometida. (Sem mencionar que era bem mais simples e fácil.)

Bem. Ali pelas três da manhã rolou um tsunami no banheiro. Saiu um monte por baixo e vomitei o que não tinha descido. Cacei as pedrinhas no vaso, não achei e voltei para a cama muito decepcionada, mas dormi o sono dos justos.

Pela manhã eliminei polpa de maçã. Só. Mas depois do almoço, ó perfeição!, no fim de tudo estavam lá as pedrinhas boiando. Três ou quatro maiores, de forma irregular, +- 1cm de diâmetro, três ou quatro menores que 5mm. Tinha também uma camisolinha de verme, juro. Vai ver, não aguentou tanta maçã.

Espero mais novidades ainda hoje e estou pronta para fazer a limpeza de novo em algum momento futuro. Aos que têm o intestino mais congestionado, o protocolo do Andreas Moritz pode ajudar melhor. Está em seu livro A limpeza do fígado e da vesícula, que ganhou nova edição recentemente e é leitura fundamental para quem deseja cuidar de seu maior bem: a saúde.

(Comentários importantes no post original: http://www.soniahirsch.com/2011/07/dieta-da-maca-limpeza-de-figado-e.html .)

Alô alô Petrópolis: Kum Nye na serra


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Entrevista na revista Metrópole: Para mim o normal é ter saúde, não plano médico

Meditando na Cozinha, nome do curso que proferirá em Campinas (Ísvara) também nomeia uma de suas obras mais bacanas, com crônicas inicialmente publicadas na revista Bons Fluidos (2002). Fale um pouco sobre a temática do curso.

Olhar para si, olhar para o alimento, juntar o de fora com o de dentro, ir um pouco além da comida: o curso “Meditando na cozinha” é mais uma forma de falar sobre alimentação saudável, dentro de um contexto maior que é a busca do equilíbrio pessoal, da saúde, da relação com o mundo. Nossos hábitos diários acabam formando um eixo que nos sustenta, para bem e para mal, e precisamos estar conscientes disso.

“Cozinhar é meditar”. Por quê?

Todo exercício de atenção plena pode levar a um estado de relaxamento mental muito próximo da meditação, e a prática vai encurtando a distância. Preparar e cozinhar alimentos naturais e integrais envolve contemplação, ação, imaginação, contato com água e fogo, controle do tempo. Não é pouco, mas é simples e fácil. Só depende da pessoa querer relaxar e se concentrar prazerosamente.

Seu mais recente título é Candidíase, a Praga. Ele começou a ser escrito depois de uma troca de impressões com seus leitores, no blog? Como foi esse processo de troca, escrita e pesquisa?

Eu já tinha publicado um capítulo grande sobre candidíase crônica no Só para mulheres, em 95, e não pensava em voltar ao assunto. Mas também não sabia que ia ter um blog no qual comecei a postar trechos de livros, receitas, crônicas e tal. Lá pelas tantas postei sobre candidíase e foi um auê. Perguntas e comentários me levaram a pesquisar de novo, reafirmando a maior parte do que eu já tinha escrito e introduzindo elementos novos, que valia a pena incluir.

Por essa altura soube pelo jornal que 63% dos atendimentos ambulatoriais do Hospital Pérola Byington, referência em saúde da mulher em São Paulo, eram motivados por candidíase. “É uma praga”, pensei. “O pessoal não está entendendo ainda que a coisa é muito mais que um problema genital feminino.” E resolvi escrever o livro, com um passo a passo caprichado e muitas receitas. No desenrolar dos capítulos enviei os arquivos a algumas leitoras do blog que me pareciam muito interessadas em resolver seus problemas, e elas os devolveram com críticas e sugestões. Coisas que só a internet permite. A elas dediquei o trabalho, em nome de todas as outras mulheres que contribuíram sem querer.

Desde quando especializou-se em alimentação saudável, ou alimentação como base da saúde, vem tratando do tema com esmero e abordando doenças – causas e refrigérios (para não dizer “curas”) - a partir de um compêndio de boas fontes. Certa vez, porém, você disse que era uma cozinheira preguiçosa. É, ainda?

Bem, procuro não abordar doenças e sim os comportamentos de risco para elas; manter a saúde para não ficar doente. Mas sou sim uma cozinheira preguiçosa. Procuro fazer comida da forma mais simples possível, não só porque me encanta o minimalismo mas porque preciso de tempo para muitas outras coisas, como ler, fazer exercícios e contemplar, além de trabalhar todos os dias.

A comida baseada em vegetais favorece a simplicidade. E não faço nada que precise de duas etapas. Por exemplo, cozinho o feijão já com os temperos, não refogo; é menos uma panela para lavar depois, e fica gostoso do mesmo jeito.

Além de escritora e jornalista, podemos dizer que é nutróloga?

Não, porque esse título se aplica ao âmbito acadêmico, e não tenho essa formação. Sou autodidata.

Você come de tudo? O que não come de jeito nenhum? De que “fonte” não bebe?


Não tem nada que eu não coma ou beba de jeito nenhum, mas tenho preferências e cautelas. Depende do dia, de como estou, do que a situação pede. Como todo mundo, às vezes pago um preço alto pela gula, ou simplesmente pelo “por que não?” quando vou na onda da hora – e depois descubro por que não...

O mundo contemporâneo vive de dieta. Mas o que deveria se levar em conta antes de uma dieta “x”?

O autoconhecimento, incluindo a avaliação criteriosa das possíveis parasitoses que possam estar atrapalhando o organismo. Não adianta fazer a dieta errada. E, claro, é preciso pensar em quantidade e qualidade. Reduzir um pouco a quantidade e melhorar a qualidade já funciona como dieta.

***

Gostaria que dissesse dessa paixão pela escrita, que “começou” (pra valer) quase ao acaso em Campinas, no Diário do Povo... Escrever é fácil?

Escrever é fácil e gostoso. Todos na minha família liam muito e escreviam cartas, cartões, lembretes, bilhetes. Meus pais nasceram em diferentes lugares do mundo e chegaram ao Brasil falando várias línguas e escrevendo o tempo todo para os parentes e amigos. Minhas irmãs mais velhas estudavam no exterior e as cartas também iam e vinham. Escrever cartas era natural para mim. E poesia, de que eu gostava muito.

E o apreço pelas HQs, revistas e pelo teatro? Quando abdicou dessas outras áreas pelas quais era apaixonada para dedicar-se exclusivamente à literatura? Pensa em roteirizar para teatro, cinema ou TV?

As HQ foram por acaso: Paulo Patarra, grande jornalista que criou várias revistas importantes, estava assumindo a Rio Gráfica, em 1972, e me chamou para coordenar uma das áreas. Calhou ser a de HQ, onde aprendi muito, me diverti à bessa e conheci desenhistas extraordinários.

O teatro surgiu mais cedo, aos 15 anos. Fui do TEC, teatro do estudante criado por Paschoal Carlos Magno, que sem dúvida norteou milhares de jovens pelo Brasil afora. Também foi por acaso - uma vizinha me chamou para ver um ensaio, faltava uma atriz e eu entrei. Fiz várias peças. Gostava muito de sair da minha pele e entrar no personagem. Quis ser profissional mas me desaconselharam devido ao tipo físico, que me limitaria a pequenos papéis. Nesse meio tempo comecei a trabalhar em jornal.

Não tenho vontade de fazer teatro, cinema e tv. Gosto de escrever, mais que tudo. Se fosse me dedicar a outro tipo de produção criativa, seria em música.

Sobre a questão da linguagem. Seus textos são bastante diretos, coloquiais, metafóricos e ricos em exemplos/situações cotidianas. Boas histórias entremeadas por informação. Essa é uma boa definição?

Gosto de pensar que são informação entremeada por boas histórias ;-) Porque há um objetivo nos textos, que é passar aquela informação. Sou jornalista voltada para promoção da saúde. Um texto gostoso vende melhor seu conteúdo, né?

Quando os leitores e/ ou a crítica “enlata” suas obras e as dispõe na sessão de auto-ajuda... Isso a incomoda? Que ponderação faz acerca dos livros de auto-ajuda?


Ué, meus livros estão na seção de auto-ajuda? Não sabia. Geralmente os vejo em culinária, ou, como na Livraria Travessa de Ipanema, têm uma mesinha só deles. Mas não me incomoda estar na auto-ajuda. Os propósitos são os mesmos: ajudar a pessoa a se administrar melhor.

Você já escreveu só para mulheres, traçou auto(gato)biografia, disse dos malefícios do açúcar. Sobre o que jamais escreveria e sobre o que gostaria muitíssimo de escrever em breve?

Não ando pensando tanto em escrever ou não, mas em como fazê-lo para as novas mídias. Adoro ler jornal e revistas no iPad, por exemplo, e estou lendo um livro sobre fungos no Kindle. Observo o crescimento das redes sociais. Namorar essas novas formas de apresentar a informação tem sido meu passatempo predileto, com a desculpa de que estou trabalhando...

Em que momento decidiu criar a Correcotia? O que a editora anda aprontando, hoje?

A Correcotia existe desde 1985, juridicamente e como selo editorial, mas só virou editora mesmo em 1996, depois do lançamento do livro Só para mulheres. Que vendeu muito e me obrigou a legalizar a produção toda. É a editora de todos os meus livros, além de prestar serviços como palestras, cursos e produção de conteúdo. Isso envolve lidar com papel, gráfica, orçamentos, estoque, notas fiscais, capital de giro, contador... É meu lado oculto: empresária.

***

Atualmente, vive-se um boom gastronômico óbvio nessas nossas bandas tupiniquins. Os chefs voltaram a exaltar a comida que conforta, àquela que remete às memórias familiares; a cultuar a refeição em turnos (entrada, prato principal, sobremesa) e a brigar pelos produtos certificados (ode aos produtores locais). Concorda com essa impressão? Acha que esse é um bom caminho? Quem tem feito uma boa gastronomia (no sentido da gastronomia saudável) pensando-se em chefs/ cozinheiros?

Puxa, desculpe, não acompanho as tendências gastronômicas. Prefiro comer de maneira simples. Gosto do que é mais tradicional e menos inventivo. Não me chame para comer feijoada em forma de canapé, que eu não vou nem pago a conta. Não gosto de gastar dinheiro em restaurantes – aliás, sair para comer, pra mim, não é programa, é necessidade. Mas vou achar legal se os restaurantes adotarem uma comida melhor, com
menos tranqueira engordurada e mais vegetais.

Em seu blog você chamou a atenção para o PL 7.703/2006, conhecido como Ato Médico, em votação no Senado. Grosso modo, esse PL, em pauta e discussão (tramitação) desde 2002, prevê a “delimitação legal” do campo de atuação dos médicos e cerceia o campo de atuação de outros profissionais. Comente esse PL – o que é válido, o que é questionável e o que é absurdo?

A OMS define os cuidados básicos de saúde em 4 passos: 1) promoção da saúde, a cargo do indivíduo e da comunidade; 2) prevenção das doenças, onde entram os controles sanitários, o tratamento da água, o combate aos mosquitos, a higiene doméstica etc; 3) cura e 4) reabilitação. Há muitos caminhos para não chegar na doença, isto é, no passo 3.

O que está errado nesse projeto de lei é a pretensão de dar todo o poder de decisão sobre cuidados de saúde a uma medicina cara, de resultados muitas vezes duvidosos, que se baseia em princípios secretos de diagnóstico e tratamento, alienando o cliente do juízo sobre seu próprio ser. E alienando o Estado junto.

Você acredita que a ramificação/ especializações da medicina terminaram por minar a saúde? Ainda acredita na medicina convencional? Por quê?

A medicina convencional é útil em muitas circunstâncias, mas não devia dispensar nunca o clínico geral que trabalhasse pela saúde do cliente, em vez de apenas tratar doenças e distúrbios do paciente. Um bom médico não deveria ter pacientes, e sim clientes saudáveis. Eu vou a uma médica homeopata de dois em dois meses. Ela me ajuda a ter saúde. Levo uma turminha que trabalha comigo e ela os mantém saudáveis
também.

A especialização trouxe um problema muito grave de escolhas equivocadas por parte do cliente, que pega o livrinho do plano médico, acha que tem um problema de coração e vai ao cardiologista; faz exames, volta à consulta; e às vezes o que ele tem são gases, que dóem no peito, do lado esquerdo, por isso pensou em coração. O bom especialista deveria ser, ao mesmo tempo, um generalista. Não dá para falar de coração sem pensar em fígado, estômago, intestino, puilmão, rim. O corpo é um só, e inclui a mente. Tudo funciona junto. Crianças que têm convulsões ou falta de concentração podem simplesmente ter lombrigas e outros bichos, que dão muitos sintomas psíquicos, respiratórios, de pele, e acabam sendo tratadas como se fosse outra coisa, complicada e misteriosa.

Sabemos que pensa que saúde não é competência do Estado. Comente e pondere: o que deveria realmente ser?

É da competência do Estado observar, analisar e atender às necessidades do povo, exercendo seu poder de justiça, administração, mediação. O Programa de Saúde da Família é maravilhoso no papel, revolucionário mesmo. Mas a prática do Estado não tem a pureza necessária para que ele funcione como deveria. Sem corrupção, sem lobby, o Brasil poderia gastar muito menos com a saúde e obter resultados muito melhores.

Para mim é óbvio que os recursos são mal investidos. Máquinas modernas de diagnóstico custam fortunas enquanto simples exames de fezes geralmente não dão nada porque não interessam aos mandatários do negócio, que mediocrizaram a norma técnica. Uma amebíase que não é vista degenera em câncer, e aí sim, o câncer se sabe ver. Acho um absurdo, um desrespeito e uma desvirtuação do princípio médico. Coloco o meu questionamento com foco nas parasitoses porque a parasitologia é uma ciência médica desprezada pela medicina por interesses espúrios, e o Estado vai atrás, é refém. Por isso digo que o Estado é incompetente para cuidar da saúde do povo. Achar que parasitoses são irrelevantes é uma irresponsabilidade imensa, é gastar os recursos de forma errada e submeter os pacientes a sofrimentos desnecessários.

A saúde é “subversiva” porque não enriquece o outro (não favorece a indústria, nem o governo, nem o sistema)?

Sou contra a medicalização da saúde, onde o normal é ter plano médico-hospitalar. Pra mim o normal é ter saúde e não precisar fazer tantos exames e tomar tantos remédios. Mas aí a pessoa saudável cessa de contribuir para o esquemão, e isso é uma clara subversão da ordem!

A medicina popular é tão preciosa ou mais que a acadêmica? Por quê?

A medicina acadêmica se transformou, ao longo do último século, num poderoso negócio sob o grande guarda-chuva da indústria farmacêutica, hospitalar e diagnóstica. O que corre em paralelo são as formas tradicionais de abordagem da saúde, que vão desde a benzedeira até o acupunturista, passando pelo passe do centro espírita, pela loja de produtos naturais, pela fitoterapia, pelos cuidados caseiros com alimentação e higiene.

A medicina tradicional chinesa tem uma história milenar, assim como a ayurveda. Ambas procuram harmonizar o indivíduo, enquanto a medicina convencional, como já mencionei, espera que ele fique doente. E, com a má qualidade de vida que podemos ter atualmente, quem não souber pensar por si acaba mesmo envolvido na fatalidade de adoecer.

Qual é o melhor remédio para “as dores” do mundo?


Ah, se eu soubesse...

..................................
(Íntegra da entrevista a Érica Nogueira para a Revista Metrópole, do Correio Popular,  de Campinas, SP, publicada em março de 2012. Valeu, Érica - obrigada pelas ótimas perguntas!)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Comer mal: Tá feia a coisa

"Em muitas partes do mundo, os padrões de consumo estão mudando muito rápido. Embora alimentos básicos tradicionais continuem sendo a comida diária de muita gente nos países em desenvolvimento, uma "transição nutricional", que começou na Europa e na América do Norte na metade do século 20, está transformando os hábitos alimentares da nova classe C em países como Brasil, China e India. As pessoas tendem a comer porções cada vez maiores de produtos alimentícios, que tipicamente contêm mais laticínios, carne e gordura, bem como de açúcar e outros carboidratos altamente refinados, e frações menores de fibras dietéticas, vitaminas e minerais. O uso de aditivos alimentares, que ajudam na produção dos produtos alimentícios e os tornam mais palatáveis ao consumidor, também vai de vento em popa. Essa mudança na dieta está levando a taxas maiores de doenças do coração, diabete e outras doenças crônicas.

Aliada a essa transição nutricional, e às mudanças nos padrões de produção, processamento e consumo de alimentos, uma perceptível alteração de comando vai tomando conta da cadeia alimentar. A influência dos fazendeiros diminui, enquanto a das grandes corporações - em particular supermercados e redes de fast-food - aumenta.

Parcialmente em resposta às preocupações quanto a essas mudanças, houve nos últimos anos acentuado crescimento na demanda e no fornecimento de alimentos orgânicos, integrais e saudáveis. De modo geral o mercado de alimentos parece estar polarizado, com o bom ficando melhor, e o ruim, pior ainda.

Ironicamente, as grandes corporações que comercializam a comida altamente processada que é uma das características da "transição nutricional" também identificaram um nicho de mercado potencialmente lucrativo para "nutracêuticos" e "alimentos funcionais". Estes prometem efeitos benéficos, como melhor motilidade intestinal ou redução do colesterol do sangue. Em resumo, são planejados para combater os próprios problemas de saúde criados por uma dieta altamente processada."

Erik Millstone e Tim Lang / professores doutores em Ciências Políticas e Política Alimentar, em "The Atlas of Food", University of California Press 2008

Predadores magníficos: Carcarás no quintal



Polyborus plancus ou Caracara cheriway; a subespécie brasileira é P. p. brasiliensis. Conhecido como a águia brasileira.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Cora Coralina: Para começar bem a semana


de Bia Santos
para Deixa sair

"Um repórter perguntou à poeta Cora Coralina o que é viver bem. Ela lhe disse:

Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.

Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.

Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.  Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!

Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?

Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás.

Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança.

Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.

Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."

sexta-feira, 23 de março de 2012

Transgênicos & agrotóxicos: Ocupar a Monsanto

de AS-PTA boletim@aspta.org.br        
para deixa sair


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POR UM BRASIL ECOLÓGICO,

LIVRE DE TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS

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Ocupar a Monsanto

Número 578 - 23 de março de 2012

Car@s Amig@s,

O novo movimento Occupy Monsanto, uma ramificação do Occupy Wall Street, está convocando pessoas e organizações de todo o mundo a fazer parte de um dia internacional de protestos em 17 de setembro, quando o movimento Occupy Wall Street completará um ano. O grupo demanda, entre outros, a rotulagem obrigatória de alimentos contendo ingredientes transgênicos (que não existe nos EUA) e que não sejam aprovados novos cultivos transgênicos desenvolvidos para tolerar aplicações de herbicidas altamente tóxico s (como é o caso da soja tolerante ao 2,4-D, já em testes no Brasil).

“Goste você ou não, é provável que a Monsanto tenha contaminado a comida que você comeu hoje com agrotóxicos e transgênicos. A Monsanto controla a maior parte do suprimento global de alimentos às custas da democracia alimentar ao redor do mundo”, diz o site do movimento.

Na última terça-feira (20/03), manifestantes do Occupy Monsanto colocaram faixas em 13 passarelas sobre rodovias que cruzam a cidade de St. Louis, nos EUA, onde está a sede da empresa. Elas traziam dizeres como “O FDA* está contaminado pela Monsanto”, “Biorrisco Genético: Defenda-se”, “99% vs. Mon$anto” e “Presidente da Monsanto = Milionário; Consumidor da Monsanto = Rato de Laboratório”. No gramado em frente à sede mundial da empresa uma faixa dizia: “Sr. Presidente, rotule os alimentos transgênicos. Com amor, Michelle”, em referência à primeira dama. Até o meio-dia de terça-feira todas as faixas haviam sido removidas por autoridades locais.

O protesto aconteceu um dia após a realização de uma marcha pelo centro de St. Louis e alguns dias depois de terem sido realizadas manifestações contra a companhia em cerca de 30 cidades americanas e em várias outras partes do mundo, incluindo a Espanha, Alemanha, Nova Zelândia, Austrália, Japão e Canadá.

No fim de semana anterior, 150 manifestantes do movimento fecharam a unidade de pesquisa da empresa em Davis, na Califórnia. Na ocasião, a Monsanto disse aos seus funcionários que eles não precisavam ir trabalhar devido a preocupações com relação à segurança em função dos protestos.

E os recentes protestos contra a gigante da biotecnologia não começaram por aí. No final de fevereiro, a polícia americana prendeu 12 manifestantes que estavam em frente aos escritórios da Monsanto em Washington participando do “dia nacional de solidariedade”. Dois dias antes, uma ação judicial contra a empresa movida por um grupo de agricultores fora rejeitada. O grupo pedia a invalidação de patentes agrícolas da empresa, alegando o receio de que as sementes patenteadas aparecessem em suas lavouras (via contaminação). O protesto era realizado em solidariedade e em conjunto com o dia nacional de ação contra o Conselho Americano de Intercâmbio Legislativo (ALEC, na sigla em inglês), organização de lobby que defenda a criação de incentivos fiscais para as corporações.

A Monsanto é a líder mundial de sementes transgênicas, e os vem conseguindo impor em uma série de países a despeito de crescentes evidências dos efeitos danosos que provocam sobre o meio ambiente e a saúde. Via de regra, a empresa bloqueia os esforços em prol da rotulagem dos alimentos contendo ingredientes transgênicos. Também é famosa por articular a perseguição de cientistas que publicam estudos demonstrando efeitos danosos provocados por transgênicos e agrotóxicos. A própria pesquisa independente tem sido comumente inviabilizada, pois a empresa usa a legislação de patentes para negar a utilização de seus produtos em experimentos científicos. Ela também tem tornado os agricultores reféns de suas sementes (e agrotóxicos de uso associado): detendo a maior parte do mercado de sementes, a empresa vai gradualmente eliminando a oferta de sementes convencionais não patenteadas. Como se não bastasse, é prática da multinacional processar os agricultores cujas lavouras são contaminadas pelos seus transgênicos – eles são acusados de violação de direitos de patente.

Como se vê, já passa da hora de se articular um grande movimento internacional buscando frear o domínio da Monsanto sobre nossos sistemas agrícolas e alimentares. Ocupar a Monsanto, aí vamos nós!

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* Food and Drug Administration, órgão do governo dos EUA que regulamenta os alimentos e medicamentos.

Com informações de:

- Occupy Monsanto – International Action Against Genetic Biohazards.

- Banners, more protests against Monsanto – Stltoday.com, 20/03/2012.

- US police arrest 12 Occupiers on national day of solidarity – PressTV, 29/02/2012.

- Monsanto protested after class-action lawsuit is dismissed – Blog Post/The Washington Post, 29/02/2012.

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Quer ler mais? http://aspta.org.br

quinta-feira, 22 de março de 2012

Alô alô Sampa: Meditando na cozinha dia 7 de abril, às 11h...


Yellow Kid, de Richard Outcault, 1894

...lá na feirinha orgânica da AAO no Parque da Água Branca, um lugar que sempre me deixa feliz. Chego às 9h, para abraços e autógrafos, e de 11 a 12h faço uma pequena palestra sobre um aspecto delicioso da alimentação: a cozinha.

"Comer é a alegria do zen", diz o sutra, e todos comem contentes, desfrutando o prazer na boca.

Tudo o que vem antes pode ser meditação. Escolher formas, cores e sabores. Lavar, cortar, levar à panela e observar a vida em sua permanente transformação. Oferecer essa comida feita com atenção plena, em contato com a natureza íntima de cada alimento, através de cheiro, sabor, cor, textura. Conhecer o efeito dos alimentos. Conhecer o frescor dos alimentos.

Lidar com água, fogo, metal, terra, ar. A precisão dos cortes. A inspiração dos temperos. A regência dos tempos.

Cozinhar é uma viagem que já acontece; o passageiro só precisa tomar consciência e escolher o destino.

domingo, 18 de março de 2012

De: Instituto Humanitas Unisinos

Código florestal: movimento contra retrocesso ganha força

A campanha Veta, Dilma! já conta com mais de 1,5 milhão de assinaturas, e o movimento cresce a cada dia.

A reportagem é de Aldem Bourscheit e publicado pelo sitio WWF, 14-03-2012.

Em palestra sobre o Código Florestal na manhã desta quarta durante seminário sobre meio ambiente em Brasília, o analista de Políticas Públicas do WWF-Brasil, Kenzo Jucá, reforçou que a proposta em tramitação no Congresso trará apenas retrocesso legislativo e degradação ambiental para o país. Ele lembrou que a lei em vigor foi criada nos anos 1930 e recebeu aperfeiçoamentos ao longo de quase oito décadas, sempre respondendo a avanços científicos, políticos e sociais. “O Código Florestal não é ultrapassado, mas isso não quer dizer que ele não precise de melhorias. Todavia, a proposta de reforma em curso não é o que o Brasil precisa”, ressaltou.

Na apresentação do WWF-Brasil, foi demonstrado que reservas legais e áreas de preservação permanente, porções que devem ser obrigatoriamente mantidas nas propriedades rurais, são dispositivos presentes desde a primeira versão do Código Florestal. Além disso, seus porcentuais cresceram ao longo dos anos, seja para consolidar a função social das propriedades privadas, seja para atender a necessidades de proteção de águas, de animais e vegetação nativos.

“A reserva legal na Amazônia passou de 50% para 80% das propriedades rurais como resposta do Governo Federal aos índices alarmantes de desmatamento e queimadas registrados nos anos 1990”, comentou.

Na contramão de uma reforma estruturante do Código Florestal, que por exemplo lhe fortalecesse com incentivos econômicos e fiscais que estimulassem a manutenção e recuperação de florestas nativas em todo o país, o projeto já aprovado no Senado e na Câmara é um emaranhado jurídico cheio de “pegadinhas” para proporcionar anistia a quem desmatou ilegalmente e consolidar a ocupação de áreas sensíveis, entre outros efeitos nefastos de caráter ambiental, social e econômico.

“A proposta de reforma em voga traz retrocessos pesados em proteção de nosso patrimônio natural, provocará insegurança jurídica, desprotegerá nascentes e olhos d´água, encostas, ameaçará a qualidade e quantidade de água disponível, inclusive para a própria agricultura. A soma dessas medidas levariam ao desmatamento de extensas áreas ou a não recomposição de locais ilegalmente desmatados”, ressaltou.

Conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Governo Federal, no pior cenário de efeitos colaterais com a aprovação da reforma para o Código Florestal em tramitação no Congresso, o Brasil poderia registrar a não restauração e em menor escala o desmatamento de 76,5 milhões de hectares de florestas em todo o país: área semelhante a duas vezes o estado do Mato Grosso do Sul. Tal degradação jogaria na atmosfera 28 bilhões de toneladas de CO2, gás que amplia o efeito estufa e leva ao aumento da temperatura do planeta.

Frente a essas ameaças e ao processo legislativo tortuoso e pouco democrático até agora registrado para a reforma do Código Florestal, Jucá reforçou que as mais de 160 entidades ligadas ao Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável esperam o veto total da presidente Dilma Roussef ao texto, se o mesmo realmente for aprovado no Congresso. A campanha #VetaDilma já conta com mais de 1,5 milhão de assinaturas, e o movimento cresce a cada dia.

“Com prazo e condições adequadas, a sociedade poderá participar democraticamente do debate, fazendo com que o Código Florestal se mantenha como base para proteção de nossas florestas e recebe dispositivos que levam a regularização das propriedades rurais, que fomente novas políticas públicas focadas no desenvolvimento sustentável real, tudo em sintonia com as necessidades do país e não de grupos atrasados do agronegócio”, disse. “O vento integral é o melhor caminho. Não se pode atualizar uma lei amarrada durante quase 80 anos a toque de caixa”, completou Kenzo Jucá.

terça-feira, 6 de março de 2012

Liga Juvenil Anti-Sexo: Vou lá dia 6/4




É uma galera jovem, bonita, anarquista, ligada em desconfigurar os padrões impostos a todos nós por aquilo que chamamos de normal. Ou anormal.

Fui convidada a dar uma palestra nesse segundo evento da Liga Juvenil Anti-Sexo e ainda não sei com que roupa eu vou, mas vou. Dia 6 de abril 2012, às 16h, em Sampa, na Serralheria.

Veja o vídeo do primeiro evento e chegue mais.